segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Genialidade sem retorno?

Em dórico, em dó maior.
É, é o primeiro lugar.
É a primeira escala,
É a origem clássica,
Que foi esquecida pelos gênios.
Pelos Beethovens, Chopins,
Até pelos vanguardistas Bachs...


E foi lembrada por mim,
Músico sem tanta expressão,
Prova mais contundente
De que não há decoreba
Que cubra a verdadeira genialidade
Que não há tempo que apague
A verdadeira expressão: espontaneidade.


Então não questione o porquê.
Somos mais rápidos,
Somos mais globalizados,
Mais técnicos, nós somos.
Mas não temos mais as
Imaginações,as inspirações
As genialidades.



Como pérolas e conchas.

Caráter é uma pérola,
Sem concha.
Beleza explicita, valorosa.
Inestimável.
Valor que se tem e que se faz.
Que começa com um grão-de-areia.
É conteúdo que dispensa até recipiente.

Já a falta de caráter.
É concha vazia.
É comum e vaga.
A inescrupulosa padronagem.
O "aurea mediocritas", senso comum.
É recipiente sem conteúdo.

Alienação, nosso acalanto.

Li hoje os jornais
Somente casos rasos, cotidianos.
É o condenável virou nossa oração.
Queria ter visto outra coisa,
Somente casos raros, contrariando.
É condenável a reação
Já sentem falta dos jornais.

Sentem falta da gaiola,
Do poleiro, do alpiste.
Do jornal-guia, do jornal controlador
Das mentiras que padronizam,
Das verdades que não convencem
Das mentiras que nos convertem
Das verdades que lá, não acontecem.

Porque eles sentem falta?
Eles não sentem?
Tá, então, sou eu que sinto.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Evolução Literária

Olhava pela janela.
Às vezes, os amores,
Às vezes, os vasos.

Tentei olhar amores nos palácios
Tentei os vasos, no mediterrâneo.
Tentei amores na religião.
Tentei os vasos e os pastoreios.
Tentei o amor justificando tudo.
Olhei pela janela, científico, calculista.

E então, saí para o mundo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Frases Oportunas I

Sabe quando você deve falar? Quando suas palavras forem melhores que o silêncio.

Os sonhos são diferentes dos objetivos. os sonhos são desejos de fazer, só por desejar. Os objetivos têm o ímpeto de se concretizarem. Objetive mais, sonhe menos.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

As Querelas.

Interesses,
E apenas eles,
Provocam,
Parecem porém
Solidários.

Embora
Egoístas,
Mudam,
Reformam,
Melhoram.

Benefícios,
Inconscientemente
Jogam
Individuais,
Resultam
Coletivos.

Somente assim as mudanças são feitas.

Estelar

Já estivemos juntos.
Eu, você e aquelas estrelas
Condensados, antes de sermos vida,
Antes mesmo de sermos átomos,
Na iminência de uma grande explosão.

Me atraem as estrelas,
Me atrai você,
Porque nós estivemos juntos
Dentro de uma "casca de noz".
Éramos então energia.

Porque ainda insiste em negar?
Se outrora a instabilidade
Nos separou,
Porque não ficar juntos de novo
Quando nada mais nos separa?

Se talvez, não o queira, estaremos ainda juntos
Somente, e mesmo que sem mais consciência
Quando não houver mais vida
Então faremos essa união
Seremos juntos e estelares.

Pra Largar de Atacar as Consequencias

Depois de viver apenas 17 anos, já assisti à crises políticas suficientes pra perceber mais um padrão.
O povo comenta, fala do que não procura entender, critica sem tentar mudar e enche o saco de quem já está cansado dessa ignorância.
Então resolvi falar um pouco disso também. Quero ver se a minha opinião vai além do senso comum.
Nosso país, desde a colonização, foi explorado. As pessoas que eram mandadas ou mesmo as que vinham pra cá por opção eram, geralmente, criminosos e oportunistas inescrupulosos. A personalidade cultural do brasileiro formou-se baseada nesses "nobres" valores.
As relações de compadrio são até bem-vistas, como um "traço da cultura"
Além disso, o povo, em primeiro lugar (somente no texto mesmo), só e utilizado como massa de manobra, sendo deixado de lado de todas as grandes decisões e mudanças político-econômico-sociais. Em segundo lugar, mesmo entre si, esse povo se segrega e/ou se favorece em conceitos duvidáveis, em "jeitinhos" brasileiros.
Então, guardadas as devidas proporções, os políticos atuais são muito mais desonestos do que nós? Será que eles não são apenas um reflexo, uma consequência do nosso jeito de viver?
Pensem nisso.

Passional

Paixão,
E tão somente ela,
Nos levaria a sermos
Racionais.
Vida e como mantê-la?
Somente a paixão de poucos
Para ousar descobrir.

O conhecimento é infinito.
O universo se estende
Muito além de nossas vistas.
Mas a paixão nos leva
A buscar gotas,
Ainda que tão escassas, do conhecer
Somente por conhecer.

Então colhemos grãos,
Peças míseras,
Frações desse infinito
Que, com muito esforço
Recolhemos e com que construimos
A nossa vã ciencia,
A atitude mais passional.

Um Conselho Que Valha a Pena

Nesses dias, eu estava refletindo frente as palavras de um professor. Reunindo um pouco das minhas inspirações, um pouco das palavras dele, e reuni um pequeno pensamento para transmitir.
E olhe, para o tempo gasto pensando que alguns momentos determinam toda a nossa vida, achando que algumas escolhas são pra sempre.
Pra variar, vou me apoiar nos exemplos que me contém. Vestibulares e universidades. Os jovens no meio em que vivo respiram o tal vestibular. Depositam naquilo, tudo. Presente, passado, futuro. Deixam de aproveitar outras coisas, outros potenciais caminhos.
Façam então, uma experiência mental. Fecharam-se todas as universidades no mundo. O que você faria agora? Se não há resposta, existe algo de muito errado por aí, não?
Voltando ao foco, um conselho, não para o vestibular, mas para a vida. Faça aquilo que, quando a morte vier, te fará uma pessoa com mais paz. Aquilo que conseguirá ainda, arrancar aquele último sorriso.
Não deixe que a morte venha quebrar aquele resquício de orgulho, ao final da vida.

domingo, 23 de agosto de 2009

Prelúdio de "Amizades"

amizade
a.mi.za.de
sf (lat amicitate) 1 Sentimento de amigo; afeto que liga as pessoas. 2 Reciprocidade de afeto. 3 Benevolência. 4 Amor.Antôn: inimizade, ódio, oposição. A. colorida, gír: relação íntima e amorosa, sem compromisso social. Cf amizade-colorida

É tão estranho que o dicionário deixe tão exato e frio um sentimento tão humano. A amizade não só representa quase que totalmente as relações que queremos ter, quanto nos ajuda a formar o que somos.
A amizade é a brisa do ano todo. Não é tão quente quanto o verão, a paixão de momento.
Não é tão fria como o inverno, no coração de quem nos odeia e nos ignora. É aquele porto seguro em que aportamos quando navegamos no mar de lágrimas, aquele vento que sopra em nossas velas para nos levar adiante quando estamos à deriva.
Eu ultimamente só tenho apoiado minha vida em amizades, porque as minhas nunca são ingratas. Não passam e me deixam no inverno como o calor das paixões que senti de dentro do carro.
Mas se você não concorda com o que digo, então,ou você sobrepõe os momentos de calor à brisa que te acompanharia por toda a vida. Ou simplesmente não sentiu o prazer de uma verdadeira amizade.
Mas isso fica pro texto "Amizade", afinal esse é só o prelúdio.

"Quem sou eu?" do orkut..

Eu, bom.
Odeio discordar de Descartes, mas não é questão só de pensar. Tudo o que pensamos deve sempre ser transformado em ação. Uma boa idéia, que não seja divulgada, morre com seu idealizador, ou seja, para efeitos práticos, inexiste. Então, eu faço, logo existo. Tento parecer independente de religiões. Mas acredito em Deus. Até por isso, tento parecer independente, buscar as soluções sem pedir à Deus; Já que Ele nos criou, somos obras de uma criatura perfeita. Seria natural que todas as respostas para as nossas dúvidas estivessem em nós, na obra de Deus, independente de outras pessoas para acreditar nisso. Amo a vida. tento vivê-la intensamente e aproveitá-la ao máximo. É porisso eu sei que cabelos, loiros morenos ou ruivos, tornar-se-ão brancos. Qualquer pele, sardenta ou lisa, tornar-se-á coberta de rugas. Mas além do que você parece, existe o que você é. E isso, não importa o quanto você tenha ou o quanto você mude por fora, ninguém mudará o que você tem dentro de si.

Pechincha

Que é uma vida
Em face de dinheiro?
Tudo. Não há dinheiro sem vida.
Nada. Nossa criação cresceu mais do que nós.

Repense se seus valores
São conceitos ou números
Pondere se a sua felicidade se manifesta
Em atos ou dólares

Porque no fim, nada se leva
Nem atos, nem moedas.
Mas atos serão lembrados
Já moedas, serão sempre trocadas...

Momento de Egoísmo II (metalinguístico)

O poema é a visão retórica
Única de cada indivíduo
Egoísta por si
Fale de guerras, de vida ou amores

Egoísta porque fala por alguém
Seja um sentimento da pessoa
Ou do coletivo em que ela vive.
Quer acredite ou não..

Se pareço insano,
O sou e não escondo.
Mas a insanidade por vezes
É mais racional que a vida, passional

Pense sermos só mais uma espécie
Em mais um planeta,
Estrela, galáxia, universo
Se sumirmos, quem procurará por nós?

Então pense antes de questionar,
porque pode haver respostas
Que serão dadas por quem não se pede
Ou quando simplesmente não se precisa.

Momento de Egoísmo I

Curioso lembrar que os meus amores foram só meus.
As palavras que dediquei a ela foram só minhas
Porque vocês não se deram ao trabalho de lê-las?
Mesmo que pra julgarem antes de rejeitar.

Como lembrar das noites em claro?
Os acordes em vão que ficaram emudecidos no violão.
As lágrimas que não voltarão pra escorrer na alegria...
A solidão em que já estive por opção. Hoje por falta de opção.

É só olhar pra trás
Percebe-se o quanto não se vive,
Enquanto se tenta viver..

É só olhar pra frente
Imagina-se o quanto se sofre
Tentando não morrer.

E pensar que comecei falando de amores..

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O problema? Não. A solução!

Bem, após longo tempo sem escrever, venho aqui enrolar um bocadinho. To cá, refletindo sobre os problemas que eu (como todos) julgo ter.
É bem estranho na verdade, pensar que, de todos os nossos problemas, somente uma pequena parte existe. A grande maioria deles são pré-concebidos, são criados pela nossa imaginação. Nossa capacidade falha de predizer, de prever de tentar adivinhar o que vem por aí..
E na maioria das vezes, tudo o que pensamos, sempre influenciados por valores e preceitos próximos a nós, se mostra falho.
Mas, sem aprendermos, insistiremos em criar e cultivar os problemas que não existem em nossa vida. Solução? Claro que há. E não é difícil. Tão somente consiste em perceber pequenas coisas. Em lembrar que cada ser é único. Principalmente, que reclamar da vida sem que se esforce para prevalecer a sua vontade é hipocrisia. E achar que as coisas darão certo por intermédio do destino é preguiça.
Pois então, faça, ao invés de pensar, para eliminar o que já não existe de verdade: os seus maiores problemas!

domingo, 16 de agosto de 2009

Memórias De Um Caderno Antigo IV

Não que eu seja socialista, mas, convenhamos, a grande maioria dos problemas atuais convergem para dois pontos: capitalismo e o caráter individualista/corporativista de pessoas e grupos. Por quê temos roubos? Porque as pessoas tomam a propriedade de outras para subjugá-las. Por quê guerras? Geralmente elas giram em torno de propriedade ou riquezas. Ou um povo a ser submetido a outro, ou recurso financeiro para financiar a ascenção de uma nação, em detrimento da outra. Seria a solução extinguir a noção de propriedade e capital? Seria. Isso é possível? Não. Pelo simples fato de o homem ter a necessiadade biológica de ser melhor do que os outros, provando ser a sua cadeia genética melhor, com maiores chances de perdurar. O sentido da vida (acredito), reside em estar melhorando todos os dias, no sentido mais científico das coisas. Voltando ao tema central desse pequeno trecho, o capital é mais uma afirmação do quão animais somos nós.

Memórias De Um Caderno Antigo III

Os pássaros migram. Migram para se reproduzirem. Seus filhotes voltam ao lugar de origem dos pais. Crescem, e quando chega o inverno, eles também migram. Migram para se reproduzirem...
Já nós, seres humanos, após nascermos, pouco crescemos e vamos estudar, para cursar uma boa universidade, para ter um bom emprego, ganhar um bom dinheiro. Aí, vêm os filhos. Pouco após nascerem, vão estudar... Será que nós somos assim tão diferentes e superiores aos outros animais?

Memórias De Um Caderno Antigo II

Você já parou pra pensar no que é a natureza? Então provavelmente, caiu em uma série interminável de respostas. E todas incompletas. Acho errado falar que nós destruímos a natureza. Na verdade estamos destuindo nós mesmos, seres pertencentes à ela. O que nos difere dos outros seres vivos é a capacidade de copiá-la e trazê-la para dentro de nossas artificiais casas. O que nos assemelha a eles é a incapacidade de perceber que não necessitaríamos de copiá-la. Precisaríamos (e precisamos) apenas de lembrar que estamos tentando produzir o que já se apresenta lá fora. Só precisamos cuidar deste pequeno pedaço de natureza em que vivemos: o planeta Terra.

Memórias De Um Caderno Antigo I

O ser humano tem a capacidade de ver além dos seus sentidos, apenas baseado em tudo o que já pôde sentir. Porisso não existe verdade absoluta. À medida que o tempo passa, acumulamos mais experiência devido aos registros do passado, de modo que aprimoramos a nossa verdade, transmitindo-a ou não aos outros. Mas dentro das nossas limitações, hoje, posso afirmar que é impossível conhecer toda a verdade. amanhã, nunca se sabe...

sábado, 15 de agosto de 2009

Heterônimo

O poeta sonhador, que um dia acordou de lado
Desceu da cama com o pé errado
E parecia, nada tinha a ver
E ele cético, com suas crenças parado
Depois de ter viajado e ao lar retornado
Não sabia o que dizer
Tudo que tinha e de manhã tinha avistado
Estava tudo em um ar brigado
O que haveria ele de fazer?
Se agora o mundo tinha virado
E de costas renegado
Tudo o que pensava ser

E agora a reconstruir de volta ao nada
Nem um momento, palavras a serem faladas
Que mentes não ficariam abaladas
Se não sabiam que em épocas passadas
Fora um engano toda a vida consumada

E o poeta agora era um anônimo
Identidade que lhe foi dada ao nascer
Pois ele vivera outrora um heterônimo
A aventura de uma vida por fazer
E o que pensava era justo o antônimo
Da vida que quiseram para ele viver

Mas não é fato comsumado
Deus é que salve a poesia
Desse final desastrado
Dessa grande heresia

Bote em trilho bem encaminhado
O poeta e sua vida
Com seus versos tão implorados
Permaneça a esperança na vida.

Antissoneto Metafórico

Eu escrevi um livro em pensamentos
E ensaiei uma novela em motivos
E falei um dicionário em definições.

Talvez tenha pegado os meus lamentos
E toda a frustração enquanto vivo
O amor de uma vida de paixões.

Descarreguei tudo em um só momento
E como em cachoeira de alívio
Te dei todo o jogo de intenções
Só pra te mostrar o amor todo que eu sinto.

E digo ao mundo todo, aos sete ventos
Com pranto e riso em combate ativo
Que dentro de mim, as flores e os canhões
Se mesclam e completam o que pressinto.

Crônica da Felicidade

Havia um homem. Desde pequeno, ele dava sinais de ser diferente. Era mais atento, frio e analista. Era mais inteligente e disposto. Enquanto todos brincavam ele estudava. Enquanto todos dormiam, ele simplesmente sonhava acordado.
Quando mais velho, ele realmente mostrou seu jeito de ser. Ele alegava "querer ser feliz". Para tanto enfiava-se nos estudos pura e simplemente, recusando-se a sair, praticar esportes ou mesmo namorar.
Finalmente se formando, foi brilhante na faculdade. Foi, com honras o primeiro aluno. Conseguiu o trabalho que tanto quis. Fez em torno de si uma brilhante carreira. Teve todos os confortos materiais possiveis. Foi reconhecidamente bem-sucedido.
Ao final de sua vida, no entanto, refletiu: "eu fiz tudo isso para conquistar o direito de ter uma boa família, boa esposa, bons amigos e amparo no momento em que estivesse chegando a minha hora. mas não percebi que tudo isso deveria ser conquistado pouco a pouco, nos momentos em que deixei de sair, nos esportes que deixei de praticar, nas meninas que deixei de namorar. Gastei tanto tempo me preocupando em ser feliz que não sobrou tempo para sê-lo."
Reflexão do autor: Nós hoje, com tudo o que temos em mente, nos preocupamos muito em sermos felizes, sem procurar ao menos saber o que nos torna assim. Se nos preocupassemos menos e vivessemos mais, talvez simplesmente não sobrasse tempo para que questionássemos ou planejássemos nossa felicidade. E então seríamos felizes!

Inconsequência

Eu vejo dia em
Que as suas frequentes
Palavras inconsequentes
Deixarão de ser
Consequências na minha vida

Só espero por
Que não me atormente
Sua lembrança ainda quente
Não me deixaria ter
Vida menos sofrida

E agora que já não
Te vejo todos o dias
Parece tão mais fácil
Voltar a como eu vivia

E tanto eu percebo
Que você simplesmente não queria
Quanto eu não entendo
Porque tanto eu sofria

Não, não vou tentar
Te convencer
Nem inventar meias verdades
Não, não vou voltar
Te comover
Não quero sua piedade

Se deu errado, não era pra ser
Se daria certo, ninguém vai saber
Se nunca quis, nunca vai ter a mim
Se repensar, bem, não adiantaria mais assim

Pais, e Filhos, e Mudanças.

Há dois principais problemas nas relações entre pais e filhos hoje. O primeiro é a banalização, por parte de filhos, do respeito e da posição que cada um ocupa. O segundo é o inverso, um excesso arcaico de hierarquia e subjugação de filhos por parte dos pais. a questão é: são dois extremos*
Isso tudo tem alguma justificativa. Para quem se interessa, é disponibilizada uma carga de informações que nos proporcionam (a nós, jovens) visões mais diferentes e globais de mundo, gerando uma necessidade de liberdade sem precedentes. Há também uma sensibilização muito maior destes jovens, que se veem ora como vítimas, ora como revolucionários, sem causas certas.
Quanto à essa banalização, ela se dá pelo excesso de bajulação e regalias desnecessárias que o jovem tem desde o início de sua formação. Desde os pais, que visam dar conforto até os peda(dema)gogos, que tentam "reformar reformas" sobre o pretexto de inovação, buscando "melhores métodos" para educar quando na verdade, acostumam uma juventude despreparada por ter tudo adapatado às suas vontades, sendo que o mundo lá fora não é assim, e vai recusá-los. (assim disse Bill Gates, como paraninfo, num discurso para estudantes na Harvard)
Quanto ao excesso de hierarquia, os pais estão desacostumados com o novo e frenético ritmo da juventude, e sofrendo tambémcom as caracterísricas negativas(citadas acima) dessa mesma juventude.Eles exageram na tentativa de controlá-los( ou seria controlar-nos?) e acabam extrapolando, deixando esse jovem inconformado (embora sem compreender os reais motivos).
A verdade é que as mudanças passaram a exigir reflexão. E as relações interpessoais, em qualquer época exigiram revisões, acordos e DIÁLOGO!
Então, ao jovem que está lendo, não seja mais um na multidão. Saiba adquirir confiança, respeito e direitos e saiba respeitar as diferenças cronoideológicas que sempre existirão entre pais e filhos. Lembre de que, se você for um ser humano normal, irá também ter filhos e terá de lidar com eles, assim como seus pais o fazem com você. Então, aceite tanto as suas mudanças quanto espere, no futuro, ter que compreender e aceitar (até certo ponto) as mudanças que ainda estarão por vir.
Já aos pais, peço que sejam mais "do meio-termo*", sem serem relapsos, mas sem serem ditadores. Não sejam liberais o suficiente para que não haja limites de ética e comportamento em seus filhos ( o famoso, "dê se ao respeito"). Mas tmbém não precisa exigir mais respeito dele do que você tenha para ele. Ah, e principalmente, a vida agora NÃO É MAIS IGUAL ao que era no seu tempo. Não diga "comigo era assim". É anti-didático.
Espero que isso sirva de alguma coisa!

* referências ao texto "meio-termo", já publicado neste blog

O Meio-Termo

Bem, esse é meu texto inaugural. Então creio estar tratando de um assunto que me ajude a dar sequência nesse cantinho que arranjei para me expressar.
Mas para falar nos meios termos, tenho que, primeiro, apresentar os extremos. Observe o exemplo na história da literatura. Desde que começamos a registrar os pensamentos em pedras até 1922 (aqui no Brasil), alternamos basicamente entre duas maneiras de escrever: clássica ou greco-romana (racional, objetiva) e medieval (subjetivista, emocional).
Para tudo, seja na forma (ou na ausência de forma), seja na temática, mudamos sempre bruscamente, aos trancos. Tão somente acabaram as prisões ideológicas quando a tensão assolava o mundo, no entreguerras (1919-1939).
Aí então, nos libertamos, embora com alguma resistência daqueles que não aceitam mudar o seu modo de vida: os extremistas. Passamos a ter liberdade temática, liberdade formal, liberdade para nos expressarmos sem a artificialidade de regras. Isso foi o início da transição que o modernismo veio a ser e permanecer.
Pois então, na vida ainda somos extremistas. Quer exemplos disso? Se pertencemos à alguma religião, só o "nosso" Deus existe (e criticamos os outros, mesmo sem qualquer conhecimento de causa). Se temos partido político, não importa o quão idiota seja o o candidato desse partido, iremos apoiá-lo.
Então, se a arte imita a vida, chegou o momento em que temos de ter humildade e imitar a arte na vida. passemos a escolher o melhor para nós sem nos preocuparmoscom ideologias, regras ou preceitos. Saber, em cada situação que temos liberdade para escolher o melhor para nós (sem prejudicar ninguém). Vamos largar de ser tão "parnasianos" ou "românticos". Sejamos modernistas. Vamos pegar o melhor de cada coisa: a perfeição parnasiana, a emoção romântica. Os melhores aspectos do fragmento, essa colcha de retalhos que se chama meio-termo.
 
Site Meter