segunda-feira, 14 de junho de 2010

Fotografias, e a nostalgia de parar um sorriso sem o pause.

Trocadilhos a parte.. um pouco de nostalgia faz bem. A gente não precisa ser contra o futuro, mas tem direito de olhar pra trás e ver que as coisas já foram diferentes. Lembrar que a gente se divertia correndo na rua, e agora a gente se diverte correndo dela.
Lembrar que a gente tirava foto com posições e tinha muita história de como raios a gente tirou a foto mais espontânea, sem ter 15 disparos nem um delete.
A nostalgia comportamental então, nem se fala. Talvez as coisas sejam iguais, mas de uma forma totalmente menos envergonhada. Nada de pior, nem de melhor, só diferente. Porque ser promíscuo costumava ser vergonhoso, e hoje é troféu. A simplicidade de restringir talvez acobertasse o megafone do exibido.
Mas no fim, passado é passado, e o futuro, esse ainda não é nada. E não vou falar pra ninguém voltar a usar filme na cãmera ou ser atropelado brincando de pega-pega na paulista. Mas que a gente poderia descomplicar algumas coisas e complicar outras, "como nossos pais", talvez não fosse de todo uma má idéia. Clássicos e nostálgicos!

Copa do Mundo!

No ar,a Copa do Mundo! Importa pra você? Importa pra mim? Sim, importa. Fascinante mesmo é ver o porque disso. afinal, aparentemente, não há um porque intrísecamente racional. Não há um pormenor científico que possa esclarecer o porquê de a gente sentar na frente de uma televisão e acompanhar uma bola sendo perseguida por 22 homens.
Mas a gente se esquece que o ser humano não é intrínsecamente racional. Somos feitos de emoção também, poxa! Somos feitos de frustração, de responsabilidades, de pressão. Somos os promotores das próprias ações, das quais quase todas as consequências da nossa vida decorrem.
Tá. Mas que que tem a ver a copa com isso? Bom, amigo. Tem tudo. Num mundo em que cada vez mais temos consciência do que está acerca de nós, onde todos temos que agir o tempo todo em prol próprio e alheio, é um prazer enorme poder sentar 90 minutos e ter uma felicidade que não dependa de você (ou alguém diferente de você pra culpar na derrota...). culpar é bom. Poder observar que o outro também erra e ter algo na sua vida, mesmo que irrelevante, que dependa de alguém é bom pra aliviar essa responsabilidade 24 horas..
É um bom motivo pros céticos largarem do meu pé e deixarem eu ver meu jogo em paz?

Paradise

Walk?
For what are you gonna change?
Why do you have to find a new place,
If you've never knew your own?

I'll never get over something i've never got in.
Or never try to change all around, before change my point of view.
You just can''t believe you're wrong,
By never knowing what's wrong.

In the end, we cannot find a way
when we've never learnt how to walk.

Um bacanal de idéias sobre coisas (ir)relevantes I

Já estou me desculpando por chatear os leitores. Depois de tanto tempo sem nada escrever, vou pra um campo pseudossubjetivo, num efluxo muito denso de idéias. Mas sabe Deus que eu aprecio a complexidade. Se alguém ão o faz, irrelevante (assim como eu o sou para ela), mas me sinto bem com esse conforto ideológico.
Dirigindo pro que interessa, o assunto "in passant" é a ana´lise do início de um relacionamento amoroso. A curiosidade que reside no ponto dos extremos.
Como a primeira inevitável análise (sem hipocrisia) é a visual, o curioso acerca disso é: os extremos são mais efetivos. Se se chama a atenção por ser muito atraente ou muito repulsivo, isso é estatísticamente mais efetivo do que a medianidade.
Outra coisa é a demonstração intelecto-biológica de poder. Coisas como dinheiro, posses, atitudes confiantes, isso é um fator quase certo de conquista.
Por último, a verdade irrefutável. Análises superficiais são suprimidas pela lógica meritocrática capitalista vigente. A meritocracia é uma desculpa para a estaticidade psicossocial do ser. Uma vez que no amor/paixão, o fator de relevância maisexplícito é o biológico, antes do intelectual, as pessoas hipocraticamente censuram a postura superficial por essa não favorecer mérito adquirido, em benefício de características congênitas e/ou determinogênicas. Afinal, quem disse que ser superficial é errado. Não nego que eu não gosto, mas no fundo isso não seria só uma defesa em contiguidade com a ideologia na qual estamos imersos?
 
Site Meter