Esse texto é, talvez, uma prévia do meu livro. Se algum dia eu tiver foco o suficiente pra terminá-lo. Aqui vão um pouco das idéias que eu pretendo colocar nesse projeto de vida. Afinal, juro que um dia eu ainda vou publicar um bom livro. Pretendo falar sobre as verdades. Sim, no plural. Porque este papo de verdade absoluta não existe pra nós. Se existir alguma verdade absoluta, quem sabe é Deus. E não me venha ninguém dizer que, porque acredita em Deus, você sabe a verdade absoluta. Até porque, se você confia no seu pai e na sua mãe, você continua sem saber tudo aquilo que eles pensam. Quem dirá saber de Deus.
Partindo do princípio de que a verdade absoluta não nos é palpável, ainda assim, enchemos a fala pra defender o que chamamos de verdade. E então o que estamos defendendo? Sinceramente, estamos defendendo nossos pontos de vista. O que julgamos ser válido. O que julgaram pra nós e, inocentemente aceitamos. O que nos é passado pela mídia, por pais, amigos, igrejas, políticos. A dimensão e o teor das nossas verdades dependem da época em que vivemos, da nossa capacidade de independência, abstração, discernimento.
Pra exemplificar isso, reflita. Suponha que você é um agricultor, de um lugar isolado e pobre. Vem a chuva, intermitentemente com o sol. Aí, uma pessoa mais reflexiva dessa comunidade diz que os olhos de sua divindade são o Sol, e que a chuva são lágrimas de benção dessa divindade. E que a intermitência de chuva e Sol são sinal de bênção, e que somente se isso ocorrer, virá a colheita. E ela vem. E quando é época de seca, o rapaz (ou a moça) esclarecido diz que é porque as pessoas não estão dando atenção à divindade. E as pessoas colocam sua confiança, intenções e esperanças na volta da benção. E ela volta claro. Se as coisas foram explicadas, e ocorreram conforme a observação de tal sujeito, isso passa a ser uma verdade. E o portador da verdade, alguém de credibilidade.
Nesse último trecho, veja bem, esses três conceitos explicitados. O primeiro, evidente, é o processo de criação de um conceito divino. Atribuir à natureza um caráter consciente e controlador. O segundo, o conceito de geração de verdades a partir de processos mentais, e a comprovação da verdade pelo empirismo (julgado pela capacidade racional-emocional-crítica de quem recebe essa verdade). E o último, o poder que a capacidade de convencimento/ geração de verdades gera. As pessoas com maior capacidade de persuasão e maior capacidade de racionalização de processos conseguem ganhar credibilidade para ditar conceitos e verdades. Passa a ser um agente no conceito alheio de verdade.
Outro forte moldador de verdades é o conforto próprio. A geração gratuita de esperanças na própria fraqueza e desculpas para as próprias condutas. Quando se gera uma verdade, essa verdade dificilmente será incongruente com o que se segue e acredita. E aí é que acho que Deus sai injustiçado da história. Porque o mecanismo de muitas religiões de enganadores oportunistas é justamente esse, de justificar os problemas das pessoas com o conformismo, dizendo que Deus dará, que Deus fará, e que a boa-vontade de Deus para contigo é proporcional à devoção de cada um. E a devoção se mede em orações. E em depósitos para os “transmissores” da palavra de Deus. Novamente, são os geradores de verdades se utilizando de seu poder de persuasão para tirar vantagens sobre os outros.
Então, convenhamos, no fundo, há uma troca. Por um lado, pessoas querendo masturbação no ego, na medida em que querem ouvir que há um acaso que põe as vidas nos trilhos, que problemas se resolverão sozinhos, que pra quem acredita tudo dá certo. E há pessoas que estão dispostas a usar seu tempo dizendo isso, mas cobrando seu preço. É um casamento de necessidades pessoais.
No fim, se nos convencêssemos que a verdade é que não há verdade, que quem não percebe que não pode acaba fazendo, e que todas as correntes que prendem as nossas ações têm um só nome: medo de arriscar; tudo isso seria um caminho mais válido pra efetivar reflexões, pra aprender a não ser tão controlável e confortável nessa cama de pregos que é a verdade oportuna. Gente, vamos depender menos da vontade, e mais da força de vontade.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
#10
Sei lá. To cansado de tudo o que eu ando escrevendo. De bater na mesma tecla pra reiterar o quanto eu odeio a mediocridade e a hipocrisia, e como isso me persegue, não sei se por eu ser, ou mesmo por eu achar que tenho esses defeitos. Esse ciclismo autodestrutivo de idéias, argumentações e valores vale como reflexão, mas só faz mal, e nada produz. Então resolvi por bem falar sobre outra coisa qualquer. Ainda não me veio à cabeça o que, mas sei que ao decorrer dessa página, as idéias virão. Até porque se não vierem, não haverá decorrer.
Aliás, me sinto bem agora. Como não me sentia há tempos. Hoje volto de um filme, de reflexão e de discussão. Tá bem, admito que eu reflito bastante, mas não é o tipo de reflexão que me faz bem, é o tipo de reflexão gênica e pseudoprática que me enche a cabeça. Hoje foi diferente. Debati novamente sobre questões gerais. Sobre alienação, sobre generalidades, conhecimento. O tipo de discussão que me faz crescer como pessoa intelectual, e não como um mero reprodutor (o que me aflige).
Me remete ao ensino médio. Faz um ano já. Parecem vinte. Naqueles anos que se foram, eu era bom em algo. Eu era um destaque. Não estamos discutindo a validade disso. Somente a ocorrência. Mas hoje me senti assim novamente. Não um destaque, mas uma voz ouvida. Faz tempo já. Minha voz esteve abafada esse ano. Não senti que levassem em consideração nada do que eu dissesse. Caí como que um estrangeiro em país hostil. Parece que todas as cordas vibravam e eu estava fora de freqüência e compasso para com as pessoas à minha volta.
Meios intelectuais são meu habitat. Posso ser um grande idiota infundamentado (não sei se sou). Mas só estar em contato com pessoas cuja intenção é racionalizar, é encontrar caminhos, é percorrer motivos; isso já é suficiente. Sincero eu procuro ser comigo mesmo. A contraposição de idéias é algo de divertido e prazeroso.
Então, a dica de hoje, a pequena contribuição que eu não tenho com vocês é: pratique variar. Pratique refletir. Pratique entender o trilho em que se está correndo, antes de cogitar pular do bonde sem compreender. Saber é bom. A ignorância protege, mas a inteligência fortalece. E eu vou em busca de me fortalecer.
Aliás, me sinto bem agora. Como não me sentia há tempos. Hoje volto de um filme, de reflexão e de discussão. Tá bem, admito que eu reflito bastante, mas não é o tipo de reflexão que me faz bem, é o tipo de reflexão gênica e pseudoprática que me enche a cabeça. Hoje foi diferente. Debati novamente sobre questões gerais. Sobre alienação, sobre generalidades, conhecimento. O tipo de discussão que me faz crescer como pessoa intelectual, e não como um mero reprodutor (o que me aflige).
Me remete ao ensino médio. Faz um ano já. Parecem vinte. Naqueles anos que se foram, eu era bom em algo. Eu era um destaque. Não estamos discutindo a validade disso. Somente a ocorrência. Mas hoje me senti assim novamente. Não um destaque, mas uma voz ouvida. Faz tempo já. Minha voz esteve abafada esse ano. Não senti que levassem em consideração nada do que eu dissesse. Caí como que um estrangeiro em país hostil. Parece que todas as cordas vibravam e eu estava fora de freqüência e compasso para com as pessoas à minha volta.
Meios intelectuais são meu habitat. Posso ser um grande idiota infundamentado (não sei se sou). Mas só estar em contato com pessoas cuja intenção é racionalizar, é encontrar caminhos, é percorrer motivos; isso já é suficiente. Sincero eu procuro ser comigo mesmo. A contraposição de idéias é algo de divertido e prazeroso.
Então, a dica de hoje, a pequena contribuição que eu não tenho com vocês é: pratique variar. Pratique refletir. Pratique entender o trilho em que se está correndo, antes de cogitar pular do bonde sem compreender. Saber é bom. A ignorância protege, mas a inteligência fortalece. E eu vou em busca de me fortalecer.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Acontece, mas não pela sua prece.
Engraçado mesmo. Já vou avisando aos religiosos idiotas e prepotentes de plantão que não me venham encher o saco com seus argumentos infundamentados escondendo-se atrás de Deus. Não me interessa nem um pouco o que vocês pensam ou deixam de pensar. Esse é um espaço de mostrar as minhas idéias, não para colocar em discussão o que quer que seja.
Eu sou religioso. Sim, eu acredito em Deus, freqüento a Igreja e rezo todos os dias ao acordar e dormir. Mas tenho uma crítica a fazer. Não propriamente a Deus ou à Igreja. Mas à geração de comodidade a partir do conceito de Deus. SIM, CONCEITO. Não me venha com esse papinho de gente ignorante, que Deus é uma entidade acima de conceitos. Até coisa que a gente não conhece, a gente dá conceito, o chamado pré-conceito, ou preconceito, para os íntimos. Pudera, para aquilo em que acreditamos, e em que baseamos nossas vidas, temos sim, um conceito. Ou senão, não haveria Allah, Buda, Deus, Krishna ou outra divindade qualquer.
Mas justamente, esse conceito é que é deturpado. As pessoas se escoram em Deus pra acreditarem que as coisas “acontecem”. Em que esperar pode ser algo produtivo, simplesmente porque se espera por Deus. E é justamente esse discursinho comodista que me dá no saco. Essa coisa do “calma, as coisas acontecem”. É o caralho! Se você não AGIR, se não planejar, melhorar, viver, as coisas NÃO VÃO ACONTECER! Não adianta botar as mãos pra cima e pedir à Deus que te dê vitória, dinheiro, sucesso, amor ou seja lá o que você queira.
Deus te deu VIDA, e por conseguinte, oportunidades iguais a todos, para CORRER ATRÁS e conseguir pelas próprias pernas. Mesmo assim, ainda é mérito e graça Dele, a sua vitória. Então, só peço às pessoas que não me digam o ACONTECE. Só me dêem um belo copo d’água na cara, acompanhado de um “ACORDA!”, toda vez que eu estiver chateado com o que não acontece na minha vida. Porque é isso que eu vou fazer com vocês, meus amigos.
Eu sou religioso. Sim, eu acredito em Deus, freqüento a Igreja e rezo todos os dias ao acordar e dormir. Mas tenho uma crítica a fazer. Não propriamente a Deus ou à Igreja. Mas à geração de comodidade a partir do conceito de Deus. SIM, CONCEITO. Não me venha com esse papinho de gente ignorante, que Deus é uma entidade acima de conceitos. Até coisa que a gente não conhece, a gente dá conceito, o chamado pré-conceito, ou preconceito, para os íntimos. Pudera, para aquilo em que acreditamos, e em que baseamos nossas vidas, temos sim, um conceito. Ou senão, não haveria Allah, Buda, Deus, Krishna ou outra divindade qualquer.
Mas justamente, esse conceito é que é deturpado. As pessoas se escoram em Deus pra acreditarem que as coisas “acontecem”. Em que esperar pode ser algo produtivo, simplesmente porque se espera por Deus. E é justamente esse discursinho comodista que me dá no saco. Essa coisa do “calma, as coisas acontecem”. É o caralho! Se você não AGIR, se não planejar, melhorar, viver, as coisas NÃO VÃO ACONTECER! Não adianta botar as mãos pra cima e pedir à Deus que te dê vitória, dinheiro, sucesso, amor ou seja lá o que você queira.
Deus te deu VIDA, e por conseguinte, oportunidades iguais a todos, para CORRER ATRÁS e conseguir pelas próprias pernas. Mesmo assim, ainda é mérito e graça Dele, a sua vitória. Então, só peço às pessoas que não me digam o ACONTECE. Só me dêem um belo copo d’água na cara, acompanhado de um “ACORDA!”, toda vez que eu estiver chateado com o que não acontece na minha vida. Porque é isso que eu vou fazer com vocês, meus amigos.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Mudanças sempre começam dentro da cabeça.
E não adianta achar que as coisas efetivamente mudarão de fora pra dentro. Claro que motivos podem surgir de dentro ou de fora, mas a ação efetiva de mudança e melhor sempre será uma mudança que começa no jeito de pensar. Como eu disse há pouco pra um amigo, os bons nem sempre têm grandes intenções, mas sempre bons motivos.
Sei lá, as vezes a gente muda por algo, por um anseio, um objetivo, a gente se adequa à realidade de conquistá-lo, e mesmo assim nada acontece. Mas é aí que mora o "pulo do gato"! A mudança que vem para bem, independente do resultado específico rende alterações generalizadas, na conduta e nos reflexos externos referentes a si..
Por isso é que eu estou convencido a mudar por mim, e creio que todos devessem tentar. Começar a perceber que as mudanças são feitas por nós e para nós, por mais que se pense que seja por outros motivos quaisquer. Porque aí, racionalizando esses processos de adequações, não condicionamos nossas condutas por resultados específicos, mas por contextualizações pertinentes!
Boa noite!
02:26 04/11/2010
Dedico em especial esse post à minha avo, Ana Júlia Guimarães, que faria 78 anos hoje. Está lá de cima papeando com Deus e rindo um pouco da pequeneza de seu neto! =D
Sei lá, as vezes a gente muda por algo, por um anseio, um objetivo, a gente se adequa à realidade de conquistá-lo, e mesmo assim nada acontece. Mas é aí que mora o "pulo do gato"! A mudança que vem para bem, independente do resultado específico rende alterações generalizadas, na conduta e nos reflexos externos referentes a si..
Por isso é que eu estou convencido a mudar por mim, e creio que todos devessem tentar. Começar a perceber que as mudanças são feitas por nós e para nós, por mais que se pense que seja por outros motivos quaisquer. Porque aí, racionalizando esses processos de adequações, não condicionamos nossas condutas por resultados específicos, mas por contextualizações pertinentes!
Boa noite!
02:26 04/11/2010
Dedico em especial esse post à minha avo, Ana Júlia Guimarães, que faria 78 anos hoje. Está lá de cima papeando com Deus e rindo um pouco da pequeneza de seu neto! =D
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Beleza
Eu quero a beleza,
É somente o que eu quero,
Diria o adolescente.
E negue o quanto for
Sei lá porque você tem a necessidade
De negar o que é.
Adolescente é superficial
É uma desculpa pra não ser adulto
E não ser tratado como criança.
Eu sou adolescente.
Já que me abriram uma vaga na sociedade
Tenho é medo de ser adulto
Não posso ser o devasso que gostaria
Se adulto fora.
Posso fingir que me importo
E ter um monte de gente que finge
Gostar do que eu falo
Concordar com o que eu penso
Afinal,
Estamos todos aqui pra fingir que prestamos
No discurso.
Mas o adolescente mais perigoso
É o que acha que não é.
Ele ama a beleza, a futilidade
Ama a superficialidade que lhe é inerente
Já que Deus ainda não lhe dera tempo pra aprofundar
E renega o que pensa
Pra estar maior do que os outros
Pra ser feito menor pelos outros
E se esquecer de que é igual.
Cansei de brigar comigo mesmo
Cansei!
Eu quero ser um inconseqüente
Só não me dei chances
E nem creio que vá me dar.
Mas ao menos, estou proposto a não ser o que nunca fora.
É somente o que eu quero,
Diria o adolescente.
E negue o quanto for
Sei lá porque você tem a necessidade
De negar o que é.
Adolescente é superficial
É uma desculpa pra não ser adulto
E não ser tratado como criança.
Eu sou adolescente.
Já que me abriram uma vaga na sociedade
Tenho é medo de ser adulto
Não posso ser o devasso que gostaria
Se adulto fora.
Posso fingir que me importo
E ter um monte de gente que finge
Gostar do que eu falo
Concordar com o que eu penso
Afinal,
Estamos todos aqui pra fingir que prestamos
No discurso.
Mas o adolescente mais perigoso
É o que acha que não é.
Ele ama a beleza, a futilidade
Ama a superficialidade que lhe é inerente
Já que Deus ainda não lhe dera tempo pra aprofundar
E renega o que pensa
Pra estar maior do que os outros
Pra ser feito menor pelos outros
E se esquecer de que é igual.
Cansei de brigar comigo mesmo
Cansei!
Eu quero ser um inconseqüente
Só não me dei chances
E nem creio que vá me dar.
Mas ao menos, estou proposto a não ser o que nunca fora.
Fuga
Tornou-se uma,
Escrever
Não sei de onde tirei
Que escrever resolveria meus problemas
Força-me a pensar algo que quero
E meu maior problema,
É justamente o pensar demais
Escrevo com um lápis, ou
Em frente ao computador
Tudo virtual
Nada concreto.
E justamente minha vida
Que era pra ser concreta
Passa a ser abstrata,
Passa a ser incorporada pelo que escrevo
Pelo que penso
E foge do que dá pra tocar.
Porquê?
Sabe-se lá
Se eu soubesse,
Provavelmente nem saberia
Escrever.
Mas saberia
Viver.
Escrever
Não sei de onde tirei
Que escrever resolveria meus problemas
Força-me a pensar algo que quero
E meu maior problema,
É justamente o pensar demais
Escrevo com um lápis, ou
Em frente ao computador
Tudo virtual
Nada concreto.
E justamente minha vida
Que era pra ser concreta
Passa a ser abstrata,
Passa a ser incorporada pelo que escrevo
Pelo que penso
E foge do que dá pra tocar.
Porquê?
Sabe-se lá
Se eu soubesse,
Provavelmente nem saberia
Escrever.
Mas saberia
Viver.
Música
Goste da que for
Você vai gostar de alguma.
Dance!
Cante!
Emocione-se!
Durma!
Mas nada, é uma opção inexistente.
Ninguém consegue não reagir à música.
É maior do que você.
Notas são tocadas, notas tocam, você.
Letras em inglês que muitos jamais vão entender
Soam acompanhando um toque de guitarras
Sabe-se lá porque, eu adoro
Mesmo sem entender o que se fala.
Você vai gostar de alguma.
Dance!
Cante!
Emocione-se!
Durma!
Mas nada, é uma opção inexistente.
Ninguém consegue não reagir à música.
É maior do que você.
Notas são tocadas, notas tocam, você.
Letras em inglês que muitos jamais vão entender
Soam acompanhando um toque de guitarras
Sabe-se lá porque, eu adoro
Mesmo sem entender o que se fala.
Não há cristão
Não há nem uma razão
Não há religião
Não há consciência
Enquanto não houver entendimento
São só árvores
E quem sopra o vento não é o seu Deus
E sim um grande ventilador plantado
Por quem se interessa em lhe guiar
Bem plantado
Deixe as raízes que lhe deram pra trás
E crie suas próprias
Raízes que se aprofundem no meio que o cerca
Todas as direções
Todo o ambiente
Todas as árvores.
Entenda onde vive.
Parabéns, você encontrou seu Deus, cristão.
Não há religião
Não há consciência
Enquanto não houver entendimento
São só árvores
E quem sopra o vento não é o seu Deus
E sim um grande ventilador plantado
Por quem se interessa em lhe guiar
Bem plantado
Deixe as raízes que lhe deram pra trás
E crie suas próprias
Raízes que se aprofundem no meio que o cerca
Todas as direções
Todo o ambiente
Todas as árvores.
Entenda onde vive.
Parabéns, você encontrou seu Deus, cristão.
Louco
São três da manhã
De novo, de novo, tão velho
Amanhã foi ontem.
E será até que eu deixe de viver amanhã
E me recorde do ontem,
Só como um dia passado
Não como um modelo passando
Como uma película 8mm
Diante dos meus olhos.
Rotina, bate
Bate todo dia,
É pedra dura jogada em água mole
Espalha tudo pra todo lado
E se mantém inteira
Pra amanhã
Pra sabe Deus quando.
E enquanto minha atitude for menor
Que minhas querências
Não há amanhã pras minhas carências
Louco é quem vive.
O resto é só palco pras loucuras
Quem vive, quem não vive.
Não é uma questão tão biológica
Não é o bater do coração
Mas o motivo pelo qual ele bate
Porque quem não tem esse conforto,
Estará eternamente morto em sua rotina
De louco. De novo, de novo. De velho.
De novo, de novo, tão velho
Amanhã foi ontem.
E será até que eu deixe de viver amanhã
E me recorde do ontem,
Só como um dia passado
Não como um modelo passando
Como uma película 8mm
Diante dos meus olhos.
Rotina, bate
Bate todo dia,
É pedra dura jogada em água mole
Espalha tudo pra todo lado
E se mantém inteira
Pra amanhã
Pra sabe Deus quando.
E enquanto minha atitude for menor
Que minhas querências
Não há amanhã pras minhas carências
Louco é quem vive.
O resto é só palco pras loucuras
Quem vive, quem não vive.
Não é uma questão tão biológica
Não é o bater do coração
Mas o motivo pelo qual ele bate
Porque quem não tem esse conforto,
Estará eternamente morto em sua rotina
De louco. De novo, de novo. De velho.
Quando eu Quero!
Que mania de criança!
Mania essa de querência,
Mania de ditador de quem o ama
Mania de birrento de quem não o atura
Se acaba aprendendo a controlar.
Mas esquecer? Nunca.
Ninguém se esquece de querer
De querer agora.
E se amanhã eu disser que quero depois
É porque penso desde ontem,
E me remói o pensamento
Ser não mais criança.
As necessidades foram mais simples
As querências mais acessíveis
Os pais mais complacentes
As crianças mais felizes.
E hoje, quando já não sou mais criança
Invejo aqueles que não cresceram
Que em seus 20 e poucos
São crianças
Pois têm tudo o que querem.
Odeio o que amaria.
Se soubesse, eu faria!
Se pudesse, eu seria!
Detesto dançar-a-dois
Se meus pés esquerdos não fossem dois
Dançaria até sozinho.
Abomino amar os belos
Se fosse um deles,
Amaria ser amado.
Odeio não ser inconseqüente
Se as conseqüências não fossem tão não-eu
Seria eu quem eu mesmo odeio?
E veja que amo escrever,
Amo a música, amo falar.
Adoro apreciar uma bebida,
E traçar planos pro futuro.
Porque isso, eu faço,
Não sonho em fazer.
Mania essa de querência,
Mania de ditador de quem o ama
Mania de birrento de quem não o atura
Se acaba aprendendo a controlar.
Mas esquecer? Nunca.
Ninguém se esquece de querer
De querer agora.
E se amanhã eu disser que quero depois
É porque penso desde ontem,
E me remói o pensamento
Ser não mais criança.
As necessidades foram mais simples
As querências mais acessíveis
Os pais mais complacentes
As crianças mais felizes.
E hoje, quando já não sou mais criança
Invejo aqueles que não cresceram
Que em seus 20 e poucos
São crianças
Pois têm tudo o que querem.
Odeio o que amaria.
Se soubesse, eu faria!
Se pudesse, eu seria!
Detesto dançar-a-dois
Se meus pés esquerdos não fossem dois
Dançaria até sozinho.
Abomino amar os belos
Se fosse um deles,
Amaria ser amado.
Odeio não ser inconseqüente
Se as conseqüências não fossem tão não-eu
Seria eu quem eu mesmo odeio?
E veja que amo escrever,
Amo a música, amo falar.
Adoro apreciar uma bebida,
E traçar planos pro futuro.
Porque isso, eu faço,
Não sonho em fazer.
Troca, dilho!
Ah, ansiedade..
Vai embora!
Vai pra longe, pra onde não possa
Me tirar a calma,
Quando eu mais preciso
Quando nem mesmo a tenho
Tenho a calma, tenho o motivo
Ela.
Vai embora!
Vai pra longe, pra onde não possa
Me tirar a calma,
Quando eu mais preciso
Quando nem mesmo a tenho
Tenho a calma, tenho o motivo
Ela.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Danilo Genial
O humorista Danilo Gentili postou a seguinte piada no seu twitter: "King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?"
A ONG Afrobras se posicionou contra: "Nos próximos dias devemos fazer uma carta de repúdio. Estamos avaliando ainda uma representação criminal", diz José Vicente, presidente da ONG. "Isso foi indevido, inoportuno, de mau gosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade", avalia Vicente.
Alguns minutos após escrever seu primeiro "twitter" sobre King Kong, Gentili tentou se justificar no microblog: "Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?" (GENIAL) "Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com o cara porque é famoso. A cabeça de vocês é que têm preconceito. "Mas, calma! Essa não foi a tal resposta genial que está no título, e sim ESTA: "Se você me disser que é da raça negra, preciso dizer que você também é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças.
E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra, pois, se todas as raças são iguais, então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo? Quem propagou a ideia que "negro" é uma raça foram os escravagistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: "Podemos tratá-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra".
Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho de ser da raça negra, eu juro que nem me passa pela cabeça chamá-lo de macaco, mas sim de burro. Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de v***** e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados. Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando: - O macaco é o pior de todos.
Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos. Prefiro ser chamado de macaco a ser chamado de girafa. Peça a um cientista que faça um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota. Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa, e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?
Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo "preto" pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: "Branco, Amarelo, Vermelho, Negro"?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho, não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas, é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.
Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: "E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!". Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer "Desculpe meu querido, mas já que é um afro-descendente, é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!" Sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas; afinal eu usei os termos politicamente corretos e não a palavra "preto" ou "macaco", que são palavras tão horríveis.
Os politicamente corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite: isso é racismo, pois transmite a ideia de superioridade que essas pessoas sentem de si em relação aos seus "defendidos" . Agora peço que não sejam racistas comigo, por favor. Não é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso, nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade, sou ítalo-descendente. Italianos não escravizaram africanos no Brasil. Vieram pra cá e, assim como os pretos, trabalharam na lavoura.
A diferença é que Escrava Isaura fez mais sucesso que Terra Nostra. Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mau gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer raça no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram negros como animais. Mas também os compraram de outros negros. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano, e sim da sociedade dominante.
Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos. Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca ter escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.
Se é engraçado piada de gay e gordo, por que não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café-com-leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos? Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém mais velho com o chicote. Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo "negro" ou "afro-descendente" , tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar.
Na minha cabeça, você será apenas preto e eu, branco, da mesma raça - a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita "100% humano", pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão.
A ONG Afrobras se posicionou contra: "Nos próximos dias devemos fazer uma carta de repúdio. Estamos avaliando ainda uma representação criminal", diz José Vicente, presidente da ONG. "Isso foi indevido, inoportuno, de mau gosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade", avalia Vicente.
Alguns minutos após escrever seu primeiro "twitter" sobre King Kong, Gentili tentou se justificar no microblog: "Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?" (GENIAL) "Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com o cara porque é famoso. A cabeça de vocês é que têm preconceito. "Mas, calma! Essa não foi a tal resposta genial que está no título, e sim ESTA: "Se você me disser que é da raça negra, preciso dizer que você também é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças.
E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra, pois, se todas as raças são iguais, então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo? Quem propagou a ideia que "negro" é uma raça foram os escravagistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: "Podemos tratá-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra".
Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho de ser da raça negra, eu juro que nem me passa pela cabeça chamá-lo de macaco, mas sim de burro. Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de v***** e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados. Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando: - O macaco é o pior de todos.
Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos. Prefiro ser chamado de macaco a ser chamado de girafa. Peça a um cientista que faça um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota. Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa, e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?
Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo "preto" pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: "Branco, Amarelo, Vermelho, Negro"?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho, não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas, é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.
Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: "E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!". Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer "Desculpe meu querido, mas já que é um afro-descendente, é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!" Sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas; afinal eu usei os termos politicamente corretos e não a palavra "preto" ou "macaco", que são palavras tão horríveis.
Os politicamente corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite: isso é racismo, pois transmite a ideia de superioridade que essas pessoas sentem de si em relação aos seus "defendidos" . Agora peço que não sejam racistas comigo, por favor. Não é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso, nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade, sou ítalo-descendente. Italianos não escravizaram africanos no Brasil. Vieram pra cá e, assim como os pretos, trabalharam na lavoura.
A diferença é que Escrava Isaura fez mais sucesso que Terra Nostra. Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mau gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer raça no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram negros como animais. Mas também os compraram de outros negros. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano, e sim da sociedade dominante.
Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos. Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca ter escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.
Se é engraçado piada de gay e gordo, por que não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café-com-leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos? Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém mais velho com o chicote. Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo "negro" ou "afro-descendente" , tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar.
Na minha cabeça, você será apenas preto e eu, branco, da mesma raça - a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita "100% humano", pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão.
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