domingo, 19 de dezembro de 2010

A primeira impressão é a que discrimina!

Verdade seja dita, cada um é cada um. Cometi essa redundância de propósito. Pra enfatizar o quanto acredito que a personalidade de cada um é o que define os caminhos que essa pessoa pode, e eventualmente vai seguir. E por isso mesmo é que quero desmistificar essa coisa da “primeira impressão”. Em âmbitos sociais, é até possível desfazer este estigma costumbrista, mas na arte da paquera, a magia (ou praga) da primeira impressão é algo muito difícil de ser contornado.


Isso porque, verdade seja dita, nossas ações são (muito) frutos das nossas paixões, do intrínseco passional/emocional. E o nosso passional é ativado no solavanco, não de maneira gradual. Aprende-se a amar alguém todos os dias, mas não se aprende a apaixonar-se todos os dias. Paixão é fogo de palha, amor é lenha de forno. E bem a primeira impressão é o que atiça o fogo sobre a palha de cada um.

Só que, como eu enfatizo de novo, cada um é cada um. Cada personalidade, um complexo de sentimentos, impressões e posições definidas. Bem como existem pessoas que escondem os defeitos e exprimem as qualidades em um primeiro contato, em contrapartida, existem muitas pessoas extremamente válidas que, por alguma razão, demonstram o seu pior defeito na apresentação. Ou ainda pior, alguém que é introvertido, e nada demonstra.

Vejam bem, a primeira impressão é só uma impressão. Nada mais. E perder toda a carga de valores que vem em outras subseqüentes é simplesmente passional e egoísta demais consigo. Privar-se de conhecer melhor várias pessoas.

Por isso condeno a primeira impressão como uma impressão altamente discriminatória. Se nos preocupássemos mais em ver com olhos de pessoas, e não olhos de animais quaisquer, só neste pequeno momento, poderíamos curtir a intersecção entre biológico e racional de uma maneira mais plena: utilizando-se dos dois artifícios ao mesmo tempo.

Fica a dica pra refletir um pouco!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Racionalmente Idiotas

Hoje vou cometer uma “heresia pessoal”, fazendo uma crítica ao racionalismo. Ou melhor, ao modo como os seres humanos julgam o racional. Como unidade biológica, o ser humano tem por função dois atributos básicos: perpetuar a espécie através da reprodução, e sobreviver. Para tanto, quaisquer animais se utilizam de instintos (que são uma expressão rudimentar de racionalismo).
No entanto, o ser humano apresenta uma “ferramenta especial” para tais fins: a capacidade de inteligir. O arbítrio do agente é algo que somente surge de forma completa com o homo sapiens. Porém, as pessoas não percebem que a utilização de métodos racionais sempre remete aos dois princípios básicos. Sempre buscamos soluções práticas que visem diminuir o tempo das atividades que fazemos por exigências da sociedade, para também aumentar o tempo em que agimos de forma hedonista (em busca de auto-satisfação) e biologicamente plausível.
A diferença interessante para a tomada de decisões e construções de estruturas encadeadas (sistêmicas) é que o racional começa a transcender o campo da dimensão física e passa a compreender a dimensão psicológica.
Meios de comunicação que nos possibilitam conversar com qualquer pessoa no mundo, globalização de culturas, meios de transporte que estendem a abrangência do domínio geográfico humano. Nossas soluções práticas, tecnológicas, tudo contribui para gastarmos menos tempo.
Só que há um fruto do racional que acaba por neutralizar um pouco desse “positivo” que há dentro do racional. O meio capitalista. Porque dessa forma, o ser humano emprega toda uma sociedade na busca de reduzir o tempo de esforço e serviço e aumentar o tempo de prazer. Só que as pessoas gastam todo o seu tempo tentando não gastar tempo.
Por fim, tudo o que desejamos, ao final de todo o avanço, todos os complexos processos, todas as inúmeras posses, nós todos só queremos um amor, uma família e uma sobrevivência digna. O resto é complemento.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Palavreado

Peço que não julgue meus versos
Pelos olhos de quem lê,
Pois que sentido tem julgar palavras
De quem escreve o que sente?

Que talvez me chamem de poeta
De artista criativo,
De infeliz mecenas das palavras
Que não faço, mas que vivo.

Sinto as palavras
Elas podem ser insensíveis,
Mas não eu, não o sentimento
Que as torna visíveis.

Sinto as pessoas
Elas podem não ter um sentimento por mim
E nem porisso deixarei de ter por elas
Vai ser como sempre, sempre foi assim

Amar alguém não faz
Com que este alguém te ame
Não importa se você faz tudo direito,
Sempre haverá alguem que reclame.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Só lamento...

Claro que pode, e provavelmente é mesmo, mais um dos textos em que eu somatizo generalizações. Mas fazia tempo que eu não escrevia aqui, e hoje, senti a necessidade de voltar a extravasar um pouco por este canal.

Vamos separar as coisas. Cada coisa é analisada sob uma ótica, visto um interesse e em um âmbito. Mas as pessoas não sabem lidar com isso. Se algo é errado em um âmbito, não necessariamente é em outro.

Criatividade. Esta é uma característica extremamente essencial para muitos negócios, para a arte, para o avanço e a solução. Somente a capacidade de abstraçaõ do ser humano é capaz de ver um diferencial, onde a grande maioria das pessoas vê apenas uma rotina. Lixo pode se tornar ouro.

Mas veja bem, a criatividade é extremamente desencorajada por todas as estruturas sociais até que o criativo atinja visibilidade. Somos todos colocados nas raias, somos induzidos a seguir as fórmulas de sucesso pronto, estudando as mesmas coisas, das mesmas formas, tendo as mesmas rotinas e seguindo as mesmas cartilhas.

E neste momento, observamos os grandes criativos, Aqueles que conseguem fazer, dentro dos trilhos, um caminho diferente. Aquele que inova a ponto de cosneguir criar dentro da inflexibilidade que se chama falta de capacidade.

Porque, sim, as pessoas, no geral, não são criativas, E bem porisso, desaprovam os desvios de conduta. Simplesmente pelo fato de elas não serem suficientemente capazes de criar, ou mesmo de compreender a visão de quem inova.

O criativo que tem sucesso, este sim, consegue ser um referencial. Depois de superar todas as barreiras, adversidades, ir contra a maré, se o criativo se torna importante para aqueles que não são criativos, ele passa a ser um referencial. Porque ai, muito da rotina das pessoas passa a se tornar mais prática. O criativo, no fundo, altera a rotina. Mas não extingue ela.

E o mais engraçado é.. aqueles que fazem e são a rotina, tem uma vida muito mais simples, facilitada, com o caminho traçado, com a receita em mãos.  E os criativos têm uma trilha muito mais inóspita, sem referências.. Ele faz o próprio caminho.

Creio que seja comum o conflito do criativo. Em não ver um porque na sua luta, em não ver uma luz no seu túnel. Afinal, é tudo contra.

Pode ser que o mundo crie criativos mais fortes, mas sei que, com certeza, perde muitas idéias e intenções nessa mania que as pessoas têm de odiar o que não conseguem compreender.
 
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