#5, porque escrevi o #3 e o #4, só estou com preguiça de publicar. E também, foda-se, dou o nome que quiser ao texto, afinal, ele é uma das poucas coisas que são minhas, e ninguém tasca.
Ando introspecctivo nos meus textos. Ao som de Dave Matthews, na música que me arrancou lágrimas dos olhos nipônicos em pleno SWU "Crash Into Me", to aqui escrevendo mais um pouco, numa véspera de prova, atolado de matérias pra estudar. Mas vou fazer o que, se nada mais me ocorre, se a matéria não ta entrando na cabeça, e se principalmente, a inspiração é o meu único escape da mesmice do dia-a-dia.
Sei lá. Quero meus sonhos de volta. Tudo o que realmente é prazeroso como um sonho de vida é culturalmente dificultado pelas pessoas. Parece que ninguém acredita que alguém possa ser plenamente feliz com um sonho. Ou que não tem esse direito. E foi criada toda uma cultura de inibição dessas vontades mais pessoais.
Diga lá ao seu pai que você quer ser cantor ou jogador de futebol? Diga lá e depois me conte o resultado. Nesse ponto, tenho que agradecer ao meu pai, pois ele foi sincero e realista no que me disse. Disse que eu tenho de correr atrás do sonho, mas que primeiro deveria me garantir com uma profissão mais segura. Ele está no seu papel de pai sensato e eu não o culpo.
Mas o meu emputecimento é justamente a morte do sonho. Porque é que ser artista é melhor do que ser médico, engenheiro, advogado? Porque a necessidade alheia de ordem material e bem-estar físico se sobrepõem ao bom estado de espírito? Pense bem, há músicos muito bem remunerados, mas são poucos, e selecionados, e mais importante, tem um background de capital e influência por detrás da sua ascenção.
Aí, é onde se perdem grandes músicos, grandes esportistas, grandes escritores. E mais importante, aí se perdem pessoas que podem ser plenamente felizes com o que fazem. Não estou dizendo que médicos, engenheiros e advogados são tristes. Mas que eles o sejam por opção plena de escolha de conduta, e não de bem-estar social. E eu também não me acho um potencial escritor, cantor ou esportista fantástico. Somente gostaria de tentar sem uma tendencia social de me dobrar frente às dificuldades quase intransponíveis.
Há quem venha me dizer "Ah, mas se você tiver boa vontade, dá certo". Hum. Não é bem assim. Por exemplo (e posso dizer isso sem medo de inventar nada), pra passar num vestibular de Medicina, que é difícil pra caramba, você precisa se esforçar e estudar. O resto é tranquilidade. Agora, pra ser músico, faça a mesma coisa, e mesmo assim, pode-se se ferrar. Pela determinação social de função e mérito. Quem disse que eu tenho que contribuir para a sociedade? Eu acabo inserido nela, e acabo apreensivo por não contribuir. Mas se amanhã eu resolvesse sentar num sofá e ver TV o dia todo, porque não posso fazer isso?
É de onde vem a minha revolta. Mais do que nunca eu quero ser músico. Eu quero curtir a juventude, quero usar o pouco de criatividade que tenho pra me dar prazer, pra me sentir bem. Sentar numa cadeira e estudar nunca foi sonho de ninguem. Talvez o mérito de ganhar um Nobel seja motivação para muitos. Mas o processo de estudo é chato. Talvez até o adquirir conhecimento seja prazeroso, mas o tempo pra isso é o esforço, é o preço, e não é bom.
Eu tenho prazer em tocar violão, em cantar. Fazer o que. Quisesse eu fazer isso direto pra ver. E eu quero. E preciso de motivação pra continuar o caminho das pedras capitalistas, ou senão... Senão não faz diferença. Mas eu também não farei nenhuma diferença.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
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Me sinto igual a vocÊ , porém ainda nao comecei a fazer faculdade ... mas tudo que eu mais amo na vida é música tambem ...
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