Abordar um problema. Isso em si já é um grande problema. Não por si só, mas pelo modo como nós, seres humanos, fazemos isso.
Em primeiro lugar, ao invés de procurarmos soluções, nós procuramos algo para culpar, alguém, alguma coisa. É uma busca incessante por livrar-se de uma responsabilidade, quando na verdade ela só diz respeito a você.
Em segundo lugar, é se deixar abater por tudo, Quando o problema vem, nossa reação é praguejar, ficar triste, nos entregarmos ao desânimo da perda e nos protegermos sob essa fragilidade e sob essa procrastinação eterna, de modo a justificar erros futuros.
Em terceiro lugar, atribuir à Deus, ou qualquer que seja (ou não) sua entidade divina, o seu insucesso. A questão maior é que a Divindade não fará sua vida pra você viver. Se você quer passar em uma prova, Ela não colocará o conhecimento em sua mente sem qualquer justificativa. E o pior, ninguém se lembra de Quem nos deu olhos e ouvidos pra perceber, ou braços e pernas pra correr atrás e agarrar os objetivos! Não haverá produto, mas peças e ferramentas necessárias à montagem. Cabe agora a você e ao seu livre-arbítrio decidir usar a sua capacidade.
No possível caso de você não ter uma Divindade, tente pelo menos acreditar em si mesmo, e não protelar os próprios problemas, empurrando a responsabilidade para o acaso.
Todos temos o necessário para correr, só falta a gana, a vontade de vencer. A oportunidade só tem um nome: esforço. A tradução disso reside em não rezar por milagres, mas agradecer por ser um.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
As paixões e os amores.
As paixões. Quem vive delas há de ser muito, muito feliz, por um tempo bem curto. A questão do hormônio, da "química", do domínio sexual, da posse, da estética, da beleza só por si mesma e desse "fogo" que consome toda a energia que se tem.
Os amores. Quem aprende a realmente amar, há de estar constantemente feliz. É o aprendizado cotidiano, da não-posse, mas do compartilhamento, o respeito intelectual, conjugal e sexual. É um calor brando, mas duradouro, que não queima, não desgasta.
Analogia cabível, é a do esfomeado que se enche de um comida, e depois nem quer saber mais, daquilo, que deu indigestão.Já o degustador, aquele que consegue perceber um novo aroma a cada palatada, experiência essa que só vem com o tempo.
Ao longo da vida, nascemos mais animalescos, instintivos e passionais. Com a idade, vêm duas coisas paralelas e distintas. Ou a não consciência de um verdadeiro sentido a vida, acompanhada da incessável busca por eternas paixões baseada em preceitos adolescentes, fúteis. Nunca há de se contentar. Ou a consciência da transitoriedade do físico, do estético e do material, que levará à maturidade, à construção de novos valores e à valorização de coisas cada vez mais válidas: uma amor verdadeiro, um amor-próprio.
No dia em que deixarmos de procurar a paixão própria e passarmos a buscar o amor-próprio, nesse dia, poderemos ser adultos, ou morrermos tentando.
Os amores. Quem aprende a realmente amar, há de estar constantemente feliz. É o aprendizado cotidiano, da não-posse, mas do compartilhamento, o respeito intelectual, conjugal e sexual. É um calor brando, mas duradouro, que não queima, não desgasta.
Analogia cabível, é a do esfomeado que se enche de um comida, e depois nem quer saber mais, daquilo, que deu indigestão.Já o degustador, aquele que consegue perceber um novo aroma a cada palatada, experiência essa que só vem com o tempo.
Ao longo da vida, nascemos mais animalescos, instintivos e passionais. Com a idade, vêm duas coisas paralelas e distintas. Ou a não consciência de um verdadeiro sentido a vida, acompanhada da incessável busca por eternas paixões baseada em preceitos adolescentes, fúteis. Nunca há de se contentar. Ou a consciência da transitoriedade do físico, do estético e do material, que levará à maturidade, à construção de novos valores e à valorização de coisas cada vez mais válidas: uma amor verdadeiro, um amor-próprio.
No dia em que deixarmos de procurar a paixão própria e passarmos a buscar o amor-próprio, nesse dia, poderemos ser adultos, ou morrermos tentando.
A Velha estirpe do Ano-Novo
E novamente, estamos aqui. Falando o mesmo, prometendo de novo, sem realmente saber um porque das coisas terem que recomeçar só porque é 31 de Dezembro. As promessas, os desejos: hipocrisia ou esperança?
Alguns encaram com ceticismo, falando que é só mais um dia, o tal 31 de Dezembro. Outros encaram como momento pra se esquecer do ano anterior, torcendo para que uma reviravolta cármica motivada por sei-lá-o-quê a qual altera a maneira como agimos e pensamos, aconteça em nosso desmerecido favor.
A questão reside exatamente aí. Como diria Drummond, não é por "decreto" que as coisas encontrarão um rumo de mudança. O mundo, tampouco os outros prestam atenção no que te diz respeito.
O ano-novo se faz quando nós nos renovamos espiritualmente, propondo mudanças e encontrando inspirações para promovê-las. Quer isso aconteça em Dezembro ou Julho, o novo nisso tudo não estará no ano, mas em você. É só porque a vida anda corrida, que temos um pequeno lembrete de que necessitamos mudar um pouco para não cair na repetição. É uma pequena parada para refletirmos sobre o que valeu a pena, e sobre o que precisamos mudar e melhorar em nossas vidas.
Alguns encaram com ceticismo, falando que é só mais um dia, o tal 31 de Dezembro. Outros encaram como momento pra se esquecer do ano anterior, torcendo para que uma reviravolta cármica motivada por sei-lá-o-quê a qual altera a maneira como agimos e pensamos, aconteça em nosso desmerecido favor.
A questão reside exatamente aí. Como diria Drummond, não é por "decreto" que as coisas encontrarão um rumo de mudança. O mundo, tampouco os outros prestam atenção no que te diz respeito.
O ano-novo se faz quando nós nos renovamos espiritualmente, propondo mudanças e encontrando inspirações para promovê-las. Quer isso aconteça em Dezembro ou Julho, o novo nisso tudo não estará no ano, mas em você. É só porque a vida anda corrida, que temos um pequeno lembrete de que necessitamos mudar um pouco para não cair na repetição. É uma pequena parada para refletirmos sobre o que valeu a pena, e sobre o que precisamos mudar e melhorar em nossas vidas.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Dissolução
Se eu tivesse nascido mulher
Seria a sombra de minha existência concreta
Seria sim, outra pessoa
Com mesmo sobrenome e expressão, pais e casa
Outros genes, outra visão, outras dúvidas.
Teria liberdades mais úteis
E necessidades mais fúteis
Dores mais intensas
Noites mais extensas.
Eu é que não correria atrás de uma amor
Ele é que corresse atrás de mim.
Embora talvez fosse a espera a minha dor
Talvez fosse melhor assim.
Mas certamente me perguntaria,
Como acaso seria,
Quantas diferenças estariam vindo,
Se acaso eu tivesse nascido homem?
Seria a sombra de minha existência concreta
Seria sim, outra pessoa
Com mesmo sobrenome e expressão, pais e casa
Outros genes, outra visão, outras dúvidas.
Teria liberdades mais úteis
E necessidades mais fúteis
Dores mais intensas
Noites mais extensas.
Eu é que não correria atrás de uma amor
Ele é que corresse atrás de mim.
Embora talvez fosse a espera a minha dor
Talvez fosse melhor assim.
Mas certamente me perguntaria,
Como acaso seria,
Quantas diferenças estariam vindo,
Se acaso eu tivesse nascido homem?
Quando eu visse esse olhar
Quando eu visse esse olhar
Não saberia.
De novo eu tentaria parecer melhor
Sem conseguir.
Às vezes me pego te vendo
Nas coisas que não têm você
Me pego refletindo em memórias
Que eu sempre quis ter
Só pude perceber que muito me fez ver
Que não importa os olhos com que se vê
Mas realmente a gente sente
Quando deveria ser
Por além desses olhos que eu desejo
O meu desejo maior era poder ver por eles
E poder vislumbrar com esse pensamento
Alguém melhor do que eu vejo
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
As lágrimas alheias à tristeza intrínseca.
Chora o céu,
Choram os homens,
O céu derrama lágrimas de alegria
Que escorrem nos rostos
E entristecem.
Sabor amargo,
Na verdade insípido,
Mas insolúvel.
Não é por que são melancólicas,
É porque somos melancólicos
E tornamos em dor próxima
O simples passar distante.
Dor sentida,
Sensibilidade sem sentido.
Assim como os problemas
Eles não são.
Tornam-se em verdade pela
Corriqueira menção e idealização.
Eles não existem por si só.
Nós os criamos e eles nos dominam.
Criamos para justificar nossas incapacidades
E acabam eles por nos tornar mais incapazes,
A Criatura domestica o criador.
Não seria mais fácil, matar a larva
Para não enfrentar a fera?
Não pensemos em soluções,
Mas em continuidade do equilíbrio.
Não façamos um remendo
Somente não criemos o buraco a se remendar.
É a hora em que deveríamos parar de pensar,
E passar a viver.
Viver sem o medo
Do que vem de nós,
Viver sem medo do que nos assombraria
A nossa consciência.
Marcadores:
isso ainda vai dar futuro,
Parceria com o Xixo
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Uma questão de referencial.
E os animais discutiam calorosamente.
Entre rosnados, piadas e cacarejos,
Discutia-se a importância de cada um.
Viria o Leão falar que era o mais corajoso.
Talvez o Elefante dizer que era o maior.
Ou a Formiga, a mais forte.
Mas nenhum disse coisa alguma.
Só faziam seus barulhos harmoniosamente.
Porque para eles, a própria existência de cada um era importante para todos.
Eis que chega um pequeno homem.
Menor que um elefante,
Mais covarde que um leão,
Mais fraco que uma formiga.
Dizia-se o mais importante de todos.
Quando questionado sobre a causa dessa superioridade,
Respondeu simplesmente :
Sou o melhor porque penso,
Porque raciocínio,
Porque falo e
Mudo a natureza conforme as minhas necessidades.
Do meio da turba de animais, pacientemente explicaram-no:
Às vezes, é melhor ficar em silêncio.
Às vezes, é melhor viver sem tanto pensar,
Mas sempre, sempre é melhor que
As suas necessidades estejam em sintonia com a natureza
Porque se você tem a necessidade de mudá-la,
Então, é você quem está inadequado a tudo.
O homem foi embora, calado, inconsciente e imperceptível.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Incompreensível.
Amor que se sente de dentro.
Nunca de fora.
Sentimento retórico.
Fosse ele recíproco!
Às vezes..
Sempre?
Não.
Nunca de fora.
Sentimento retórico.
Fosse ele recíproco!
Às vezes..
Sempre?
Não.
O Lápis.
Não importa o quanto escreva,
Mas o que te faz escrever!
Melhores pensamentos na próxima...
É o autor que faz o texto.
De grafite, papel e vida!
Vida de Carbono,
Papel de Carbono,
Grafite de Carbono!
No final, somos o lápis que escreve
A própria história.
Mas o que te faz escrever!
Melhores pensamentos na próxima...
É o autor que faz o texto.
De grafite, papel e vida!
Vida de Carbono,
Papel de Carbono,
Grafite de Carbono!
No final, somos o lápis que escreve
A própria história.
Planeta
Giro em torno,
Não tenho luz própria
Só giro em torno.
Cadê minha estrela?
Ela foge.
Sou um planeta estático e frio.
Não tenho luz própria
Só giro em torno.
Cadê minha estrela?
Ela foge.
Sou um planeta estático e frio.
Transborda.
Porque é tanta inspiração
Que me falta inspiração pra transmitir.
É tanta coisa, tantos pensamentos!
E eu fico tentando traduzir as palavras,
Essa inspiração que me acomete
Em vão!
Porque não há modo de transmitir tão bem
Em palavras
Tudo o que só você sabe passar
Com uma imagem,
A sua própria, luz.
Que me falta inspiração pra transmitir.
É tanta coisa, tantos pensamentos!
E eu fico tentando traduzir as palavras,
Essa inspiração que me acomete
Em vão!
Porque não há modo de transmitir tão bem
Em palavras
Tudo o que só você sabe passar
Com uma imagem,
A sua própria, luz.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Minha sirene, vela do pensamento.
Já viu sirene de carro de polícia?
Eu prefiro pensar na Terra, de fora.
A medida que gira, o sol ilumina
E a faixa que separa noite e dia gira.
Nessa faixa de escuro, que apaga a luz natural.
As luzes humanas se acendem
Sejam fluorescentes ou incandescentes,
E também a luz do meu iluminismo.
É sob a luz da lâmpada
Que como a vela dos antigos
Funciona, como o vento na vela do meu barco
Impulsiona a luz do meu pensamento.
Gira meu mundo
E minha sirene.
Eu prefiro pensar na Terra, de fora.
A medida que gira, o sol ilumina
E a faixa que separa noite e dia gira.
Nessa faixa de escuro, que apaga a luz natural.
As luzes humanas se acendem
Sejam fluorescentes ou incandescentes,
E também a luz do meu iluminismo.
É sob a luz da lâmpada
Que como a vela dos antigos
Funciona, como o vento na vela do meu barco
Impulsiona a luz do meu pensamento.
Gira meu mundo
E minha sirene.
Magnetismo.
Esse teu olhar magnético, sulista
Norteia meus pensamentos.
Limiar, linha de força e expressão.
Carga, peso que me puxa, eletrostática.
Velozmente me aproximo, são cargas opostas?
Campo, de visão, só você à vista.
Só os olhos.
Fico te circundando, sua atração tangente
E uniformemente girando
Em torno de seu sul magnético
O meu norte frenético.
Que posso fazer?
Que vê bem sem ter?
É pura física.
Norteia meus pensamentos.
Limiar, linha de força e expressão.
Carga, peso que me puxa, eletrostática.
Velozmente me aproximo, são cargas opostas?
Campo, de visão, só você à vista.
Só os olhos.
Fico te circundando, sua atração tangente
E uniformemente girando
Em torno de seu sul magnético
O meu norte frenético.
Que posso fazer?
Que vê bem sem ter?
É pura física.
Nascimento.
Nascimento,
E o entupimento com influências
Ideologias, os pais, o mundo.
Fazem-nos engolir tudo o que é vigente.
Aquilo que se julga correto.
A sorte maior,
É a incapacidade de compreender,
A inocência leva somente à absorção do necessário.
Pena que a criança precisa comer.
E brincar com soldadinhos que carregam a bandeira americana.
E o entupimento com influências
Ideologias, os pais, o mundo.
Fazem-nos engolir tudo o que é vigente.
Aquilo que se julga correto.
A sorte maior,
É a incapacidade de compreender,
A inocência leva somente à absorção do necessário.
Pena que a criança precisa comer.
E brincar com soldadinhos que carregam a bandeira americana.
Conflito de interesses.
O conflito armado pelos braços,
Não bastassem dois gigantes,
Haviam agora quatro
Que queriam dividir o mundo.
Disfarçaram seu capital, e chamaram-no nacionalismo.
Questões, disputas pelos ossos,
É o fim de um arquiduque,
É o início do conflito.
Que se movimentassem apenas
Mas olhar avanço bi-lateral
Obrigou-os a abrir trincheiras
Linha norte-sul
Abriu a veia da Europa,
Abriu a trincheira em milhões de corações
Ferida aberta na história,
Agora, os corações é que se movimentavam em fuga.
De que valeu tudo isso?
Além do tempo que era corrente
A raiz ressurgiria na intolerância
Tudo isso recomeçaria.
Não bastassem dois gigantes,
Haviam agora quatro
Que queriam dividir o mundo.
Disfarçaram seu capital, e chamaram-no nacionalismo.
Questões, disputas pelos ossos,
É o fim de um arquiduque,
É o início do conflito.
Que se movimentassem apenas
Mas olhar avanço bi-lateral
Obrigou-os a abrir trincheiras
Linha norte-sul
Abriu a veia da Europa,
Abriu a trincheira em milhões de corações
Ferida aberta na história,
Agora, os corações é que se movimentavam em fuga.
De que valeu tudo isso?
Além do tempo que era corrente
A raiz ressurgiria na intolerância
Tudo isso recomeçaria.
Como é que eu digo que te amo?
Como é que eu digo que te amo?
Se eu falo normalmente
De assuntos triviais
Se eu mesmo represento
Trivialidade no seu dia-a-dia
Como é que eu falo o que sinto?
Se não parece que digo a verdade
Você pode até pensar que minto
Mas não, eu fico só tentando
Desse jeito atrapalhado, demonstrar.
Como, acaso, eu poderia saber
Se, lá no fundo, você sabe de mim
Se corresponde, se fica indiferente
Porque se falta perceber,
Não faltou tentar.
Se eu falo normalmente
De assuntos triviais
Se eu mesmo represento
Trivialidade no seu dia-a-dia
Como é que eu falo o que sinto?
Se não parece que digo a verdade
Você pode até pensar que minto
Mas não, eu fico só tentando
Desse jeito atrapalhado, demonstrar.
Como, acaso, eu poderia saber
Se, lá no fundo, você sabe de mim
Se corresponde, se fica indiferente
Porque se falta perceber,
Não faltou tentar.
Completar-se-á.
De que vale uma virtude
Além de quando se está sozinho?
Vale de saber, de compreender.
Mas a compreensão é, por vezes, indesejada.
Pode-se conhecer terras, bibliotecas
Pode-se falar línguas diversas
Quando se está sozinho
Quando se fica em silêncio, nada conta.
E é porisso que pra fazer valer
Qualquer virtude que se tenha
É necessário conhecer, trocar idéias,
É necessário o ouvido que perceba a melodia.
Então, seja o complemento,
Sei que não sou tanto quanto queira
Mas seja quem sente meus poucos calores
Que concretizasse um dos meus poucos clamores
Somente torne esse fragmento completo.
Além de quando se está sozinho?
Vale de saber, de compreender.
Mas a compreensão é, por vezes, indesejada.
Pode-se conhecer terras, bibliotecas
Pode-se falar línguas diversas
Quando se está sozinho
Quando se fica em silêncio, nada conta.
E é porisso que pra fazer valer
Qualquer virtude que se tenha
É necessário conhecer, trocar idéias,
É necessário o ouvido que perceba a melodia.
Então, seja o complemento,
Sei que não sou tanto quanto queira
Mas seja quem sente meus poucos calores
Que concretizasse um dos meus poucos clamores
Somente torne esse fragmento completo.
Fluidos corporais.
Equilíbrio da vida,
Tanto quanto de uma nação,
É um equilíbrio de excrementos
E fluidos corporais:
Basicamente, é um balanço de
Quanta merda se faz e
Quanto de sangue se dá.
Tanto quanto de uma nação,
É um equilíbrio de excrementos
E fluidos corporais:
Basicamente, é um balanço de
Quanta merda se faz e
Quanto de sangue se dá.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Acróstico Invertido.
Ainda que eu não seja lembrado
Não serei tanto assim esquecido
Apenas guardado num canto mais inóspito da lembrança
Isolado? Não. Com a companhia de meus amigos e esperança!
Rindo a toa, esperando pacientemente!
Ainda que não seja lembrado
Morarei lá, e você há de saber me ver em ti!
Inove!
Só se vive um amor.
Diferentes personagens,
Inovações criativas.
Mas o enredo é o mesmo
Como numa releitura
De uma obra bem-sucedida!
Sentimento, Vontade
Apreço, desejo.
Não, o seu não é o maior amor do mundo.
Mas sabe, pode ser o mais válido.
Vive-se um amor por vez,
Vive-se um sentimento por tempo,
Talvez sentir-se e intensamente.
Senti-lo ou senti-la,
Como parte de si, é comum.
Agora fazer com que alguém faça
Efetivamente parte da sua vida,
Isso é um amor,
Isso é continuidade,
É inovação, Escrever uma nova obra
Uma maneira de se provar que
O seu amor é não o maior, mas o melhor do mundo!
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Complexo de Isaac
Capacidade contínua.
Estática, dinâmica.
Cria-se muito bem
Quando tudo que incide
Sobre você resulta em nada.
A resultante nula.
A idéia flui
E se desdobra em outras milhares.
É a reação à ação de tentar.
Consegue-se muito bem.
Agora.
Caneta e papel,
Atrito físico e mental,
A reação de tentar,
Dissipa a ação,
Desaceleração,
Sistema não conservativo,
Temperatura alta,
Cérebro fundindo,
Repouso
Delta tinta = x,
Delta texto = 0,
sem ponto final
Marcadores:
em co-autoria com o xixo.
Beijo
Ácido gama-aminobutírico
Noradrenalina, Simpático
Pensamentos, possibilidades
Pupilas dilatadas, taquicardia
Respiração descontroladamente rápida
Uma parada no tempo:
Pára o nó sinoatrial.
O encontro dos lábios,
Dopamina, Serotonina,
Acetilcolina, Parassimpático
Bradicardia, olhos ao normal
Respiração normalizando.
Pronta pra outra?
Noradrenalina, Simpático
Pensamentos, possibilidades
Pupilas dilatadas, taquicardia
Respiração descontroladamente rápida
Uma parada no tempo:
Pára o nó sinoatrial.
O encontro dos lábios,
Dopamina, Serotonina,
Acetilcolina, Parassimpático
Bradicardia, olhos ao normal
Respiração normalizando.
Pronta pra outra?
Ignorância Prostituta.
Feliz é a vida do ignorante trivial, comum.
Acredita no cotidiano, no mágico,
No trabalho e no Deus compassivo.
Move o mundo com as mãos
Quer apenas o direito de ter esperança
Troca injusta.
Triste é o ignorante consciente,
Estuda mas prefere se prostituir.
Vender sua personalidade e se misturar
Engolir a ideologia dos fracos
Defender a mediocridade para se sobressair
Rebaixamento justo.
Acredita no cotidiano, no mágico,
No trabalho e no Deus compassivo.
Move o mundo com as mãos
Quer apenas o direito de ter esperança
Troca injusta.
Triste é o ignorante consciente,
Estuda mas prefere se prostituir.
Vender sua personalidade e se misturar
Engolir a ideologia dos fracos
Defender a mediocridade para se sobressair
Rebaixamento justo.
O Brilho e o Alheio
Se olhar ao acaso para as estrelas,
Verá que algumas brilham mais do que outras.
Elas também nos olham,
Veem todas as meninas,
Cada qual com sua beleza e amores.
Mas quando olham, qual surpresa!
Umas brilham, também, mais que as outras.
Vem o Sol, estrela mais brilhante e traz o dia.
Ofusca todas as outras estrelas
Só temos olhos pra uma.
E as estrelas olham para todas até que você chega.
Traz meu dia, ofusca qualquer outra a seu redor,
E eu só tenho olhos pra você,
Menina minha, minha estrela.
Verá que algumas brilham mais do que outras.
Elas também nos olham,
Veem todas as meninas,
Cada qual com sua beleza e amores.
Mas quando olham, qual surpresa!
Umas brilham, também, mais que as outras.
Vem o Sol, estrela mais brilhante e traz o dia.
Ofusca todas as outras estrelas
Só temos olhos pra uma.
E as estrelas olham para todas até que você chega.
Traz meu dia, ofusca qualquer outra a seu redor,
E eu só tenho olhos pra você,
Menina minha, minha estrela.
Deus, sou de Vós, Vós sois de mim.
Independente de esperanças
Independente de valores
Independente de crenças falsas
Ou de falsos clamores.
A cretinice devota do preconceito.
Estive sentado com alguém que me disse
"Que não acreditem em mim quanto a
Entidade e forma de ser,
Mas em si mesmos,
Porque se há a crença naquilo que vivo,
Minha obra, imagem e semelhança,
É sobre esta pedra que edificarei meu reino."
Eu creio naquele que me fortalece: Eu mesmo.
Porque creio em Deus e sua obra: Eu mesmo.
Minha oração se chama gratidão,
Meu dízimo se chama vida,
Minha profissão de fé se chama acordar,
Minha procissão, se chama tempo,
Minha solidariedade se chama cotidiano,
Minha igreja e templo, se chama Terra.
Santíssima trindade;
Deus, nosso consciente, Pai;
Deus, nosso concreto, Filho;
Deus nosso pensamento; Espírito Santo
Divina inspiração, nos fez perfeitos
Vossa imagem semelhança,
Disse Platão, eu o digo.
Amém.
Independente de valores
Independente de crenças falsas
Ou de falsos clamores.
A cretinice devota do preconceito.
Estive sentado com alguém que me disse
"Que não acreditem em mim quanto a
Entidade e forma de ser,
Mas em si mesmos,
Porque se há a crença naquilo que vivo,
Minha obra, imagem e semelhança,
É sobre esta pedra que edificarei meu reino."
Eu creio naquele que me fortalece: Eu mesmo.
Porque creio em Deus e sua obra: Eu mesmo.
Minha oração se chama gratidão,
Meu dízimo se chama vida,
Minha profissão de fé se chama acordar,
Minha procissão, se chama tempo,
Minha solidariedade se chama cotidiano,
Minha igreja e templo, se chama Terra.
Santíssima trindade;
Deus, nosso consciente, Pai;
Deus, nosso concreto, Filho;
Deus nosso pensamento; Espírito Santo
Divina inspiração, nos fez perfeitos
Vossa imagem semelhança,
Disse Platão, eu o digo.
Amém.
De repente, a gente é feliz e nem sabe...
De repente a gente acorda,
E não quer que o sonho se acabe
De repente a gente cai,
E esbarra numa porta que se abre
De repente a gente está seguro,
E espera por um perigo de que se salve
De repente a gente é feliz
E nem, sequer sabe.
Uma vontade desenfreada
Um livro de páginas rasgadas
Um carro acelerado
É a gente correndo contra o tempo.
O avanço rápido do filme
Nenhuma notícia com que se anime
Qualquer vestido que se arrume,
É a folha querendo levar o vento.
Um ano de duzentos dias
O tempo de duzentas vidas
O tráfego de duzentas vias
É a vontade contra o existir.
O beijo de todas as meninas
A dor de todas as partidas
Perfume de todas as pétalas floridas
É o impossível de sentir
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Somos nossos pais.
É. Porque nós nos alimentamos,
Porque simplesmente somos nós quem nos ensina a não errar
Porque somos nós quem se compadece e chora a nossa dor.
Porque nossa criança é quem cuida de nós adultos
Aquelas lições e tempo feliz que aplica sobre nós nostalgia e esperança.
Engraçado como a felicidade se torna ao longo do tempo
Quando não achamos que somos felizes, é porque nossa felicidade já não mora onde procuramos.
E essa é a lição que nem nossos pais ou nós mesmos poderemos ensinar.
Só se sabe onde mora a felicidade por si, pelo presente,
Afinal ela não é a mesma, e você já não será o mesmo.
Porque simplesmente somos nós quem nos ensina a não errar
Porque somos nós quem se compadece e chora a nossa dor.
Porque nossa criança é quem cuida de nós adultos
Aquelas lições e tempo feliz que aplica sobre nós nostalgia e esperança.
Engraçado como a felicidade se torna ao longo do tempo
Quando não achamos que somos felizes, é porque nossa felicidade já não mora onde procuramos.
E essa é a lição que nem nossos pais ou nós mesmos poderemos ensinar.
Só se sabe onde mora a felicidade por si, pelo presente,
Afinal ela não é a mesma, e você já não será o mesmo.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Incompleto
O sol estava me ofuscando ontem
Hoje ele amenizou.
O casal que estava brigando ontem,
Hoje se beijou
A mão que agredia ontem
Hoje só apertou.
Caramba, as coisas se ajeitaram.
Não foi preciso nada pra colocá-las no lugar.
Somente o tempo irremediável
Remédio dos problemas insolúveis.
E a angústia daqueles que vislumbram o futuro
Sem sair do presente.
E só esse observador, eu.
Só porque só.
Queria resolver todos os problemas,
E nada aconteceu.
Eles se resolveram e eu fiquei aqui,
Por me resolver, incompleto.
Hoje ele amenizou.
O casal que estava brigando ontem,
Hoje se beijou
A mão que agredia ontem
Hoje só apertou.
Caramba, as coisas se ajeitaram.
Não foi preciso nada pra colocá-las no lugar.
Somente o tempo irremediável
Remédio dos problemas insolúveis.
E a angústia daqueles que vislumbram o futuro
Sem sair do presente.
E só esse observador, eu.
Só porque só.
Queria resolver todos os problemas,
E nada aconteceu.
Eles se resolveram e eu fiquei aqui,
Por me resolver, incompleto.
sábado, 17 de outubro de 2009
Negação.
Ela me disse não,
Eu me disse não,
E disse pra ela e pra mim,
Desse jeito assim,
Sem preparar e estar preparado.
Eu entrei são,
Saí com outro não,
E a sobriedade enfim
Me pareceu um fim
Na verdade, era um começo disfarçado.
Talvez o tempo seja minha negação.
Talvez a minha incapacidade de compreender o não.
Ou somente o perceber que esse não
É porta pra entrada de outras canções,
De outra vida além do sonho
A realização daquilo que não se esperou
Mas se mereceu.
Marcadores:
a música é da carla
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Virtude
O superlativo humano inexiste.
Existe o mal fadado, comparando-se
Ao antônimo inadequado.
O bom inexiste.
Existe o regular constante
Visto pelo senso-comum desse distante (ponto).
Ninguém é bom
A maioria que é ruim.
E enaltece o "menos pior" para não ser tão assim: insignificante
A questão é aquele, que mesmo enaltecido
Ainda faz parecer o resto ridículo
Esse é "demônio aos olhos da igreja intrínseca de cada um"
Virtude demais é defeito
E não causa efeito
Somente des(res)peito, (descrença e discriminação)
Existe o mal fadado, comparando-se
Ao antônimo inadequado.
O bom inexiste.
Existe o regular constante
Visto pelo senso-comum desse distante (ponto).
Ninguém é bom
A maioria que é ruim.
E enaltece o "menos pior" para não ser tão assim: insignificante
A questão é aquele, que mesmo enaltecido
Ainda faz parecer o resto ridículo
Esse é "demônio aos olhos da igreja intrínseca de cada um"
Virtude demais é defeito
E não causa efeito
Somente des(res)peito, (descrença e discriminação)
Indiferentes ao infanto
Meu intelecto é
Infantil, infante e indigente.
Me indigno com os problemas do mundo
Sou ignorante a elas, para quem inexisto
Não incido sobre a indecência que me incita
E me incendeia a ingratidão de tais.
Mas elas são impressionantes.
Porisso não me sinto tanto mais uma criança,
Que conhece pouco do mundo,
E precisa aprender a viver,
Para mim e para elas.
Infantil, infante e indigente.
Me indigno com os problemas do mundo
Sou ignorante a elas, para quem inexisto
Não incido sobre a indecência que me incita
E me incendeia a ingratidão de tais.
Mas elas são impressionantes.
Porisso não me sinto tanto mais uma criança,
Que conhece pouco do mundo,
E precisa aprender a viver,
Para mim e para elas.
Os fios com que me amarro
Ao lado de toda grande mulher
Há um homem achando que é grande
E achando que ela está por detrás de si,
Quando na verdade está acima
E só permanece ao lado para não acabar com a ilusão.
São olhares, pequenos gestos, expressões
As linhas pra controlar os marionetes
E não viveremos sem elas
E elas não viverão sem nós.
Afinal, elas também se divertem.
Peço ao menos que alguma converse comigo.
Os bonecos em suas mãos: também amam,
E gostam de conversar.
Não as amo, todas elas
Somente as que sabem me controlar.
(E que por vezes sabem se fazer por controladas)
Há um homem achando que é grande
E achando que ela está por detrás de si,
Quando na verdade está acima
E só permanece ao lado para não acabar com a ilusão.
São olhares, pequenos gestos, expressões
As linhas pra controlar os marionetes
E não viveremos sem elas
E elas não viverão sem nós.
Afinal, elas também se divertem.
Peço ao menos que alguma converse comigo.
Os bonecos em suas mãos: também amam,
E gostam de conversar.
Não as amo, todas elas
Somente as que sabem me controlar.
(E que por vezes sabem se fazer por controladas)
Meu porto seguro.
Aporto para seguir viagem,
Sentado, em meio a livros,
Conhecendo, tentando aprender
Hoje aproveita-se a vida
Amanhã, quem sabe?
Só sei que nada digo.
Mas se eles estão em seu Porto,
Divirtam-se, enquanto eu aporto.
Porque se meu barco estiver à deriva,
Fiz o que eu pude,
Fortifiquei meu porto,
Pra um dia pagar minha própria ida à Porto.
Sentado, em meio a livros,
Conhecendo, tentando aprender
Hoje aproveita-se a vida
Amanhã, quem sabe?
Só sei que nada digo.
Mas se eles estão em seu Porto,
Divirtam-se, enquanto eu aporto.
Porque se meu barco estiver à deriva,
Fiz o que eu pude,
Fortifiquei meu porto,
Pra um dia pagar minha própria ida à Porto.
Você ama.
Fiquei um dia de olhos vendados.
Somente ouvindo as palavras
Da minha companheira.
Foi um dia que durou um ano
E apenas um milésimo
Eu vivi naquele dia.
As palavras, o jeito, o cheiro,
O talento, a amizade, o imprescindível
As 24 horas de realização plena.
Deixei de apaixonar e passei a amar.
Vendados os olhos, vivi melhor
Descobri que amo. E sinto.
Somente ouvindo as palavras
Da minha companheira.
Foi um dia que durou um ano
E apenas um milésimo
Eu vivi naquele dia.
As palavras, o jeito, o cheiro,
O talento, a amizade, o imprescindível
As 24 horas de realização plena.
Deixei de apaixonar e passei a amar.
Vendados os olhos, vivi melhor
Descobri que amo. E sinto.
Você não ama.
O amor não existe para os apaixonados.
Que sozinhos e interessados.
O que existe é o interesse unilateral
Frente ao desinteresse geral.
Amor é sentimento que se constrói e
Compartilha com o tempo.
Paixão não é amor, É sexo.
E dizer-se com amor pela imagem não tem nexo.
Ama-se um conceito, um jeito.
Ama-se uma pessoa, uma rotina.
Ama-se uma conversa, um respeito.
Transcende o "amor" por "bundas e peitos".
Que sozinhos e interessados.
O que existe é o interesse unilateral
Frente ao desinteresse geral.
Amor é sentimento que se constrói e
Compartilha com o tempo.
Paixão não é amor, É sexo.
E dizer-se com amor pela imagem não tem nexo.
Ama-se um conceito, um jeito.
Ama-se uma pessoa, uma rotina.
Ama-se uma conversa, um respeito.
Transcende o "amor" por "bundas e peitos".
Etílico.
Preciso de um trago,
E outros tantos mais.
Fico confuso em meio a luzes,
Em meio a vozes e outros sons.
A não-compreensão momentânea
Fez-me ver além do tempo,
Que eu tenho que me embriagar
E passar a não mais ser eu
Apenas bêbado,
Estarei sóbrio o suficiente, incluído
Agregado à sociedade ovina,
À unanimidade burra.
E outros tantos mais.
Fico confuso em meio a luzes,
Em meio a vozes e outros sons.
A não-compreensão momentânea
Fez-me ver além do tempo,
Que eu tenho que me embriagar
E passar a não mais ser eu
Apenas bêbado,
Estarei sóbrio o suficiente, incluído
Agregado à sociedade ovina,
À unanimidade burra.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Número 50.
É o post 50.
E não sei porque os números assim, inteiros,
Imponentes sempre fazem um efeito..
Então resolvi agradecer a quem acompanha.
Este post não terá nada de especial,
Além do apreço de quem escreve por quem lê.
50 abraços apertados, 50 desejos de uma vida realizada,
50 tantos outros desejos que tenho para mim e para qualquer um.
Aproveite e pense que cada texto que eu escrevo é pra você, leitor.
no número 51, 51 outros desejos. E uma boa idéia!
Um brinde, um viva, infinitos sorrisos.
Tudo pra vocês.
E não sei porque os números assim, inteiros,
Imponentes sempre fazem um efeito..
Então resolvi agradecer a quem acompanha.
Este post não terá nada de especial,
Além do apreço de quem escreve por quem lê.
50 abraços apertados, 50 desejos de uma vida realizada,
50 tantos outros desejos que tenho para mim e para qualquer um.
Aproveite e pense que cada texto que eu escrevo é pra você, leitor.
no número 51, 51 outros desejos. E uma boa idéia!
Um brinde, um viva, infinitos sorrisos.
Tudo pra vocês.
A Derrocada da Esperança.
Não tenha suas esperanças.
Já disse que não haverá concretização.
Procure por outra certeza que se faça mais sólida.
Não se alimente da lembrança do jantar de ontem.
Porque não haverá comida na mesa hoje se você não sair pra comprar.
Só haverá um prato vazio, e pedir aos céus não trará o alimento.
Não estou incitando a desesperança em tudo, somente naquilo que
Eu já atestei, não acontecerá.
Então, parta para o amanhã, porque no hoje eu não ligarei,
Como não ligarei amanhã, e não liguei ontem.
Como não me ligaram.
Agora eu estou na lista telefônica, e nem me lembro mais do número passado.
Procure em sua própria lista, oras.
Já disse que não haverá concretização.
Procure por outra certeza que se faça mais sólida.
Não se alimente da lembrança do jantar de ontem.
Porque não haverá comida na mesa hoje se você não sair pra comprar.
Só haverá um prato vazio, e pedir aos céus não trará o alimento.
Não estou incitando a desesperança em tudo, somente naquilo que
Eu já atestei, não acontecerá.
Então, parta para o amanhã, porque no hoje eu não ligarei,
Como não ligarei amanhã, e não liguei ontem.
Como não me ligaram.
Agora eu estou na lista telefônica, e nem me lembro mais do número passado.
Procure em sua própria lista, oras.
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não é filosofia. é apenas uma mensagem.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Revelar
As cores que passaram pelos meus olhos.
Eu não perdi nada, do que acontecia.
Ficou tudo gravado na memória
Os momentos mais felizes
As chuvas de verão que caíram na janela
O sol de inverno que insistia em tentar nos esquentar.
Mesmo no inverno que tentava,
Em vão, esfriar nossos corações.
É as coisas foram se agrupando
Tudo ficou na lembrança.
Mas eu queria dividir contigo.
Passar de mim pra ti a felicidade
Dessas cores insistentes que ficaram,
Ainda que intransmissíveis.
Então eu revelarei as fotografias
Com incontáveis palavras ditas.
Ao pé do teu ouvido.
Uma música para outro amante
Vou te dar as noites que eu passei em claro
As lágrimas que se foram,
Pra te poupar de tudo o que é inútil de viver.
Ou melhor, te deixo viver no claro.
Eu sei que se as coisas foram,
É por que tiveram que acontecer.
Então cometa os mesmos erros,
Passe essas raivas necessárias
Perca o seu sossego,
Só pra curtir as várias
Muitas faces de um ou uma dúzia de amores
Que a gente canta, se encanta.
E a gente senta junto pra lembrar e rir disso..
É aquela história de passado, conversa, um riso.
É a lembrança de que se amou,
De que se tentou,
De que o simples sofrimento não importará mais
Embora você não viva sem ele.
O Brilho e o Amor-próprio
Você não gosta do que é.
E me culpa por amar esse seu jeito.
É engraçado, você não gosta do espelho.
Mas eu sei que não vê
O brilho que nunca estará lá.
Esse brilho só se vê
Olhando nos olhos,
Não nos reflexos.
Transcende a aparência,
Veja além delas,
Dessas tiranas aparências.
Você perceberá que o brilho
Nem nos olhos está.
Está no coração de quem tem, e sente.
Espectador.
Eram 3 horas da manhã
E como toda madrugada eu dormia
E o mundo acontecia lá fora
Era uma juventude o amanhã
E eu, sem saída, padecia
Enquanto o mundo acontecia, demora.
Vida? Não, vivê-la
Talvez aproveitar a vida?
Não viver a vida.
É a preocupação com vive-la
Que leva para a não-vivência
Somente influência.
Só assistir ao mundo,
Tentar viver o mundo,
Três horas.
Já assistir o mundo,
Construir o mundo
Dormindo cedo.
sábado, 26 de setembro de 2009
válvula de escape...
Alguns escolhem a desilusão
Outros não a aceitam..
Alguns poucos tem coragem.
Levantam a cabeça
E enfrentam a vida como um desafio.
Claro que temos os covardes..
Que se enchem de química
De drogas, de bebida, de cigarros..
De uma covardia injustificada e justificável...
É preciso? Claro.. A fraqueza é característica de todos..
Difícil é ser o milagre.
É ser o forte, ser o exemplo...
Difícil é ser correto, é ser esforçado, ser honesto.
Então eu vou me converter ao "corretismo",
À coragem, á verdade, e ser auto-afirmador e ser eu mesmo.
E não tentar ser a verdade de quem nunca vai ser melhor que eu.
Outros não a aceitam..
Alguns poucos tem coragem.
Levantam a cabeça
E enfrentam a vida como um desafio.
Claro que temos os covardes..
Que se enchem de química
De drogas, de bebida, de cigarros..
De uma covardia injustificada e justificável...
É preciso? Claro.. A fraqueza é característica de todos..
Difícil é ser o milagre.
É ser o forte, ser o exemplo...
Difícil é ser correto, é ser esforçado, ser honesto.
Então eu vou me converter ao "corretismo",
À coragem, á verdade, e ser auto-afirmador e ser eu mesmo.
E não tentar ser a verdade de quem nunca vai ser melhor que eu.
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hhaahhahah falta eu ficra sóbrio..
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Namoro.
Todos se merecem.
Uns aos outros, fúteis e desnecessários.
Cada um, dispensável, autodesvalorizado.
Assim é certo.
Errado é tentar ser alguém, para alguém.
Uns aos outros, fúteis e desnecessários.
Cada um, dispensável, autodesvalorizado.
Assim é certo.
Errado é tentar ser alguém, para alguém.
1848 faz se necessário, ao contrário.
Certo médico argentino disse:
"Podem matar uma, duas, três rosas,
Mas nunca deterão a primavera."
Ele só se esqueceu de que não é preciso matar rosas.
Só é preciso parar o mundo.
Longe da luz e do calor do Sol,
Manter-nos no inverno, eterno
Sem deixar as rosas sequer florescerem.
Envenena-se a rosa,
Convence-se a rosa,
Faz-se rosas trocar "espinhadas"
Faz-na trocar as pétalas
Comprar pétalas importadas.
Vicia-se a rosa em aceitar,
Padronizar sua beleza única em troca de pão.
Cabe às próprias rosas florescer.
Cabe as palavras girar o mundo.
Cabe a cantiga de pétalas, de tons.
Trazer a primavera de novo.
A nova primavera dos povos,
Morte aos generais do inverno.
São as minhas palavras para Ernesto argentino.
"Podem matar uma, duas, três rosas,
Mas nunca deterão a primavera."
Ele só se esqueceu de que não é preciso matar rosas.
Só é preciso parar o mundo.
Longe da luz e do calor do Sol,
Manter-nos no inverno, eterno
Sem deixar as rosas sequer florescerem.
Envenena-se a rosa,
Convence-se a rosa,
Faz-se rosas trocar "espinhadas"
Faz-na trocar as pétalas
Comprar pétalas importadas.
Vicia-se a rosa em aceitar,
Padronizar sua beleza única em troca de pão.
Cabe às próprias rosas florescer.
Cabe as palavras girar o mundo.
Cabe a cantiga de pétalas, de tons.
Trazer a primavera de novo.
A nova primavera dos povos,
Morte aos generais do inverno.
São as minhas palavras para Ernesto argentino.
Existo ou me visto?
Marquei às duas.
Em frente àquela floreira.
A praça parecia promissora.
Arrumei-me,
Vesti-me com a roupa mais bonita,
Passei o melhor perfume.
Pensei (e demais.)
Acho que ela não vai gostar..
.. do perfume, forte ou fraco.
.. da roupa, que exagero!
.. da praça, que comum!
.. da floreira, que trivial!
.. da hora, que inoportuna!
Não fui àquele encontro.
Porque me esqueci de que não importava
Se ela gostasse ou não de tudo,
Mas que gostasse de mim.
Em frente àquela floreira.
A praça parecia promissora.
Arrumei-me,
Vesti-me com a roupa mais bonita,
Passei o melhor perfume.
Pensei (e demais.)
Acho que ela não vai gostar..
.. do perfume, forte ou fraco.
.. da roupa, que exagero!
.. da praça, que comum!
.. da floreira, que trivial!
.. da hora, que inoportuna!
Não fui àquele encontro.
Porque me esqueci de que não importava
Se ela gostasse ou não de tudo,
Mas que gostasse de mim.
E=mc2
Não corra atrás da luz.
É ridículo.
Um milésimo que a luz ande
Na direção oposta a você,
Será suficiente para
Nunca mais alcançá-la.
É ridículo.
Um milésimo que a luz ande
Na direção oposta a você,
Será suficiente para
Nunca mais alcançá-la.
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quem disse que ciência não dá poesia?
domingo, 13 de setembro de 2009
Precisa-se de Confiança.
Quem simplesmente não tem motivos para tê-la, tem.
Eu sempre acreditei tanto não ter motivos,
Que minha confiança se perdeu, ou nunca foi sequer achada.
Agora que eu teria motivos, não tenho confiança.
Queria que me tivessem apreço.
Mas nem eu tenho por mim mesmo..
Eu sempre acreditei tanto não ter motivos,
Que minha confiança se perdeu, ou nunca foi sequer achada.
Agora que eu teria motivos, não tenho confiança.
Queria que me tivessem apreço.
Mas nem eu tenho por mim mesmo..
sábado, 12 de setembro de 2009
Ímpar
{X pertence à R, tal que X=2n-1, n sendo natural, n =1}
É, sim, ímpar
Não um ímpar qualquer...
Um ímpar, e sozinho
Um ímpar, e pequeno
Um ímpar pertencente aos naturais,
Porque me é natural ser ímpar.
Quando fui criança, quis ser grande.
Hoje não o sou, ainda sou aquele ímpar pequeno.
Só que hoje, me cerco daqueles que são outros,
São reais, são complexos,
Existem e são difíceis de entender.
Já eu, eu sou ímpar.
Sou ímpar, natural, previsível e sozinho.
Expectativas.
Sei, ou na minha insignificância, tento
Saber sobre tudo,
Tanto que não sei de nada.
Eu prevejo, premedito, espero..
E não saio do lugar.
É a maldição das expectativas..
Eu tento ver e aprender,
Espero, aguardo, me engano.
Eu planejo incompetente o meu acaso,
E sigo naquela de tentar viver por caminhos,
Quando não há nada o que seguir...
Saber sobre tudo,
Tanto que não sei de nada.
Eu prevejo, premedito, espero..
E não saio do lugar.
É a maldição das expectativas..
Eu tento ver e aprender,
Espero, aguardo, me engano.
Eu planejo incompetente o meu acaso,
E sigo naquela de tentar viver por caminhos,
Quando não há nada o que seguir...
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é,
está foda meesmo.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Eu precisava de escrever..
Caramba. Eu precisava de escrever. É, depois dessa série de poesias que não fazem lá muito sentido, eu queria é escrever um pouco mais livre, mais sem compromisso de verso. É até engraçado porque essa semana eu tomei diversas decisões, e tive muitas persistências, no que diz respeito a incompetências pessoais.
Resolvi mudar a minha vida, fazer meu futuro fora dos planos que tracei há tempos. Resolvi ser médico e
seguir algo que sempre julguei não ter capacidade, mas nisso, tive ajuda de parentes e pais que me incentivaram e me fizeram acreditar no meu potencial.
Quanto à incapacidade, eu me refiro à incapacidade de eu inspirar nas pessoas um respeito e um apreço que não me é inerente. Não consigo inspirar nas pessoas mais do que algum espanto por uma habilidade questionável de inteligir. Mas eu gostaria de inspirar mesmo é uma vontade de dividir um pouco da vida comigo. É a capacidade de ser apaixonante. E isso ninguém conseguiu me mostrar ou me convencer do contrário.
Caramba, que medo de morrer sozinho.
Resolvi mudar a minha vida, fazer meu futuro fora dos planos que tracei há tempos. Resolvi ser médico e
seguir algo que sempre julguei não ter capacidade, mas nisso, tive ajuda de parentes e pais que me incentivaram e me fizeram acreditar no meu potencial.
Quanto à incapacidade, eu me refiro à incapacidade de eu inspirar nas pessoas um respeito e um apreço que não me é inerente. Não consigo inspirar nas pessoas mais do que algum espanto por uma habilidade questionável de inteligir. Mas eu gostaria de inspirar mesmo é uma vontade de dividir um pouco da vida comigo. É a capacidade de ser apaixonante. E isso ninguém conseguiu me mostrar ou me convencer do contrário.
Caramba, que medo de morrer sozinho.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Casado em cartas
Se é o meu reflexo que te importa,
Se não te sou europeu suficiente,
Alto suficiente,
Forte suficiente,
Então esqueça de tudo isso.
Se minhas palavras
São o único peixe que eu tenho para vender,
Então eu te peço em casamento.
Te mando uma carta
Fazendo o pedido de joelhos.
Não vai precisar me ver,
Me encarar assimétrico.
Só precisa responder minhas cartas.
Não admitiria te perder só
Por não te ser bonito suficiente.
Casa comigo?
Se não te sou europeu suficiente,
Alto suficiente,
Forte suficiente,
Então esqueça de tudo isso.
Se minhas palavras
São o único peixe que eu tenho para vender,
Então eu te peço em casamento.
Te mando uma carta
Fazendo o pedido de joelhos.
Não vai precisar me ver,
Me encarar assimétrico.
Só precisa responder minhas cartas.
Não admitiria te perder só
Por não te ser bonito suficiente.
Casa comigo?
Cujus regio est religio
Se escondendo por trás
De símbolos, de história.
Eles se mantém, tão e somente,
Controlam como já controlaram
Como ainda o farão.
São bandeiras, são cruzes,
São ideologias, escrituras e comércio.
No papel, funcionam bem,
Mas aqui? Cruzes!
Só há olhos para o caixa.
Só há teorias fundamentadas em postulados duvidosos.
Agora, fazer isso tudo,
E se dar ao direito de não perdoar,
Quem te perdoaria dos teus pecados?
Ninguém. Então para de falar,
E me deixe acreditar em Deus.
Não preciso do seu manual pra ter esperança na vida.
De símbolos, de história.
Eles se mantém, tão e somente,
Controlam como já controlaram
Como ainda o farão.
São bandeiras, são cruzes,
São ideologias, escrituras e comércio.
No papel, funcionam bem,
Mas aqui? Cruzes!
Só há olhos para o caixa.
Só há teorias fundamentadas em postulados duvidosos.
Agora, fazer isso tudo,
E se dar ao direito de não perdoar,
Quem te perdoaria dos teus pecados?
Ninguém. Então para de falar,
E me deixe acreditar em Deus.
Não preciso do seu manual pra ter esperança na vida.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Quasares, inalcançáveis que sigo
Não me cercarei dos piores,
Pois na condição de destaque,
Estarei sendo mediocremente bom.
Ainda que seja meu mais intrínseco desejo,
Não estarei entre os que me admirariam, quem sabe,
A admiração gera um comodismo arruinador.
Estarei sempre aos pés de Átlas.
No encalço do Olimpo
De onde almejarei o topo, inalcançável.
Muito embora eu morra tentando,
Sempre chegarei mais alto do que parti
Como que na esperança que a grandiosidade osmótica
Infinita, corra naturalmente suas migalhas
E me façam uma importante sombra.
Pois na condição de destaque,
Estarei sendo mediocremente bom.
Ainda que seja meu mais intrínseco desejo,
Não estarei entre os que me admirariam, quem sabe,
A admiração gera um comodismo arruinador.
Estarei sempre aos pés de Átlas.
No encalço do Olimpo
De onde almejarei o topo, inalcançável.
Muito embora eu morra tentando,
Sempre chegarei mais alto do que parti
Como que na esperança que a grandiosidade osmótica
Infinita, corra naturalmente suas migalhas
E me façam uma importante sombra.
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to louco então..
Os Olhos da Gabriela.
É, admire seu espelho.
Os olhos se fitam e se admiram.
Porque o espelho é o amálgama da Prata.
Só reflete a luz que se vê.
Mesmo o perdão, dádiva.
A ironia que toca profundo.
Nada se refletirá.
Será tudo subcutâneo.
É esse brilho que se devia sentir.
É esse brilho, brilhantismo, genialidade,
É o viver e se apreciar,
É ser o apreciar que se tem.
Seus olhos, de que tanto você gosta, não verão isso.
Mas hão de ler essas palavras singelas
E transmitir ao coração o que não se vê,
Mas se entende.
Por isso, ame-se profundamente.
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eu não sei escrever. mas tento.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Moeda da sorte da Marina.
Amuleto? Sim, é.
Ele é místico? Não.
Só é simbólico.
É lembrete do presente.
E da presença amiga,
Da amiga presente e seu presente.
Quem tem essa sorte
Não haveria de ter outras?
Ele é místico? Não.
Só é simbólico.
É lembrete do presente.
E da presença amiga,
Da amiga presente e seu presente.
Quem tem essa sorte
Não haveria de ter outras?
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curto e modernista,
pra você.
Modo de Produção
Capital ou social?
Que para o bem ou para o mal,
Que para cada qual,
Tanto faz.
Só renego esse contínuo desigual.
Que para o bem ou para o mal,
Que para cada qual,
Tanto faz.
Só renego esse contínuo desigual.
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curto e modernista
Teu relógio de pulso
Se te preciso,
Tu não precisas mais de mim.
Se tu sabes o que eu tenho pra te dizer,
Então ficarei no meu eterno,
Até que minha pilha se acabe.
Tu não precisas mais de mim.
Se tu sabes o que eu tenho pra te dizer,
Então ficarei no meu eterno,
Até que minha pilha se acabe.
Marcadores:
curto e modernista
Somos todos diferentes nessa noite.
Se todos que quisessem
Ser heróis o fossem,
Então seríamos um mundo só de heróis.
Não haveria vilões pra combater,
Nem ninguém pra salvar.
Cada um seria, bem, só um mesmo.
Só há uns poucos heróis,
Porque o mundo é feito
De gente diferente,
De sonhos diferentes,
Anseios de se tornar "grande"
Das mais diversas formas.
E então, seguiremos.
Mesmo com o desejo infantil,
seguiremos a vida adulta.
E quem sabe o que o cotidiano
caprichosamente guarda,
às vezes o corriqueiro tornar-se-á heróico.
Ser heróis o fossem,
Então seríamos um mundo só de heróis.
Não haveria vilões pra combater,
Nem ninguém pra salvar.
Cada um seria, bem, só um mesmo.
Só há uns poucos heróis,
Porque o mundo é feito
De gente diferente,
De sonhos diferentes,
Anseios de se tornar "grande"
Das mais diversas formas.
E então, seguiremos.
Mesmo com o desejo infantil,
seguiremos a vida adulta.
E quem sabe o que o cotidiano
caprichosamente guarda,
às vezes o corriqueiro tornar-se-á heróico.
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31/ago.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Visitantes!
opiniões e contatos:
mande e-mail para cristiano_kozuki26@hotmail.com
sua opinião é muito importante!
mande e-mail para cristiano_kozuki26@hotmail.com
sua opinião é muito importante!
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Genialidade sem retorno?
Em dórico, em dó maior.
É, é o primeiro lugar.
É a primeira escala,
É a origem clássica,
Que foi esquecida pelos gênios.
Pelos Beethovens, Chopins,
Até pelos vanguardistas Bachs...
E foi lembrada por mim,
Músico sem tanta expressão,
Prova mais contundente
De que não há decoreba
Que cubra a verdadeira genialidade
Que não há tempo que apague
A verdadeira expressão: espontaneidade.
Então não questione o porquê.
Somos mais rápidos,
Somos mais globalizados,
Mais técnicos, nós somos.
Mas não temos mais as
Imaginações,as inspirações
As genialidades.
É, é o primeiro lugar.
É a primeira escala,
É a origem clássica,
Que foi esquecida pelos gênios.
Pelos Beethovens, Chopins,
Até pelos vanguardistas Bachs...
E foi lembrada por mim,
Músico sem tanta expressão,
Prova mais contundente
De que não há decoreba
Que cubra a verdadeira genialidade
Que não há tempo que apague
A verdadeira expressão: espontaneidade.
Então não questione o porquê.
Somos mais rápidos,
Somos mais globalizados,
Mais técnicos, nós somos.
Mas não temos mais as
Imaginações,as inspirações
As genialidades.
Como pérolas e conchas.
Caráter é uma pérola,
Sem concha.
Beleza explicita, valorosa.
Inestimável.
Valor que se tem e que se faz.
Que começa com um grão-de-areia.
É conteúdo que dispensa até recipiente.
Já a falta de caráter.
É concha vazia.
É comum e vaga.
A inescrupulosa padronagem.
O "aurea mediocritas", senso comum.
É recipiente sem conteúdo.
Sem concha.
Beleza explicita, valorosa.
Inestimável.
Valor que se tem e que se faz.
Que começa com um grão-de-areia.
É conteúdo que dispensa até recipiente.
Já a falta de caráter.
É concha vazia.
É comum e vaga.
A inescrupulosa padronagem.
O "aurea mediocritas", senso comum.
É recipiente sem conteúdo.
Alienação, nosso acalanto.
Li hoje os jornais
Somente casos rasos, cotidianos.
É o condenável virou nossa oração.
Queria ter visto outra coisa,
Somente casos raros, contrariando.
É condenável a reação
Já sentem falta dos jornais.
Sentem falta da gaiola,
Do poleiro, do alpiste.
Do jornal-guia, do jornal controlador
Das mentiras que padronizam,
Das verdades que não convencem
Das mentiras que nos convertem
Das verdades que lá, não acontecem.
Porque eles sentem falta?
Eles não sentem?
Tá, então, sou eu que sinto.
Somente casos rasos, cotidianos.
É o condenável virou nossa oração.
Queria ter visto outra coisa,
Somente casos raros, contrariando.
É condenável a reação
Já sentem falta dos jornais.
Sentem falta da gaiola,
Do poleiro, do alpiste.
Do jornal-guia, do jornal controlador
Das mentiras que padronizam,
Das verdades que não convencem
Das mentiras que nos convertem
Das verdades que lá, não acontecem.
Porque eles sentem falta?
Eles não sentem?
Tá, então, sou eu que sinto.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Evolução Literária
Olhava pela janela.
Às vezes, os amores,
Às vezes, os vasos.
Tentei olhar amores nos palácios
Tentei os vasos, no mediterrâneo.
Tentei amores na religião.
Tentei os vasos e os pastoreios.
Tentei o amor justificando tudo.
Olhei pela janela, científico, calculista.
E então, saí para o mundo.
Às vezes, os amores,
Às vezes, os vasos.
Tentei olhar amores nos palácios
Tentei os vasos, no mediterrâneo.
Tentei amores na religião.
Tentei os vasos e os pastoreios.
Tentei o amor justificando tudo.
Olhei pela janela, científico, calculista.
E então, saí para o mundo.
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não?,
que estranho esse
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Frases Oportunas I
Sabe quando você deve falar? Quando suas palavras forem melhores que o silêncio.
Os sonhos são diferentes dos objetivos. os sonhos são desejos de fazer, só por desejar. Os objetivos têm o ímpeto de se concretizarem. Objetive mais, sonhe menos.
Os sonhos são diferentes dos objetivos. os sonhos são desejos de fazer, só por desejar. Os objetivos têm o ímpeto de se concretizarem. Objetive mais, sonhe menos.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
As Querelas.
Interesses,
E apenas eles,
Provocam,
Parecem porém
Solidários.
Embora
Egoístas,
Mudam,
Reformam,
Melhoram.
Benefícios,
Inconscientemente
Jogam
Individuais,
Resultam
Coletivos.
Somente assim as mudanças são feitas.
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Esse é abstrato.
Estelar
Já estivemos juntos.
Eu, você e aquelas estrelas
Condensados, antes de sermos vida,
Antes mesmo de sermos átomos,
Na iminência de uma grande explosão.
Me atraem as estrelas,
Me atrai você,
Porque nós estivemos juntos
Dentro de uma "casca de noz".
Éramos então energia.
Porque ainda insiste em negar?
Se outrora a instabilidade
Nos separou,
Porque não ficar juntos de novo
Quando nada mais nos separa?
Se talvez, não o queira, estaremos ainda juntos
Somente, e mesmo que sem mais consciência
Quando não houver mais vida
Então faremos essa união
Seremos juntos e estelares.
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é... prefiro ser junto e feliz. então me ouça.
Pra Largar de Atacar as Consequencias
Depois de viver apenas 17 anos, já assisti à crises políticas suficientes pra perceber mais um padrão.
O povo comenta, fala do que não procura entender, critica sem tentar mudar e enche o saco de quem já está cansado dessa ignorância.
Então resolvi falar um pouco disso também. Quero ver se a minha opinião vai além do senso comum.
Nosso país, desde a colonização, foi explorado. As pessoas que eram mandadas ou mesmo as que vinham pra cá por opção eram, geralmente, criminosos e oportunistas inescrupulosos. A personalidade cultural do brasileiro formou-se baseada nesses "nobres" valores.
As relações de compadrio são até bem-vistas, como um "traço da cultura"
Além disso, o povo, em primeiro lugar (somente no texto mesmo), só e utilizado como massa de manobra, sendo deixado de lado de todas as grandes decisões e mudanças político-econômico-sociais. Em segundo lugar, mesmo entre si, esse povo se segrega e/ou se favorece em conceitos duvidáveis, em "jeitinhos" brasileiros.
Então, guardadas as devidas proporções, os políticos atuais são muito mais desonestos do que nós? Será que eles não são apenas um reflexo, uma consequência do nosso jeito de viver?
Pensem nisso.
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momento social.
Passional
Paixão,
E tão somente ela,
Nos levaria a sermos
Racionais.
Vida e como mantê-la?
Somente a paixão de poucos
Para ousar descobrir.
O conhecimento é infinito.
O universo se estende
Muito além de nossas vistas.
Mas a paixão nos leva
A buscar gotas,
Ainda que tão escassas, do conhecer
Somente por conhecer.
Então colhemos grãos,
Peças míseras,
Frações desse infinito
Que, com muito esforço
Recolhemos e com que construimos
A nossa vã ciencia,
A atitude mais passional.
Um Conselho Que Valha a Pena
Nesses dias, eu estava refletindo frente as palavras de um professor. Reunindo um pouco das minhas inspirações, um pouco das palavras dele, e reuni um pequeno pensamento para transmitir.
E olhe, para o tempo gasto pensando que alguns momentos determinam toda a nossa vida, achando que algumas escolhas são pra sempre.
Pra variar, vou me apoiar nos exemplos que me contém. Vestibulares e universidades. Os jovens no meio em que vivo respiram o tal vestibular. Depositam naquilo, tudo. Presente, passado, futuro. Deixam de aproveitar outras coisas, outros potenciais caminhos.
Façam então, uma experiência mental. Fecharam-se todas as universidades no mundo. O que você faria agora? Se não há resposta, existe algo de muito errado por aí, não?
Voltando ao foco, um conselho, não para o vestibular, mas para a vida. Faça aquilo que, quando a morte vier, te fará uma pessoa com mais paz. Aquilo que conseguirá ainda, arrancar aquele último sorriso.
Não deixe que a morte venha quebrar aquele resquício de orgulho, ao final da vida.
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Agradecimentos ao professor Paulo.
domingo, 23 de agosto de 2009
Prelúdio de "Amizades"
amizade
a.mi.za.de
sf (lat amicitate) 1 Sentimento de amigo; afeto que liga as pessoas. 2 Reciprocidade de afeto. 3 Benevolência. 4 Amor.Antôn: inimizade, ódio, oposição. A. colorida, gír: relação íntima e amorosa, sem compromisso social. Cf amizade-colorida
a.mi.za.de
sf (lat amicitate) 1 Sentimento de amigo; afeto que liga as pessoas. 2 Reciprocidade de afeto. 3 Benevolência. 4 Amor.Antôn: inimizade, ódio, oposição. A. colorida, gír: relação íntima e amorosa, sem compromisso social. Cf amizade-colorida
É tão estranho que o dicionário deixe tão exato e frio um sentimento tão humano. A amizade não só representa quase que totalmente as relações que queremos ter, quanto nos ajuda a formar o que somos.
A amizade é a brisa do ano todo. Não é tão quente quanto o verão, a paixão de momento.
Não é tão fria como o inverno, no coração de quem nos odeia e nos ignora. É aquele porto seguro em que aportamos quando navegamos no mar de lágrimas, aquele vento que sopra em nossas velas para nos levar adiante quando estamos à deriva.
Eu ultimamente só tenho apoiado minha vida em amizades, porque as minhas nunca são ingratas. Não passam e me deixam no inverno como o calor das paixões que senti de dentro do carro.
Mas se você não concorda com o que digo, então,ou você sobrepõe os momentos de calor à brisa que te acompanharia por toda a vida. Ou simplesmente não sentiu o prazer de uma verdadeira amizade.
Mas isso fica pro texto "Amizade", afinal esse é só o prelúdio.
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gabi.,
obrigado pela sugestão
"Quem sou eu?" do orkut..
Eu, bom.
Odeio discordar de Descartes, mas não é questão só de pensar. Tudo o que pensamos deve sempre ser transformado em ação. Uma boa idéia, que não seja divulgada, morre com seu idealizador, ou seja, para efeitos práticos, inexiste. Então, eu faço, logo existo. Tento parecer independente de religiões. Mas acredito em Deus. Até por isso, tento parecer independente, buscar as soluções sem pedir à Deus; Já que Ele nos criou, somos obras de uma criatura perfeita. Seria natural que todas as respostas para as nossas dúvidas estivessem em nós, na obra de Deus, independente de outras pessoas para acreditar nisso. Amo a vida. tento vivê-la intensamente e aproveitá-la ao máximo. É porisso eu sei que cabelos, loiros morenos ou ruivos, tornar-se-ão brancos. Qualquer pele, sardenta ou lisa, tornar-se-á coberta de rugas. Mas além do que você parece, existe o que você é. E isso, não importa o quanto você tenha ou o quanto você mude por fora, ninguém mudará o que você tem dentro de si.
Odeio discordar de Descartes, mas não é questão só de pensar. Tudo o que pensamos deve sempre ser transformado em ação. Uma boa idéia, que não seja divulgada, morre com seu idealizador, ou seja, para efeitos práticos, inexiste. Então, eu faço, logo existo. Tento parecer independente de religiões. Mas acredito em Deus. Até por isso, tento parecer independente, buscar as soluções sem pedir à Deus; Já que Ele nos criou, somos obras de uma criatura perfeita. Seria natural que todas as respostas para as nossas dúvidas estivessem em nós, na obra de Deus, independente de outras pessoas para acreditar nisso. Amo a vida. tento vivê-la intensamente e aproveitá-la ao máximo. É porisso eu sei que cabelos, loiros morenos ou ruivos, tornar-se-ão brancos. Qualquer pele, sardenta ou lisa, tornar-se-á coberta de rugas. Mas além do que você parece, existe o que você é. E isso, não importa o quanto você tenha ou o quanto você mude por fora, ninguém mudará o que você tem dentro de si.
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caramba. inspire-me a viver...
Pechincha
Que é uma vida
Em face de dinheiro?
Tudo. Não há dinheiro sem vida.
Nada. Nossa criação cresceu mais do que nós.
Repense se seus valores
São conceitos ou números
Pondere se a sua felicidade se manifesta
Em atos ou dólares
Porque no fim, nada se leva
Nem atos, nem moedas.
Mas atos serão lembrados
Já moedas, serão sempre trocadas...
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aconselho. E não resolvo mesmo é a minha vida..,
penso,
Reflito
Momento de Egoísmo II (metalinguístico)
O poema é a visão retórica
Única de cada indivíduo
Egoísta por si
Fale de guerras, de vida ou amores
Egoísta porque fala por alguém
Seja um sentimento da pessoa
Ou do coletivo em que ela vive.
Quer acredite ou não..
Se pareço insano,
O sou e não escondo.
Mas a insanidade por vezes
É mais racional que a vida, passional
Pense sermos só mais uma espécie
Em mais um planeta,
Estrela, galáxia, universo
Se sumirmos, quem procurará por nós?
Então pense antes de questionar,
porque pode haver respostas
Que serão dadas por quem não se pede
Ou quando simplesmente não se precisa.
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estranho pra caramba.necessito de viver
Momento de Egoísmo I
Curioso lembrar que os meus amores foram só meus.
As palavras que dediquei a ela foram só minhas
Porque vocês não se deram ao trabalho de lê-las?
Mesmo que pra julgarem antes de rejeitar.
Como lembrar das noites em claro?
Os acordes em vão que ficaram emudecidos no violão.
As lágrimas que não voltarão pra escorrer na alegria...
A solidão em que já estive por opção. Hoje por falta de opção.
É só olhar pra trás
Percebe-se o quanto não se vive,
Enquanto se tenta viver..
É só olhar pra frente
Imagina-se o quanto se sofre
Tentando não morrer.
E pensar que comecei falando de amores..
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estranho pra caramba.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
O problema? Não. A solução!
Bem, após longo tempo sem escrever, venho aqui enrolar um bocadinho. To cá, refletindo sobre os problemas que eu (como todos) julgo ter.
É bem estranho na verdade, pensar que, de todos os nossos problemas, somente uma pequena parte existe. A grande maioria deles são pré-concebidos, são criados pela nossa imaginação. Nossa capacidade falha de predizer, de prever de tentar adivinhar o que vem por aí..
E na maioria das vezes, tudo o que pensamos, sempre influenciados por valores e preceitos próximos a nós, se mostra falho.
Mas, sem aprendermos, insistiremos em criar e cultivar os problemas que não existem em nossa vida. Solução? Claro que há. E não é difícil. Tão somente consiste em perceber pequenas coisas. Em lembrar que cada ser é único. Principalmente, que reclamar da vida sem que se esforce para prevalecer a sua vontade é hipocrisia. E achar que as coisas darão certo por intermédio do destino é preguiça.
Pois então, faça, ao invés de pensar, para eliminar o que já não existe de verdade: os seus maiores problemas!
domingo, 16 de agosto de 2009
Memórias De Um Caderno Antigo IV
Não que eu seja socialista, mas, convenhamos, a grande maioria dos problemas atuais convergem para dois pontos: capitalismo e o caráter individualista/corporativista de pessoas e grupos. Por quê temos roubos? Porque as pessoas tomam a propriedade de outras para subjugá-las. Por quê guerras? Geralmente elas giram em torno de propriedade ou riquezas. Ou um povo a ser submetido a outro, ou recurso financeiro para financiar a ascenção de uma nação, em detrimento da outra. Seria a solução extinguir a noção de propriedade e capital? Seria. Isso é possível? Não. Pelo simples fato de o homem ter a necessiadade biológica de ser melhor do que os outros, provando ser a sua cadeia genética melhor, com maiores chances de perdurar. O sentido da vida (acredito), reside em estar melhorando todos os dias, no sentido mais científico das coisas. Voltando ao tema central desse pequeno trecho, o capital é mais uma afirmação do quão animais somos nós.
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Churrasco. No music today,
na mira.,
until now. Vestibular
Memórias De Um Caderno Antigo III
Os pássaros migram. Migram para se reproduzirem. Seus filhotes voltam ao lugar de origem dos pais. Crescem, e quando chega o inverno, eles também migram. Migram para se reproduzirem...
Já nós, seres humanos, após nascermos, pouco crescemos e vamos estudar, para cursar uma boa universidade, para ter um bom emprego, ganhar um bom dinheiro. Aí, vêm os filhos. Pouco após nascerem, vão estudar... Será que nós somos assim tão diferentes e superiores aos outros animais?
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Churrasco. No music today,
until now.
Memórias De Um Caderno Antigo II
Você já parou pra pensar no que é a natureza? Então provavelmente, caiu em uma série interminável de respostas. E todas incompletas. Acho errado falar que nós destruímos a natureza. Na verdade estamos destuindo nós mesmos, seres pertencentes à ela. O que nos difere dos outros seres vivos é a capacidade de copiá-la e trazê-la para dentro de nossas artificiais casas. O que nos assemelha a eles é a incapacidade de perceber que não necessitaríamos de copiá-la. Precisaríamos (e precisamos) apenas de lembrar que estamos tentando produzir o que já se apresenta lá fora. Só precisamos cuidar deste pequeno pedaço de natureza em que vivemos: o planeta Terra.
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Churrasco. No music today,
until now.
Memórias De Um Caderno Antigo I
O ser humano tem a capacidade de ver além dos seus sentidos, apenas baseado em tudo o que já pôde sentir. Porisso não existe verdade absoluta. À medida que o tempo passa, acumulamos mais experiência devido aos registros do passado, de modo que aprimoramos a nossa verdade, transmitindo-a ou não aos outros. Mas dentro das nossas limitações, hoje, posso afirmar que é impossível conhecer toda a verdade. amanhã, nunca se sabe...
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Churrasco. No music today,
until now.
sábado, 15 de agosto de 2009
Heterônimo
O poeta sonhador, que um dia acordou de lado
Desceu da cama com o pé errado
E parecia, nada tinha a ver
E ele cético, com suas crenças parado
Depois de ter viajado e ao lar retornado
Não sabia o que dizer
Tudo que tinha e de manhã tinha avistado
Estava tudo em um ar brigado
O que haveria ele de fazer?
Se agora o mundo tinha virado
E de costas renegado
Tudo o que pensava ser
E agora a reconstruir de volta ao nada
Nem um momento, palavras a serem faladas
Que mentes não ficariam abaladas
Se não sabiam que em épocas passadas
Fora um engano toda a vida consumada
E o poeta agora era um anônimo
Identidade que lhe foi dada ao nascer
Pois ele vivera outrora um heterônimo
A aventura de uma vida por fazer
E o que pensava era justo o antônimo
Da vida que quiseram para ele viver
Mas não é fato comsumado
Deus é que salve a poesia
Desse final desastrado
Dessa grande heresia
Bote em trilho bem encaminhado
O poeta e sua vida
Com seus versos tão implorados
Permaneça a esperança na vida.
Antissoneto Metafórico
Eu escrevi um livro em pensamentos
E ensaiei uma novela em motivos
E falei um dicionário em definições.
Talvez tenha pegado os meus lamentos
E toda a frustração enquanto vivo
O amor de uma vida de paixões.
Descarreguei tudo em um só momento
E como em cachoeira de alívio
Te dei todo o jogo de intenções
Só pra te mostrar o amor todo que eu sinto.
E digo ao mundo todo, aos sete ventos
Com pranto e riso em combate ativo
Que dentro de mim, as flores e os canhões
Se mesclam e completam o que pressinto.
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em foco.,
Petrarca está puto da vida comigo.Vestibular
Crônica da Felicidade
Havia um homem. Desde pequeno, ele dava sinais de ser diferente. Era mais atento, frio e analista. Era mais inteligente e disposto. Enquanto todos brincavam ele estudava. Enquanto todos dormiam, ele simplesmente sonhava acordado.
Quando mais velho, ele realmente mostrou seu jeito de ser. Ele alegava "querer ser feliz". Para tanto enfiava-se nos estudos pura e simplemente, recusando-se a sair, praticar esportes ou mesmo namorar.
Finalmente se formando, foi brilhante na faculdade. Foi, com honras o primeiro aluno. Conseguiu o trabalho que tanto quis. Fez em torno de si uma brilhante carreira. Teve todos os confortos materiais possiveis. Foi reconhecidamente bem-sucedido.
Ao final de sua vida, no entanto, refletiu: "eu fiz tudo isso para conquistar o direito de ter uma boa família, boa esposa, bons amigos e amparo no momento em que estivesse chegando a minha hora. mas não percebi que tudo isso deveria ser conquistado pouco a pouco, nos momentos em que deixei de sair, nos esportes que deixei de praticar, nas meninas que deixei de namorar. Gastei tanto tempo me preocupando em ser feliz que não sobrou tempo para sê-lo."
Reflexão do autor: Nós hoje, com tudo o que temos em mente, nos preocupamos muito em sermos felizes, sem procurar ao menos saber o que nos torna assim. Se nos preocupassemos menos e vivessemos mais, talvez simplesmente não sobrasse tempo para que questionássemos ou planejássemos nossa felicidade. E então seríamos felizes!
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Jantando,
na mira.,
ouvindo U2 e Incubus. Vestibular
Inconsequência
Eu vejo dia em
Que as suas frequentes
Palavras inconsequentes
Deixarão de ser
Consequências na minha vida
Só espero por
Que não me atormente
Sua lembrança ainda quente
Não me deixaria ter
Vida menos sofrida
E agora que já não
Te vejo todos o dias
Parece tão mais fácil
Voltar a como eu vivia
E tanto eu percebo
Que você simplesmente não queria
Quanto eu não entendo
Porque tanto eu sofria
Não, não vou tentar
Te convencer
Nem inventar meias verdades
Não, não vou voltar
Te comover
Não quero sua piedade
Se deu errado, não era pra ser
Se daria certo, ninguém vai saber
Se nunca quis, nunca vai ter a mim
Se repensar, bem, não adiantaria mais assim
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em foco.,
Voltando para a vida de sempre. Vestibular
Pais, e Filhos, e Mudanças.
Há dois principais problemas nas relações entre pais e filhos hoje. O primeiro é a banalização, por parte de filhos, do respeito e da posição que cada um ocupa. O segundo é o inverso, um excesso arcaico de hierarquia e subjugação de filhos por parte dos pais. a questão é: são dois extremos*
Isso tudo tem alguma justificativa. Para quem se interessa, é disponibilizada uma carga de informações que nos proporcionam (a nós, jovens) visões mais diferentes e globais de mundo, gerando uma necessidade de liberdade sem precedentes. Há também uma sensibilização muito maior destes jovens, que se veem ora como vítimas, ora como revolucionários, sem causas certas.
Quanto à essa banalização, ela se dá pelo excesso de bajulação e regalias desnecessárias que o jovem tem desde o início de sua formação. Desde os pais, que visam dar conforto até os peda(dema)gogos, que tentam "reformar reformas" sobre o pretexto de inovação, buscando "melhores métodos" para educar quando na verdade, acostumam uma juventude despreparada por ter tudo adapatado às suas vontades, sendo que o mundo lá fora não é assim, e vai recusá-los. (assim disse Bill Gates, como paraninfo, num discurso para estudantes na Harvard)
Quanto ao excesso de hierarquia, os pais estão desacostumados com o novo e frenético ritmo da juventude, e sofrendo tambémcom as caracterísricas negativas(citadas acima) dessa mesma juventude.Eles exageram na tentativa de controlá-los( ou seria controlar-nos?) e acabam extrapolando, deixando esse jovem inconformado (embora sem compreender os reais motivos).
A verdade é que as mudanças passaram a exigir reflexão. E as relações interpessoais, em qualquer época exigiram revisões, acordos e DIÁLOGO!
Então, ao jovem que está lendo, não seja mais um na multidão. Saiba adquirir confiança, respeito e direitos e saiba respeitar as diferenças cronoideológicas que sempre existirão entre pais e filhos. Lembre de que, se você for um ser humano normal, irá também ter filhos e terá de lidar com eles, assim como seus pais o fazem com você. Então, aceite tanto as suas mudanças quanto espere, no futuro, ter que compreender e aceitar (até certo ponto) as mudanças que ainda estarão por vir.
Já aos pais, peço que sejam mais "do meio-termo*", sem serem relapsos, mas sem serem ditadores. Não sejam liberais o suficiente para que não haja limites de ética e comportamento em seus filhos ( o famoso, "dê se ao respeito"). Mas tmbém não precisa exigir mais respeito dele do que você tenha para ele. Ah, e principalmente, a vida agora NÃO É MAIS IGUAL ao que era no seu tempo. Não diga "comigo era assim". É anti-didático.
Espero que isso sirva de alguma coisa!
* referências ao texto "meio-termo", já publicado neste blog
O Meio-Termo
Bem, esse é meu texto inaugural. Então creio estar tratando de um assunto que me ajude a dar sequência nesse cantinho que arranjei para me expressar.
Mas para falar nos meios termos, tenho que, primeiro, apresentar os extremos. Observe o exemplo na história da literatura. Desde que começamos a registrar os pensamentos em pedras até 1922 (aqui no Brasil), alternamos basicamente entre duas maneiras de escrever: clássica ou greco-romana (racional, objetiva) e medieval (subjetivista, emocional).
Para tudo, seja na forma (ou na ausência de forma), seja na temática, mudamos sempre bruscamente, aos trancos. Tão somente acabaram as prisões ideológicas quando a tensão assolava o mundo, no entreguerras (1919-1939).
Aí então, nos libertamos, embora com alguma resistência daqueles que não aceitam mudar o seu modo de vida: os extremistas. Passamos a ter liberdade temática, liberdade formal, liberdade para nos expressarmos sem a artificialidade de regras. Isso foi o início da transição que o modernismo veio a ser e permanecer.
Pois então, na vida ainda somos extremistas. Quer exemplos disso? Se pertencemos à alguma religião, só o "nosso" Deus existe (e criticamos os outros, mesmo sem qualquer conhecimento de causa). Se temos partido político, não importa o quão idiota seja o o candidato desse partido, iremos apoiá-lo.
Então, se a arte imita a vida, chegou o momento em que temos de ter humildade e imitar a arte na vida. passemos a escolher o melhor para nós sem nos preocuparmoscom ideologias, regras ou preceitos. Saber, em cada situação que temos liberdade para escolher o melhor para nós (sem prejudicar ninguém). Vamos largar de ser tão "parnasianos" ou "românticos". Sejamos modernistas. Vamos pegar o melhor de cada coisa: a perfeição parnasiana, a emoção romântica. Os melhores aspectos do fragmento, essa colcha de retalhos que se chama meio-termo.
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Rumo à passar no Vestibular. Escutando Incubus.
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