Três aspectos: a coragem do ignorante, o receio do inteligente e a tranquilidade do consciente.
Pessoas ignorantes costumam ser corajosas, pelo simples fato de não necessitarem de causa para as coisas, e de tomarem suas decisões sempre baseadas na confiança em si mesmas. Elas podem falhar ou ter sucesso, mas certamente não saberão o porquê disso. E será que precisa?
Pessoas inteligentes, pura e simplesmente obcecadas pela lógica e pela explicação, quanto mais longe afundam-se nos porquês e nas razões, mais percebem que é impossível saber de tudo. Elas saberão lidar com a maioria das situações corriqueiras mas nunca estarão satisfeitas.. sempre estarão pensando os porquês, pesando medindo e perdendo excelentes oportunidades que pularão sem terem um porquê de acontecerem. Mas é tão ruim assim?
Por fim, pessoas conscientes, que procuram saber onde pisam, mas nem por isso são obcecados pelo cerne lógico das situações. Deixam-se levar pelas situações, sem deixarem de pensar nas horas em que se precisa desse discernimento. Porque o conhecimento é infinito, mas o essencial cabe no bolso.
E quem somos nós? Somos as três pessoas. O quanto somos felizes, reflete em que situação, dentre essas três acima estamos. E cada uma delas tem em si momentos em que são mais adequadas: a coragem, a desconfiança e a serenidade.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
sábado, 24 de novembro de 2012
Antes de dormir
Estão passando rápido os dias
Mas as horas se arrastam pra acontecer
Porque a vida passa depressa
Pra quem não sabe quem é
E vive preso na rotina de tentar inovar
Pra trabalhar todo dia
Deixa o sossego do lar
Mas só diz que trabalha pra poder sossegar.
Que vida é essa onde perdemos a juventude pra ganhar o
dinheiro
E em que depois gastamos todo esse dinheiro pra ser jovem de
novo, sem conseguir
Que mundo é esse em que o que vale é o quanto se tem
Mas que se veste uma fantasia de fazer o bem, só pra se
sentir alguém.
Por que é bonito um discurso carregado de bondades e curas
Mas ouvir não vai salvar a sua alma
De um inferno que não mora na morte distante e silenciosa
Mas mora no silêncio antes de dormir
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