quinta-feira, 11 de novembro de 2010

#10

Sei lá. To cansado de tudo o que eu ando escrevendo. De bater na mesma tecla pra reiterar o quanto eu odeio a mediocridade e a hipocrisia, e como isso me persegue, não sei se por eu ser, ou mesmo por eu achar que tenho esses defeitos. Esse ciclismo autodestrutivo de idéias, argumentações e valores vale como reflexão, mas só faz mal, e nada produz. Então resolvi por bem falar sobre outra coisa qualquer. Ainda não me veio à cabeça o que, mas sei que ao decorrer dessa página, as idéias virão. Até porque se não vierem, não haverá decorrer.

Aliás, me sinto bem agora. Como não me sentia há tempos. Hoje volto de um filme, de reflexão e de discussão. Tá bem, admito que eu reflito bastante, mas não é o tipo de reflexão que me faz bem, é o tipo de reflexão gênica e pseudoprática que me enche a cabeça. Hoje foi diferente. Debati novamente sobre questões gerais. Sobre alienação, sobre generalidades, conhecimento. O tipo de discussão que me faz crescer como pessoa intelectual, e não como um mero reprodutor (o que me aflige).

Me remete ao ensino médio. Faz um ano já. Parecem vinte. Naqueles anos que se foram, eu era bom em algo. Eu era um destaque. Não estamos discutindo a validade disso. Somente a ocorrência. Mas hoje me senti assim novamente. Não um destaque, mas uma voz ouvida. Faz tempo já. Minha voz esteve abafada esse ano. Não senti que levassem em consideração nada do que eu dissesse. Caí como que um estrangeiro em país hostil. Parece que todas as cordas vibravam e eu estava fora de freqüência e compasso para com as pessoas à minha volta.

Meios intelectuais são meu habitat. Posso ser um grande idiota infundamentado (não sei se sou). Mas só estar em contato com pessoas cuja intenção é racionalizar, é encontrar caminhos, é percorrer motivos; isso já é suficiente. Sincero eu procuro ser comigo mesmo. A contraposição de idéias é algo de divertido e prazeroso.

Então, a dica de hoje, a pequena contribuição que eu não tenho com vocês é: pratique variar. Pratique refletir. Pratique entender o trilho em que se está correndo, antes de cogitar pular do bonde sem compreender. Saber é bom. A ignorância protege, mas a inteligência fortalece. E eu vou em busca de me fortalecer.

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