Quando nasci, meio que eu
À sombra de quem nunca viu
Sem anjos tocando trombetas
Sem gauche, sem medo, sem frio
Veio um Deus reto,
Me disse palavras de vento
Num frenesi, olhando pro teto
Entendi o porque "não entendo"
Vai, Cristiano!
Vai ser..
Só ser, só fazer ou não.
"Gauche" é esquerdo em francês,
Errado mesmo, é o que não se fez
Se levantar as mãos pro céu,
Não vai cair nada
Até porque daquela altura
O que vier, mata.
Se você ainda não deu certo,
Garanto não é minha culpa.
Põe na conta do livre-arbítrio,
E de seus mandantes arbitrários.
Vai, Cristiano, ser alguém,
Pelas próprias pernas,
Caminhe o seu caminho, não o dos outros
Esperar respaldo de Deus
É querer que eu te dê mais que a vida
E que tome o direito de vivê-la
Como queira.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
"Tocar o Foda-se" for dummies
Assim, a minha seriedade em relacionamentos sempre foi a corda ao redor dos meus pés. A verdade é que mulheres sa minha idade não querem compromisso. E nem os homens. Eu sei lá de onde tirei essa mania de levar a cabo essa idéia esdrúxula. Mas é complicado.
Meu grande sonh era tocar o "foda-se", deixar de me importar, curtir igualmente aos outros, sem consequência, sem remorsos, sem sentimento, essa convençãozinha social que um monte de crianças de 14 anos insistem em alegar que é amor. Mas cê acha mesmo que conseguiria?
Pois bem, acho que de tanto tentar, acabei conseguindo em todos os âmbitos menos no que eu queria. A propósito, no âmbito relacionamento, isso só piorou, já que agora consta mais uns 2 anos de reflexão, estereótipos desvendados, comportamentos fichados e descrença. Fora isso, acabei tocando o foda-se em todos os outros ambitos, deixando de curtir 100% amigos, eventos, família, conquistas, faculdade, habilidades. Tudo isso ficou tão negligenciado, tão apagado frente ao questionamento social, que acabou sendo tocado pra escanteio.
To falando isso como um alerta. Será que vale a pena sucatear a sua vida por amor? Será que não se pode viver bem e feliz sem um? Não que eu queira, mas as vezes é bom perceber que a busca incessante por amor pode acabar comprometendo ostras partes da sua vida, ferrando você lá na frente, já que vai ficar sem formação, amigos, suporte, experiência.. e sem amor também.
Boa noite!
00:51 26/10/10
Meu grande sonh era tocar o "foda-se", deixar de me importar, curtir igualmente aos outros, sem consequência, sem remorsos, sem sentimento, essa convençãozinha social que um monte de crianças de 14 anos insistem em alegar que é amor. Mas cê acha mesmo que conseguiria?
Pois bem, acho que de tanto tentar, acabei conseguindo em todos os âmbitos menos no que eu queria. A propósito, no âmbito relacionamento, isso só piorou, já que agora consta mais uns 2 anos de reflexão, estereótipos desvendados, comportamentos fichados e descrença. Fora isso, acabei tocando o foda-se em todos os outros ambitos, deixando de curtir 100% amigos, eventos, família, conquistas, faculdade, habilidades. Tudo isso ficou tão negligenciado, tão apagado frente ao questionamento social, que acabou sendo tocado pra escanteio.
To falando isso como um alerta. Será que vale a pena sucatear a sua vida por amor? Será que não se pode viver bem e feliz sem um? Não que eu queira, mas as vezes é bom perceber que a busca incessante por amor pode acabar comprometendo ostras partes da sua vida, ferrando você lá na frente, já que vai ficar sem formação, amigos, suporte, experiência.. e sem amor também.
Boa noite!
00:51 26/10/10
sábado, 23 de outubro de 2010
Pra falar de Política e Medicina e Academicismo.
Fui "gentilmente" convidado a escrever para o jornal "O Patológico", do Centro Acadêmico Adolfo Lutz (Medicina Unicamp).
Esse é o primeiro texto que será encaminhado para publicação. Espero que seja publicado.
Queremos falar de política? Queremos falar somente de política? Queremos discutir juízo de valores em um espaço que pede idéias de valor?
Então, vamos falar de política. Mas não sem Medicina. Em um espaço criado para acadêmicos de Medicina, acho que não seria menos do que justo tratar de qualquer assunto de interesse dos acadêmicos, mas, lembremos de que não deixamos de sermos aspirantes à escola de Esculápio.
Pois bem, falando de Esculápio e Hipócrates, peguemos justamente o contexto clássico em que eles viviam. Contexto esse em que surgia a valorização do conhecimento, o homem como "medida de todas as coisas", o antropocentrismo e o racionalismo em alta. É nesse âmbito que surge a política como expressão cultural-social. Como o próprio nome remete, política vem de "Pólis", cidade, e representa em seu vocábulo, a "ciência de discussão acerca de interesses que remetem à cidade, e por extensão a todos que dela fazem parte: os cidadãos". É importante observar que falar de política não se restringe a discussões de posicionamento político, de medidas, de ideologias. Discutir política excede as discussões de rodas politizadas e excludentes. Discutir política é discutir condutas, buscar resultados e promover melhoras.
As instituições de hoje têm, em seu cerne, funções e delimitações definidas. O grande problema logístico e ideológico das instituições é a mescla entre orientação política, conduta e aspectos pessoais. Quando, à frente de uma instituição, há alguém com uma posição política definida, com uma conduta engessada em métodos supostamente melhores do que quaisquer outros (e completamente não-passíveis de críticas construtivas), e principalmente, que leva em consideração aspectos pessoais pra levar a frente uma congregação coletiva, essa instituição está fadada à desaprovação de seu público-alvo.
É interessante notar que sermos politizados é COMPLETAMENTE diferente de sermos políticos, que também difere muito de praticarmos política. Outro grande entrave surge daí, já que, se alguém começa a levar pra vida esses termos mal-explicados, esse alguém passa a se considerar político por ser politizado, ou vice-versa. Partindo daí, gera-se uma linha de conduta baseada em preceitos equivocados, que ferem o funcionamento de indivíduos e instituições.
Ser politizado é, basicamente, ter informação, discernimento, embasamento de vivência e de teoria. Ser político é, dentro do termo-comum, ocupar um cargo na estrutura estabelecida de admnistração, legislação, direito e poder. E por último, praticar política é lidar com pessoas em determinada situação/meio social de maneira a conseguir, através de conduta e discurso, gerar um assunto, uma pendência, uma necessidade ou mesmo uma vantagem. Praticar política é saber lidar com outros em uma sociedade.
Então pense bem, em qualquer instituição, existem aqueles que são políticos. Eles podem ser políticos que praticam política e são politizados, em um contexto ideal. O grande problema é quando isso é incompleto. Ou um político politizado e completamente alheio à argumentação, ou por outro lado, um político que não sabe sua função, mas lida muito bem com a sociedade.O primeiro caso será execrado. O segundo terá sua posição mantida. Ambos são desvios comportamentais.
E dentro do âmbito da Medicina, ser ambas as coisas é essencial. Um médico lidará com hierarquias, com instituições, com ordens e logística. Terá que tomar decisões conjuntas, com equipes multiprofissionais. E mais importante, terá que lidar com pessoas e suas necessidades, anseios, opiniões e crenças, tudo isso pra poder salvá-las e/ou ajudá-las. Se tivermos médicos excessivamente intransigentes, teremos pacientes desinformados e insatisfeitos.
E dentro do âmbito acadêmico, mais especificamente em uma instituição de massa, seja ela qual for, ser ambas as coisas também é essencial. Colocar no bolso uma instituição de posse e raio de ação coletivo é pedir pra ser criticado por uma massa razoável. Quando, numa instituição para muitos, segue-se a linha de raciocínio de poucos, priva-se uma grande maioria de usufruir plenamente, de ter coisas e funções acerca dos interesses da maioria. Fechar uma instituição coletiva para interesses, opiniões, ações e movimentos pessoais e ioneficaz e egoísta. Já tivemos inúmeros exemplos disso, como no Partido Comunista Chinês e Russo, como nas ditaduras militares, como no Nazifascismo e como em expressões absolutistas. O ponto comum desses movimentos é a insatifação da maioria e a crítica generalizada que os fez cair por terra, seja por incompetência, por guerras ou levantes sociais.
O bom líder é aquele que não gera constantemente motivos para ser criticado, pois uma vez que sua fraqueza é percebida por aquele que está sob sua jurisdição, esse alguém passa a ser forte na influência sobre a sua até então soberana decisão. Ou seja, ele perde seu status de líder.
Quer ser intransigente, mostre-se complacente.
Esse é o primeiro texto que será encaminhado para publicação. Espero que seja publicado.
Queremos falar de política? Queremos falar somente de política? Queremos discutir juízo de valores em um espaço que pede idéias de valor?
Então, vamos falar de política. Mas não sem Medicina. Em um espaço criado para acadêmicos de Medicina, acho que não seria menos do que justo tratar de qualquer assunto de interesse dos acadêmicos, mas, lembremos de que não deixamos de sermos aspirantes à escola de Esculápio.
Pois bem, falando de Esculápio e Hipócrates, peguemos justamente o contexto clássico em que eles viviam. Contexto esse em que surgia a valorização do conhecimento, o homem como "medida de todas as coisas", o antropocentrismo e o racionalismo em alta. É nesse âmbito que surge a política como expressão cultural-social. Como o próprio nome remete, política vem de "Pólis", cidade, e representa em seu vocábulo, a "ciência de discussão acerca de interesses que remetem à cidade, e por extensão a todos que dela fazem parte: os cidadãos". É importante observar que falar de política não se restringe a discussões de posicionamento político, de medidas, de ideologias. Discutir política excede as discussões de rodas politizadas e excludentes. Discutir política é discutir condutas, buscar resultados e promover melhoras.
As instituições de hoje têm, em seu cerne, funções e delimitações definidas. O grande problema logístico e ideológico das instituições é a mescla entre orientação política, conduta e aspectos pessoais. Quando, à frente de uma instituição, há alguém com uma posição política definida, com uma conduta engessada em métodos supostamente melhores do que quaisquer outros (e completamente não-passíveis de críticas construtivas), e principalmente, que leva em consideração aspectos pessoais pra levar a frente uma congregação coletiva, essa instituição está fadada à desaprovação de seu público-alvo.
É interessante notar que sermos politizados é COMPLETAMENTE diferente de sermos políticos, que também difere muito de praticarmos política. Outro grande entrave surge daí, já que, se alguém começa a levar pra vida esses termos mal-explicados, esse alguém passa a se considerar político por ser politizado, ou vice-versa. Partindo daí, gera-se uma linha de conduta baseada em preceitos equivocados, que ferem o funcionamento de indivíduos e instituições.
Ser politizado é, basicamente, ter informação, discernimento, embasamento de vivência e de teoria. Ser político é, dentro do termo-comum, ocupar um cargo na estrutura estabelecida de admnistração, legislação, direito e poder. E por último, praticar política é lidar com pessoas em determinada situação/meio social de maneira a conseguir, através de conduta e discurso, gerar um assunto, uma pendência, uma necessidade ou mesmo uma vantagem. Praticar política é saber lidar com outros em uma sociedade.
Então pense bem, em qualquer instituição, existem aqueles que são políticos. Eles podem ser políticos que praticam política e são politizados, em um contexto ideal. O grande problema é quando isso é incompleto. Ou um político politizado e completamente alheio à argumentação, ou por outro lado, um político que não sabe sua função, mas lida muito bem com a sociedade.O primeiro caso será execrado. O segundo terá sua posição mantida. Ambos são desvios comportamentais.
E dentro do âmbito da Medicina, ser ambas as coisas é essencial. Um médico lidará com hierarquias, com instituições, com ordens e logística. Terá que tomar decisões conjuntas, com equipes multiprofissionais. E mais importante, terá que lidar com pessoas e suas necessidades, anseios, opiniões e crenças, tudo isso pra poder salvá-las e/ou ajudá-las. Se tivermos médicos excessivamente intransigentes, teremos pacientes desinformados e insatisfeitos.
E dentro do âmbito acadêmico, mais especificamente em uma instituição de massa, seja ela qual for, ser ambas as coisas também é essencial. Colocar no bolso uma instituição de posse e raio de ação coletivo é pedir pra ser criticado por uma massa razoável. Quando, numa instituição para muitos, segue-se a linha de raciocínio de poucos, priva-se uma grande maioria de usufruir plenamente, de ter coisas e funções acerca dos interesses da maioria. Fechar uma instituição coletiva para interesses, opiniões, ações e movimentos pessoais e ioneficaz e egoísta. Já tivemos inúmeros exemplos disso, como no Partido Comunista Chinês e Russo, como nas ditaduras militares, como no Nazifascismo e como em expressões absolutistas. O ponto comum desses movimentos é a insatifação da maioria e a crítica generalizada que os fez cair por terra, seja por incompetência, por guerras ou levantes sociais.
O bom líder é aquele que não gera constantemente motivos para ser criticado, pois uma vez que sua fraqueza é percebida por aquele que está sob sua jurisdição, esse alguém passa a ser forte na influência sobre a sua até então soberana decisão. Ou seja, ele perde seu status de líder.
Quer ser intransigente, mostre-se complacente.
domingo, 17 de outubro de 2010
Gregory House, M.D.
Vou ser um pouco repetitivo aqui, afinal, é muito comum escrever sobre algo que se gosta. Mas sei lá, eu sempre fui um cara crítico, sempre odiei a maioria das modinhas e tendências, o que faz de mim um grande idiota para a maioria das pessoas, e que faz de mim, eu mesmo, pra quem importa. Mas “House M.D.” sempre me intrigou, por ser uma série de difusão impressionante, podendo ser considerado até mesmo uma modinha que me pegou no contrapé.
Posso dizer que eu fiz a contramão de meus amigos que gostam da série, já que muitos deles resolveram fazer Medicina graças à série. Eu comecei a cursar Medicina, e depois, por coincidências do destino, acabei cruzando meu olhar por uma tela que tivesse essa brilhante atuação de Hugh Laurie na pele do Dr. Gregory House. Mas mais curioso de tudo, é que pouco me interessa a parte médica do seriado, muito embora o enredo de David Shore tenha seu quê de genial e lúdico nesse setor.
O que me intriga mesmo é a porção social e emocional, a profundidade da série como um legítimo e inovador drama. Foge dos padrões das séries de hoje, com histórias de amor clichês ou humor fino. Transcende isso para um âmbito sincero de relacionamentos, conflitos, desvios morais, conformidades e, mais importante, o jogo de aparências, os paradigmas quebrados pela figura do Dr. House.
Quem acompanha meus textos irá perceber claramente o posicionamento crítico, racional e essencialmente anti-hipocrisias. E a desmistificação do meu interesse, mais do que pela série, pelo personagem de Laurie, é o modo de pensar dele. Os conflitos que advém da quebra total da hipocrisia, do sucateamento de julgamentos alheios, da valorização (até excessiva) da própria intelectualidade, da sinceridade arrogante, das mentiras convenientes.
Toda uma carga de conceito e realidades diferentes do que é vendido por todas as séries faz com que eu me sinta envolvido. Tudo o que eu prezo, e que me ferra muito por seguir, que é essa coisa de querer “preto-no-branco” e ser taxado de inocente, tudo isso me leva a crer que “House M.D” é algo mais do que os seriados que eu costumo orgulhosamente ignorar.
Posso dizer que eu fiz a contramão de meus amigos que gostam da série, já que muitos deles resolveram fazer Medicina graças à série. Eu comecei a cursar Medicina, e depois, por coincidências do destino, acabei cruzando meu olhar por uma tela que tivesse essa brilhante atuação de Hugh Laurie na pele do Dr. Gregory House. Mas mais curioso de tudo, é que pouco me interessa a parte médica do seriado, muito embora o enredo de David Shore tenha seu quê de genial e lúdico nesse setor.
O que me intriga mesmo é a porção social e emocional, a profundidade da série como um legítimo e inovador drama. Foge dos padrões das séries de hoje, com histórias de amor clichês ou humor fino. Transcende isso para um âmbito sincero de relacionamentos, conflitos, desvios morais, conformidades e, mais importante, o jogo de aparências, os paradigmas quebrados pela figura do Dr. House.
Quem acompanha meus textos irá perceber claramente o posicionamento crítico, racional e essencialmente anti-hipocrisias. E a desmistificação do meu interesse, mais do que pela série, pelo personagem de Laurie, é o modo de pensar dele. Os conflitos que advém da quebra total da hipocrisia, do sucateamento de julgamentos alheios, da valorização (até excessiva) da própria intelectualidade, da sinceridade arrogante, das mentiras convenientes.
Toda uma carga de conceito e realidades diferentes do que é vendido por todas as séries faz com que eu me sinta envolvido. Tudo o que eu prezo, e que me ferra muito por seguir, que é essa coisa de querer “preto-no-branco” e ser taxado de inocente, tudo isso me leva a crer que “House M.D” é algo mais do que os seriados que eu costumo orgulhosamente ignorar.
#9
Como onze jogadores, em suas posições adequadas não fazem um time. Sim, metáfora inútil, mas pra explicar coisas bem pertinentes. Estarei vestindo completamente a carapuça, enquanto falo aqui. Defendo a transitoriedade da situação, mas façamos uma breve reflexão.
Os caras que um dia já se sentiram rejeitados sem motivos vão ter um referencial pra entender um pouco disso, apesar de que, assim como eu, ainda vão continuar chateados.
Na nossa sociedade, a atração, que é coisa tão biológica/natural, foi condicionada. Assim como cães se condicionam a fazer as necessidades no jornal, como pombos-correio retornam ao local de origem, podemos ser condicionados. E se o sucesso social consiste em coisas como riqueza, beleza, e coisas mais, isso se mescla com a nossa carga biológica, definindo assim, o que nos atrai. É claro que algumas pessoas são diferentes, como alguns cães continuam urinando no tapete, ou como existem pombos que não são correio. Mas estamos tratando da maioria, Ok?
Então, o que se prezaria em teoria, considerando todas as variantes existentes seriam coisas como: boa conversa, beleza, bom nível social, bom físico, inteligência, atenção, um leve de romantismo, um muito de iniciativa e invasividade (a famosa “pegada”). Com destaque maior de algumas coisas sobre outras, dependendo de fase da vida, de criação, círculo de amigos, e outras tantas coisas. Habilidades, sensibilidades e principalmente uma coisa básica: consciência de que se é desejado, baseada em fatos, motivos ou mesmo mentiras, porque no fundo, é só um reflexo de atitude.
Eu digo isso refletindo um caso pessoal mesmo. Eu gostei muito de alguém. Fiz tudo, tudo o que pude dentro das minhas limitações. Mas mesmo assim, uma mescla de falta de conceitos que, em teoria seriam bem atraentes para a garota da qual estava afim não permitiu que eu “mexesse com ela”.
Cabe aqui uma breve explanação. Essa coisa de “mexer” é justamente uma comunhão dos atributos mais evidentes que importam pra uma mulher ou para um homem. É simplesmente uma atração gerada sem ação. É o que ferra a vida de quem não foi agraciado por beleza, iniciativa e/ou lábia.
Mas voltando, a garota disse que adorou tudo o que fiz, que eu tinha várias características, a grande maioria delas, para que ela gostasse de alguém, mas que não dava. Resumindo, não havia nem motivo aparente para essa rejeição. Aí mora uma fonte de meses de frustração, choro, e todas essas viadagens que todos escondem, mas que todos têm, e eu é que não me prenderia à hipocrisia de achar que seria uma ferida na minha masculinidade. Quem é convicto de si, é convicto de suas atitudes, e tenho dito.
Enfim, hoje, cheguei a essa conclusão, que remete à metáfora do início do texto. Na concepção dela, eu tinha onze jogadores, mas não um time. É a mesma coisa de ter todas as tintas e não ter um quadro. Porque, pelo menos na fase da vida em que ela está, simplesmente vale mais ter um time pronto, ter alguém que convenientemente “mexa” com ela, a despeito de qualquer problema que isso possa acarretar, do que ter jogadores pra treinar. É mais simples se deixar arrebatar por paixões do que construir um amor.
Seja como for, nessa dor de cotovelo literária, só faço isso porque procuro algumas respostas. E não publicar esse texto seria continuar com os pensamentos presos na cabeça, limitados ao meu julgamento.
Óbvio, claro que eu posso, e devo estar errado. Talvez mesmo ela só disse isso pra que eu me sentisse menos compatível com o que realmente sou. Óbvio também que não deu certo. Mas, fazer o que... Ninguém quer escolher por quem se apaixona. Nem eu por ela, nem ela por quem lhe convenha.
Acho que ta bom por isso mesmo... Hasta luego.
Os caras que um dia já se sentiram rejeitados sem motivos vão ter um referencial pra entender um pouco disso, apesar de que, assim como eu, ainda vão continuar chateados.
Na nossa sociedade, a atração, que é coisa tão biológica/natural, foi condicionada. Assim como cães se condicionam a fazer as necessidades no jornal, como pombos-correio retornam ao local de origem, podemos ser condicionados. E se o sucesso social consiste em coisas como riqueza, beleza, e coisas mais, isso se mescla com a nossa carga biológica, definindo assim, o que nos atrai. É claro que algumas pessoas são diferentes, como alguns cães continuam urinando no tapete, ou como existem pombos que não são correio. Mas estamos tratando da maioria, Ok?
Então, o que se prezaria em teoria, considerando todas as variantes existentes seriam coisas como: boa conversa, beleza, bom nível social, bom físico, inteligência, atenção, um leve de romantismo, um muito de iniciativa e invasividade (a famosa “pegada”). Com destaque maior de algumas coisas sobre outras, dependendo de fase da vida, de criação, círculo de amigos, e outras tantas coisas. Habilidades, sensibilidades e principalmente uma coisa básica: consciência de que se é desejado, baseada em fatos, motivos ou mesmo mentiras, porque no fundo, é só um reflexo de atitude.
Eu digo isso refletindo um caso pessoal mesmo. Eu gostei muito de alguém. Fiz tudo, tudo o que pude dentro das minhas limitações. Mas mesmo assim, uma mescla de falta de conceitos que, em teoria seriam bem atraentes para a garota da qual estava afim não permitiu que eu “mexesse com ela”.
Cabe aqui uma breve explanação. Essa coisa de “mexer” é justamente uma comunhão dos atributos mais evidentes que importam pra uma mulher ou para um homem. É simplesmente uma atração gerada sem ação. É o que ferra a vida de quem não foi agraciado por beleza, iniciativa e/ou lábia.
Mas voltando, a garota disse que adorou tudo o que fiz, que eu tinha várias características, a grande maioria delas, para que ela gostasse de alguém, mas que não dava. Resumindo, não havia nem motivo aparente para essa rejeição. Aí mora uma fonte de meses de frustração, choro, e todas essas viadagens que todos escondem, mas que todos têm, e eu é que não me prenderia à hipocrisia de achar que seria uma ferida na minha masculinidade. Quem é convicto de si, é convicto de suas atitudes, e tenho dito.
Enfim, hoje, cheguei a essa conclusão, que remete à metáfora do início do texto. Na concepção dela, eu tinha onze jogadores, mas não um time. É a mesma coisa de ter todas as tintas e não ter um quadro. Porque, pelo menos na fase da vida em que ela está, simplesmente vale mais ter um time pronto, ter alguém que convenientemente “mexa” com ela, a despeito de qualquer problema que isso possa acarretar, do que ter jogadores pra treinar. É mais simples se deixar arrebatar por paixões do que construir um amor.
Seja como for, nessa dor de cotovelo literária, só faço isso porque procuro algumas respostas. E não publicar esse texto seria continuar com os pensamentos presos na cabeça, limitados ao meu julgamento.
Óbvio, claro que eu posso, e devo estar errado. Talvez mesmo ela só disse isso pra que eu me sentisse menos compatível com o que realmente sou. Óbvio também que não deu certo. Mas, fazer o que... Ninguém quer escolher por quem se apaixona. Nem eu por ela, nem ela por quem lhe convenha.
Acho que ta bom por isso mesmo... Hasta luego.
#8
Efetividade e objetivo. Como são dois conceitos interdependentes e pessoais. É tão pessoal que chega a ter um conceito para cada um. Mas tô aqui mesmo é pra dar o meu próprio, então, fiquem a vontade para ignorarem tudo o que eu disser.
O ponto é: PARA MIM, a efetividade é a base da felicidade. Mas efeito é resultado de algum processo, e processos se realizam com vista em objetivos. É justamente onde a efetividade para cada um é ímpar, na medida em que cada um objetiva um conjunto de coisas com suas ações. Tendo duas pessoas de ambições diferentes em situações semelhantes, podemos ter uma considerando sua conduta efetiva, e outra, considerando-se insuficiente. E obviamente, a inquietação do ambicioso fere um pouco a simplicidade do acomodado.
Às vezes as pessoas acham alguém perfeito, alguém lotado de qualidades, e vêem que, mesmo assim, esse alguém não consegue ser satisfeito, em um contexto onde a grande maioria estaria. Mas seja por que for, acredito que essa ambição é que faz a pessoa se destacar, que faz ela buscar algo mais do que a média, que as pessoas comuns.
O mais curioso de tudo, é justamente o fato de que, a grande maioria das pessoas que é um expoente, um destaque, se destaca não só por uma, mas por várias coisas, muito embora haja uma característica preponderante. Mas, se não tivesse esse algo, não seria reconhecido pelo seu resto, seria mais um na multidão.
É bem por isso que o verdadeiro expoente, o válido expoente, tem que ter ralado muito tem que ter tido inúmeras qualidades pra se fazer valer em uma, de maneira espetacular. Frente a verdadeira ambição, ser bom é nada. É preciso ser o melhor, o mais efetivo, com os objetivos mais espetaculares.
O ponto é: PARA MIM, a efetividade é a base da felicidade. Mas efeito é resultado de algum processo, e processos se realizam com vista em objetivos. É justamente onde a efetividade para cada um é ímpar, na medida em que cada um objetiva um conjunto de coisas com suas ações. Tendo duas pessoas de ambições diferentes em situações semelhantes, podemos ter uma considerando sua conduta efetiva, e outra, considerando-se insuficiente. E obviamente, a inquietação do ambicioso fere um pouco a simplicidade do acomodado.
Às vezes as pessoas acham alguém perfeito, alguém lotado de qualidades, e vêem que, mesmo assim, esse alguém não consegue ser satisfeito, em um contexto onde a grande maioria estaria. Mas seja por que for, acredito que essa ambição é que faz a pessoa se destacar, que faz ela buscar algo mais do que a média, que as pessoas comuns.
O mais curioso de tudo, é justamente o fato de que, a grande maioria das pessoas que é um expoente, um destaque, se destaca não só por uma, mas por várias coisas, muito embora haja uma característica preponderante. Mas, se não tivesse esse algo, não seria reconhecido pelo seu resto, seria mais um na multidão.
É bem por isso que o verdadeiro expoente, o válido expoente, tem que ter ralado muito tem que ter tido inúmeras qualidades pra se fazer valer em uma, de maneira espetacular. Frente a verdadeira ambição, ser bom é nada. É preciso ser o melhor, o mais efetivo, com os objetivos mais espetaculares.
#7
To no meu quarto escuro, aqui em Minas Gerais.. à uma hora da manhã, aproveito o que há de excelência pra escrever: clima agradável, estado de espírito em paz e o silêncio inerente de uma cidadezinha de interior. A pena é que as mesmas condições que me inspiram são as condições que vem carreando consigo um poderoso sono. Por isso, aproveito ao máximo esse tempinho que me resta, antes que as areias do João Pestana se façam ciscos convenientes nos meus olhos sonolentos.
Não sei quantos dos meus leitores já acompanham o Matchbox desde tempos ligeiramente mais remotos, para que seja possível perceber uma diferença que me ocorreu hoje, uma mudança estilística. A verdade é que eu me tornei extremamente mais situacionista, na medida em que praticamente todos os textos contém traços do meu dia-a-dia, e não simplesmente um compilado de idéias jogadas.
O bom disso é que gera uma nova forma de interpretação muito mais rica dos textos em geral, pois como cada qual traz diferentes situações, costumes, atividades e traços de personalidade e estados de espírito por detrás do texto, a sua interpretação passa a levar em conta, não só a sua interpretação como também o que propriamente o autor pretendia , o que ele tentava articular, com que interesses ele se disponibilizava frente ao papel.
Uma coisa é ver camões criticando, outro é saber acerca de suas motivações, do seu contexto social-político e cronológico.
Enfim, o sono me pegou. Boa noite.
Não sei quantos dos meus leitores já acompanham o Matchbox desde tempos ligeiramente mais remotos, para que seja possível perceber uma diferença que me ocorreu hoje, uma mudança estilística. A verdade é que eu me tornei extremamente mais situacionista, na medida em que praticamente todos os textos contém traços do meu dia-a-dia, e não simplesmente um compilado de idéias jogadas.
O bom disso é que gera uma nova forma de interpretação muito mais rica dos textos em geral, pois como cada qual traz diferentes situações, costumes, atividades e traços de personalidade e estados de espírito por detrás do texto, a sua interpretação passa a levar em conta, não só a sua interpretação como também o que propriamente o autor pretendia , o que ele tentava articular, com que interesses ele se disponibilizava frente ao papel.
Uma coisa é ver camões criticando, outro é saber acerca de suas motivações, do seu contexto social-político e cronológico.
Enfim, o sono me pegou. Boa noite.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
#6, por engano!
Fui abrir umm link aqui, acabei clicando errado, e abriu-se a página de "Criar Postagem" do Matchbox. Não acredito muito em destino sem livre-arbítrio, mas é oportuno escrver aqui. Não sei o que ou escrever, mas veremos no que vai dar.
To aqui num intervalo entre provas, sem nada pra fazer, sem ânimo pra estudar, comendo um chocolate e divagando. Vícios! Meu Deus, to aqui pensando em vícios (nesse momento eu olho para o chocolate). Porque será que temos vícios? Comportamentais, de consumo, químicos, entre tantos outros. Alguns são explicáveis, outros, nem tanto.
Um vício por chocolate é logico, já que, na nossa carga genética, há algo que pede carboidratos, que pede um substrato energético de fácil degradação. Um vício por cigarros e drogas é justificável, pela liberação de dopaminas, pelas alterações fisiológicas e decorrências psicológicas. Não é certo, é justificado.
Agora, os vícios mais perigosos para o ser humano médio, comum, são os de comportamento e conduta. Quando se acostuma com uma linha de ação, e passa a não se aceitar condutas alternativas. Quando se passa a cometer os mesmos erros sempre, por orgulho e vício. E o mais legal, é que viciados em qualquer coisa adoram dizer que não são viciados. Adoram dizer que suas atitudes cíclicas são opção, são coisas que eles fazem de forma controlada e cosnciente. Sendo isso, atesta-se além de tudo, burrice.
Bom, pra um texto acidental, já é suficiente =D
To aqui num intervalo entre provas, sem nada pra fazer, sem ânimo pra estudar, comendo um chocolate e divagando. Vícios! Meu Deus, to aqui pensando em vícios (nesse momento eu olho para o chocolate). Porque será que temos vícios? Comportamentais, de consumo, químicos, entre tantos outros. Alguns são explicáveis, outros, nem tanto.
Um vício por chocolate é logico, já que, na nossa carga genética, há algo que pede carboidratos, que pede um substrato energético de fácil degradação. Um vício por cigarros e drogas é justificável, pela liberação de dopaminas, pelas alterações fisiológicas e decorrências psicológicas. Não é certo, é justificado.
Agora, os vícios mais perigosos para o ser humano médio, comum, são os de comportamento e conduta. Quando se acostuma com uma linha de ação, e passa a não se aceitar condutas alternativas. Quando se passa a cometer os mesmos erros sempre, por orgulho e vício. E o mais legal, é que viciados em qualquer coisa adoram dizer que não são viciados. Adoram dizer que suas atitudes cíclicas são opção, são coisas que eles fazem de forma controlada e cosnciente. Sendo isso, atesta-se além de tudo, burrice.
Bom, pra um texto acidental, já é suficiente =D
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Mais uma introspecção. #5
#5, porque escrevi o #3 e o #4, só estou com preguiça de publicar. E também, foda-se, dou o nome que quiser ao texto, afinal, ele é uma das poucas coisas que são minhas, e ninguém tasca.
Ando introspecctivo nos meus textos. Ao som de Dave Matthews, na música que me arrancou lágrimas dos olhos nipônicos em pleno SWU "Crash Into Me", to aqui escrevendo mais um pouco, numa véspera de prova, atolado de matérias pra estudar. Mas vou fazer o que, se nada mais me ocorre, se a matéria não ta entrando na cabeça, e se principalmente, a inspiração é o meu único escape da mesmice do dia-a-dia.
Sei lá. Quero meus sonhos de volta. Tudo o que realmente é prazeroso como um sonho de vida é culturalmente dificultado pelas pessoas. Parece que ninguém acredita que alguém possa ser plenamente feliz com um sonho. Ou que não tem esse direito. E foi criada toda uma cultura de inibição dessas vontades mais pessoais.
Diga lá ao seu pai que você quer ser cantor ou jogador de futebol? Diga lá e depois me conte o resultado. Nesse ponto, tenho que agradecer ao meu pai, pois ele foi sincero e realista no que me disse. Disse que eu tenho de correr atrás do sonho, mas que primeiro deveria me garantir com uma profissão mais segura. Ele está no seu papel de pai sensato e eu não o culpo.
Mas o meu emputecimento é justamente a morte do sonho. Porque é que ser artista é melhor do que ser médico, engenheiro, advogado? Porque a necessidade alheia de ordem material e bem-estar físico se sobrepõem ao bom estado de espírito? Pense bem, há músicos muito bem remunerados, mas são poucos, e selecionados, e mais importante, tem um background de capital e influência por detrás da sua ascenção.
Aí, é onde se perdem grandes músicos, grandes esportistas, grandes escritores. E mais importante, aí se perdem pessoas que podem ser plenamente felizes com o que fazem. Não estou dizendo que médicos, engenheiros e advogados são tristes. Mas que eles o sejam por opção plena de escolha de conduta, e não de bem-estar social. E eu também não me acho um potencial escritor, cantor ou esportista fantástico. Somente gostaria de tentar sem uma tendencia social de me dobrar frente às dificuldades quase intransponíveis.
Há quem venha me dizer "Ah, mas se você tiver boa vontade, dá certo". Hum. Não é bem assim. Por exemplo (e posso dizer isso sem medo de inventar nada), pra passar num vestibular de Medicina, que é difícil pra caramba, você precisa se esforçar e estudar. O resto é tranquilidade. Agora, pra ser músico, faça a mesma coisa, e mesmo assim, pode-se se ferrar. Pela determinação social de função e mérito. Quem disse que eu tenho que contribuir para a sociedade? Eu acabo inserido nela, e acabo apreensivo por não contribuir. Mas se amanhã eu resolvesse sentar num sofá e ver TV o dia todo, porque não posso fazer isso?
É de onde vem a minha revolta. Mais do que nunca eu quero ser músico. Eu quero curtir a juventude, quero usar o pouco de criatividade que tenho pra me dar prazer, pra me sentir bem. Sentar numa cadeira e estudar nunca foi sonho de ninguem. Talvez o mérito de ganhar um Nobel seja motivação para muitos. Mas o processo de estudo é chato. Talvez até o adquirir conhecimento seja prazeroso, mas o tempo pra isso é o esforço, é o preço, e não é bom.
Eu tenho prazer em tocar violão, em cantar. Fazer o que. Quisesse eu fazer isso direto pra ver. E eu quero. E preciso de motivação pra continuar o caminho das pedras capitalistas, ou senão... Senão não faz diferença. Mas eu também não farei nenhuma diferença.
Ando introspecctivo nos meus textos. Ao som de Dave Matthews, na música que me arrancou lágrimas dos olhos nipônicos em pleno SWU "Crash Into Me", to aqui escrevendo mais um pouco, numa véspera de prova, atolado de matérias pra estudar. Mas vou fazer o que, se nada mais me ocorre, se a matéria não ta entrando na cabeça, e se principalmente, a inspiração é o meu único escape da mesmice do dia-a-dia.
Sei lá. Quero meus sonhos de volta. Tudo o que realmente é prazeroso como um sonho de vida é culturalmente dificultado pelas pessoas. Parece que ninguém acredita que alguém possa ser plenamente feliz com um sonho. Ou que não tem esse direito. E foi criada toda uma cultura de inibição dessas vontades mais pessoais.
Diga lá ao seu pai que você quer ser cantor ou jogador de futebol? Diga lá e depois me conte o resultado. Nesse ponto, tenho que agradecer ao meu pai, pois ele foi sincero e realista no que me disse. Disse que eu tenho de correr atrás do sonho, mas que primeiro deveria me garantir com uma profissão mais segura. Ele está no seu papel de pai sensato e eu não o culpo.
Mas o meu emputecimento é justamente a morte do sonho. Porque é que ser artista é melhor do que ser médico, engenheiro, advogado? Porque a necessidade alheia de ordem material e bem-estar físico se sobrepõem ao bom estado de espírito? Pense bem, há músicos muito bem remunerados, mas são poucos, e selecionados, e mais importante, tem um background de capital e influência por detrás da sua ascenção.
Aí, é onde se perdem grandes músicos, grandes esportistas, grandes escritores. E mais importante, aí se perdem pessoas que podem ser plenamente felizes com o que fazem. Não estou dizendo que médicos, engenheiros e advogados são tristes. Mas que eles o sejam por opção plena de escolha de conduta, e não de bem-estar social. E eu também não me acho um potencial escritor, cantor ou esportista fantástico. Somente gostaria de tentar sem uma tendencia social de me dobrar frente às dificuldades quase intransponíveis.
Há quem venha me dizer "Ah, mas se você tiver boa vontade, dá certo". Hum. Não é bem assim. Por exemplo (e posso dizer isso sem medo de inventar nada), pra passar num vestibular de Medicina, que é difícil pra caramba, você precisa se esforçar e estudar. O resto é tranquilidade. Agora, pra ser músico, faça a mesma coisa, e mesmo assim, pode-se se ferrar. Pela determinação social de função e mérito. Quem disse que eu tenho que contribuir para a sociedade? Eu acabo inserido nela, e acabo apreensivo por não contribuir. Mas se amanhã eu resolvesse sentar num sofá e ver TV o dia todo, porque não posso fazer isso?
É de onde vem a minha revolta. Mais do que nunca eu quero ser músico. Eu quero curtir a juventude, quero usar o pouco de criatividade que tenho pra me dar prazer, pra me sentir bem. Sentar numa cadeira e estudar nunca foi sonho de ninguem. Talvez o mérito de ganhar um Nobel seja motivação para muitos. Mas o processo de estudo é chato. Talvez até o adquirir conhecimento seja prazeroso, mas o tempo pra isso é o esforço, é o preço, e não é bom.
Eu tenho prazer em tocar violão, em cantar. Fazer o que. Quisesse eu fazer isso direto pra ver. E eu quero. E preciso de motivação pra continuar o caminho das pedras capitalistas, ou senão... Senão não faz diferença. Mas eu também não farei nenhuma diferença.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Só sabe quem nunca foi.
A dor de quem sente é sempre uma
Dor diferente de quem já sentiu.
E quem agora mente em predizer o mar.
Mira suas esperanças nas águas de rio.
Pode acabar de começar um novo fim
No fundo amar sem saber, não passa de ser “estar afim”
Eu sei, ou saberei que quando eu achar alguém assim
Não vai durar, mas que no fundo eu digo sim.
Quem disse que fossem eternos os vários amores da sua vida.
Não se preparou nem uma vez e chorou em todas as despedidas.
Por certo que fora um apaixonante amador,
Nunca fora verdadeiro amante, nem amor.
Eu quero meus vinte e poucos anos pra poder errar
E fazer tudo o que a vida não puder evitar,
E ser imperfeito, essência de quem respira
Porque aos trinta e já amor que sabe como amar
Eu saiba não causar a despedida,
Amor da minha vida!
Adolescentes não amaram, se apaixonaram
E disseram da boca pra fora o que devem dizer agora
Que não o dizem por terem o feito fora de hora
No fim, saberá amar, quem nunca amou pra valer,
Mas soube aprender sem ir embora.
Dor diferente de quem já sentiu.
E quem agora mente em predizer o mar.
Mira suas esperanças nas águas de rio.
Pode acabar de começar um novo fim
No fundo amar sem saber, não passa de ser “estar afim”
Eu sei, ou saberei que quando eu achar alguém assim
Não vai durar, mas que no fundo eu digo sim.
Quem disse que fossem eternos os vários amores da sua vida.
Não se preparou nem uma vez e chorou em todas as despedidas.
Por certo que fora um apaixonante amador,
Nunca fora verdadeiro amante, nem amor.
Eu quero meus vinte e poucos anos pra poder errar
E fazer tudo o que a vida não puder evitar,
E ser imperfeito, essência de quem respira
Porque aos trinta e já amor que sabe como amar
Eu saiba não causar a despedida,
Amor da minha vida!
Adolescentes não amaram, se apaixonaram
E disseram da boca pra fora o que devem dizer agora
Que não o dizem por terem o feito fora de hora
No fim, saberá amar, quem nunca amou pra valer,
Mas soube aprender sem ir embora.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Covers!
Galera, to fazendo uns covers em voz e violão, sempre que der tempo, coloco mais alguns. até agora, tem 12, sendo 3 livres e um arquivo RAR com todos os 12.
http://www.4shared.com/account/dir/c01Yp7jZ/sharing.html?sId=nMyzuowMIhQQmMgK
Esse é o link da pasta no 4shared.
Façam o download e divulguem, se gostarem!
http://www.4shared.com/account/dir/c01Yp7jZ/sharing.html?sId=nMyzuowMIhQQmMgK
Esse é o link da pasta no 4shared.
Façam o download e divulguem, se gostarem!
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Tiririca
Fantástica repercussão do palhaço Tiririca no cenário político nacional. Temos duas pontuações bem estabelecidas.
Primeira. O povo brasileiro é totalmente transparente (e burro). Ninguém está nem aí com política mesmo. Já é tão embuido de críticas sem perspectivas de melhora e velhos trâmites que aceitamos sem reclamar, que simplesmente deixamos a coisa com está. "Pior do que tá, não fica". A questão é que, pior, realmente não fica, mas melhor, fica sim. Se mais pessoas de bem se engajarem com política, se tivermos um povo politizado e que cobra de seus representantes, e mais, que cobra de si uma postura engajada e bem-informada, os políticos vão ser reflexo do povo. Assim como o são hoje. Um bando de gente nem aí pra nada que não seja os próprios interesses.
Segunda. A imagem de tiririca como um ponto de crítica. Colocar no poder um palhaço, que tenho minhas dúvidas se sabe escrever, mas esperto, sei que ele é. O que significa isso? Significa que o povo TEM consciencia que a política está uma merda. Há todo o caráter da graça e do protesto contra o sistema vigente. Tiririca, assim como Clodovil, Túlio Maravilha, Maguila, Marcelinho Carioca, Mulher Melancia, Netinho, etc. São pessoas que não se importam exatamente com o que o povo pensa. Eles estão lá sinceramente com o pretexto da auto-promoção. Não há o velado disfarçar pra conquistar o eleitor. Daí, o protesto ineficaz para uma mudança.
Vamos nos unir em torno da "bandeira" Tiririca. Que o palhaço no poder simbolize o quão palhaços somos nós, não promovendo alterações significativas, mas protestando apenas com graçejos. Se nós associarmos a imagem do graçejo, a "imagem Tiririca" à uma postura engajada e eficaz na promoção da melhora das estruturas viciadas estabelecidas, podemos ser Tiriricas que realmente podem fazer algo mais do que promover risadas!
Primeira. O povo brasileiro é totalmente transparente (e burro). Ninguém está nem aí com política mesmo. Já é tão embuido de críticas sem perspectivas de melhora e velhos trâmites que aceitamos sem reclamar, que simplesmente deixamos a coisa com está. "Pior do que tá, não fica". A questão é que, pior, realmente não fica, mas melhor, fica sim. Se mais pessoas de bem se engajarem com política, se tivermos um povo politizado e que cobra de seus representantes, e mais, que cobra de si uma postura engajada e bem-informada, os políticos vão ser reflexo do povo. Assim como o são hoje. Um bando de gente nem aí pra nada que não seja os próprios interesses.
Segunda. A imagem de tiririca como um ponto de crítica. Colocar no poder um palhaço, que tenho minhas dúvidas se sabe escrever, mas esperto, sei que ele é. O que significa isso? Significa que o povo TEM consciencia que a política está uma merda. Há todo o caráter da graça e do protesto contra o sistema vigente. Tiririca, assim como Clodovil, Túlio Maravilha, Maguila, Marcelinho Carioca, Mulher Melancia, Netinho, etc. São pessoas que não se importam exatamente com o que o povo pensa. Eles estão lá sinceramente com o pretexto da auto-promoção. Não há o velado disfarçar pra conquistar o eleitor. Daí, o protesto ineficaz para uma mudança.
Vamos nos unir em torno da "bandeira" Tiririca. Que o palhaço no poder simbolize o quão palhaços somos nós, não promovendo alterações significativas, mas protestando apenas com graçejos. Se nós associarmos a imagem do graçejo, a "imagem Tiririca" à uma postura engajada e eficaz na promoção da melhora das estruturas viciadas estabelecidas, podemos ser Tiriricas que realmente podem fazer algo mais do que promover risadas!
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eu apóio.,
Tiriricaal
O Ópio do Chato.
O ópio do chato é reclamar. E não lhe tire esse direito que o entorpece e o priva por breves instantes da sua chatice. reclamar é uma experiência transcendental que todo "homo sapiens", como bom chato que é, experimenta e adora.
Só que o verdadeiro chato é aquele que não se contenta em reclamar, pura e simplesmente. O verdadeiro chato reclama o tempo tudo, joga a culpa de tudo em alguém. Resumindo em miudos, você fuma o barato e joga a culpa da reação adversa no ar que você respirou junto. O grande e genuíno chato não admite que ele pode ser a grande e real fonte dos próprios problemas. Porque é chato!
O reclamar tem todo o seu paradigma. Há um acordo de cavalheiros que há muito, não é mais respeitado. Sabemos que reclamar é construtivo, quando feito com motivos e com conhecimento de causa. Reclamar bem implica em saber o problema e já ter em mente uma solução. Falar que está tudo uma bosta e não saber o que fazer pra mudar é uma bela merda que, no nosso contexto social, todo mundo aprendeu a fazer.
Coisa mais comum que existe, desde creches até empresas, é aquele cara chato que critica tudo. O filho da puta só sabe olhar pra tudo quanto é canto, e dizer que falta algo que não tá legal, que exige melhoras. Oque não está legal, que tipo de melhora existe? Se você questiona esse ultramegasuperchato dessa forma, é pior do que dar um murro na cara dele. O cara vai engrossar, vai dizer que você é intransigente, que tudo é uma merda e que por causa da sociedade em que vivemos a crítica não é bem aceita e por isso tudo no Brasil é mais ou menos, blá blá blá...
O chato se defende como pode. Pelo áureo direito de reclamar sem mexer a bunda da sua poltrona confortável, o chato se defende fazendo o que ele sabe melhor: reclamar! De quem? De você, que critica, aí sem chatice, a característica da crítica do chato: uma característica não-construtiva. A crítica pela crítica, numa profissão de fé da chatice. Isentando de culpa e fazendo aparecer desde a Grécia Antiga!
A melhor coisa pro chato, é conseguir estar num cargo de chefia. Porque daí, ele vai falar que está tudo uma merda, e quem está por baixo que se vire pra descobrir o que é o problema. Por isso que chefe é uma imagem de filho da puta. Porque existem chefes chatos que estigmatizam o conceito de crítico acomodado ranzinza. Aí, fodeu a bicicleta.
Quer resolver a vida de um chato, com o intuito de ele parar de ser tão chato (anular, acho que é impossível). Consiga uma MULHER pra ele. Os espécimes masculinos são estranhamente suscetíveis à felicidade em êxtase na companhia de uma mulher. E mais impressionante, por mais que o chato continue sua empreitada na crítica imbecil, parece que a companhia feminina modula a chatice, levando-a à um nível suportável.
Contra a chatice, contra a overdose de opióides reclamatícios, só tem um remédio: felicidade. É o que falta pro chato. Então, se quer uma vida menos criticada, faça um chato feliz!
Só que o verdadeiro chato é aquele que não se contenta em reclamar, pura e simplesmente. O verdadeiro chato reclama o tempo tudo, joga a culpa de tudo em alguém. Resumindo em miudos, você fuma o barato e joga a culpa da reação adversa no ar que você respirou junto. O grande e genuíno chato não admite que ele pode ser a grande e real fonte dos próprios problemas. Porque é chato!
O reclamar tem todo o seu paradigma. Há um acordo de cavalheiros que há muito, não é mais respeitado. Sabemos que reclamar é construtivo, quando feito com motivos e com conhecimento de causa. Reclamar bem implica em saber o problema e já ter em mente uma solução. Falar que está tudo uma bosta e não saber o que fazer pra mudar é uma bela merda que, no nosso contexto social, todo mundo aprendeu a fazer.
Coisa mais comum que existe, desde creches até empresas, é aquele cara chato que critica tudo. O filho da puta só sabe olhar pra tudo quanto é canto, e dizer que falta algo que não tá legal, que exige melhoras. Oque não está legal, que tipo de melhora existe? Se você questiona esse ultramegasuperchato dessa forma, é pior do que dar um murro na cara dele. O cara vai engrossar, vai dizer que você é intransigente, que tudo é uma merda e que por causa da sociedade em que vivemos a crítica não é bem aceita e por isso tudo no Brasil é mais ou menos, blá blá blá...
O chato se defende como pode. Pelo áureo direito de reclamar sem mexer a bunda da sua poltrona confortável, o chato se defende fazendo o que ele sabe melhor: reclamar! De quem? De você, que critica, aí sem chatice, a característica da crítica do chato: uma característica não-construtiva. A crítica pela crítica, numa profissão de fé da chatice. Isentando de culpa e fazendo aparecer desde a Grécia Antiga!
A melhor coisa pro chato, é conseguir estar num cargo de chefia. Porque daí, ele vai falar que está tudo uma merda, e quem está por baixo que se vire pra descobrir o que é o problema. Por isso que chefe é uma imagem de filho da puta. Porque existem chefes chatos que estigmatizam o conceito de crítico acomodado ranzinza. Aí, fodeu a bicicleta.
Quer resolver a vida de um chato, com o intuito de ele parar de ser tão chato (anular, acho que é impossível). Consiga uma MULHER pra ele. Os espécimes masculinos são estranhamente suscetíveis à felicidade em êxtase na companhia de uma mulher. E mais impressionante, por mais que o chato continue sua empreitada na crítica imbecil, parece que a companhia feminina modula a chatice, levando-a à um nível suportável.
Contra a chatice, contra a overdose de opióides reclamatícios, só tem um remédio: felicidade. É o que falta pro chato. Então, se quer uma vida menos criticada, faça um chato feliz!
O Dono da Verdade
Não. Caralho, não queira ser o dono da verdade. Ou queira se você não disser a ninguém. Eu estou puto da vida, faz muito tempo. Hoje foi uma manifestação, um simples "deixar acontecer" da natureza. Eu sou preso nas minhas verdades. Sou intransigente demais pra admitir que os outros estão certos.
Claro, saber e admitir são duas coisas completamente diferentes. Eu sei que estou errado. É só olhar pra minha vida e ver que ela é perfeita com ressalvas. As ressalvas são processos simples que se tornam monstros intransponíveis, justamente pela minha síndrome de dono da verdade.
As pessoas falam sobre alienação, qúe é uma coisa ruim, que as pessoas se deixam controlar quando estão alienadas. Mas quem disse que isso é ruim? Quando a alienação vem acompanhada de uma série de preceitos que permitem a padronização do conhecimento, ou seja, a facilitação dos processos, pra que odiá-la?
O problema é justamente ser incapaz, por desvios comportamentais, de seguir a cartilha, entrar no jogo. O dono da verdade é o cara que por algum motivo conseguiu desenvolver um raciocínio paralelo com alguma significância. E não consegue mais voltar ao pensamento-padrão.
Minha dica é: não pense demais, seja padrão, entregue-se ao comum de ser e agir. Porque inovar onde já há soluções cabíveis é uma grande e desnecessária merda. Assim como eu o sou.
Claro, saber e admitir são duas coisas completamente diferentes. Eu sei que estou errado. É só olhar pra minha vida e ver que ela é perfeita com ressalvas. As ressalvas são processos simples que se tornam monstros intransponíveis, justamente pela minha síndrome de dono da verdade.
As pessoas falam sobre alienação, qúe é uma coisa ruim, que as pessoas se deixam controlar quando estão alienadas. Mas quem disse que isso é ruim? Quando a alienação vem acompanhada de uma série de preceitos que permitem a padronização do conhecimento, ou seja, a facilitação dos processos, pra que odiá-la?
O problema é justamente ser incapaz, por desvios comportamentais, de seguir a cartilha, entrar no jogo. O dono da verdade é o cara que por algum motivo conseguiu desenvolver um raciocínio paralelo com alguma significância. E não consegue mais voltar ao pensamento-padrão.
Minha dica é: não pense demais, seja padrão, entregue-se ao comum de ser e agir. Porque inovar onde já há soluções cabíveis é uma grande e desnecessária merda. Assim como eu o sou.
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