Como onze jogadores, em suas posições adequadas não fazem um time. Sim, metáfora inútil, mas pra explicar coisas bem pertinentes. Estarei vestindo completamente a carapuça, enquanto falo aqui. Defendo a transitoriedade da situação, mas façamos uma breve reflexão.
Os caras que um dia já se sentiram rejeitados sem motivos vão ter um referencial pra entender um pouco disso, apesar de que, assim como eu, ainda vão continuar chateados.
Na nossa sociedade, a atração, que é coisa tão biológica/natural, foi condicionada. Assim como cães se condicionam a fazer as necessidades no jornal, como pombos-correio retornam ao local de origem, podemos ser condicionados. E se o sucesso social consiste em coisas como riqueza, beleza, e coisas mais, isso se mescla com a nossa carga biológica, definindo assim, o que nos atrai. É claro que algumas pessoas são diferentes, como alguns cães continuam urinando no tapete, ou como existem pombos que não são correio. Mas estamos tratando da maioria, Ok?
Então, o que se prezaria em teoria, considerando todas as variantes existentes seriam coisas como: boa conversa, beleza, bom nível social, bom físico, inteligência, atenção, um leve de romantismo, um muito de iniciativa e invasividade (a famosa “pegada”). Com destaque maior de algumas coisas sobre outras, dependendo de fase da vida, de criação, círculo de amigos, e outras tantas coisas. Habilidades, sensibilidades e principalmente uma coisa básica: consciência de que se é desejado, baseada em fatos, motivos ou mesmo mentiras, porque no fundo, é só um reflexo de atitude.
Eu digo isso refletindo um caso pessoal mesmo. Eu gostei muito de alguém. Fiz tudo, tudo o que pude dentro das minhas limitações. Mas mesmo assim, uma mescla de falta de conceitos que, em teoria seriam bem atraentes para a garota da qual estava afim não permitiu que eu “mexesse com ela”.
Cabe aqui uma breve explanação. Essa coisa de “mexer” é justamente uma comunhão dos atributos mais evidentes que importam pra uma mulher ou para um homem. É simplesmente uma atração gerada sem ação. É o que ferra a vida de quem não foi agraciado por beleza, iniciativa e/ou lábia.
Mas voltando, a garota disse que adorou tudo o que fiz, que eu tinha várias características, a grande maioria delas, para que ela gostasse de alguém, mas que não dava. Resumindo, não havia nem motivo aparente para essa rejeição. Aí mora uma fonte de meses de frustração, choro, e todas essas viadagens que todos escondem, mas que todos têm, e eu é que não me prenderia à hipocrisia de achar que seria uma ferida na minha masculinidade. Quem é convicto de si, é convicto de suas atitudes, e tenho dito.
Enfim, hoje, cheguei a essa conclusão, que remete à metáfora do início do texto. Na concepção dela, eu tinha onze jogadores, mas não um time. É a mesma coisa de ter todas as tintas e não ter um quadro. Porque, pelo menos na fase da vida em que ela está, simplesmente vale mais ter um time pronto, ter alguém que convenientemente “mexa” com ela, a despeito de qualquer problema que isso possa acarretar, do que ter jogadores pra treinar. É mais simples se deixar arrebatar por paixões do que construir um amor.
Seja como for, nessa dor de cotovelo literária, só faço isso porque procuro algumas respostas. E não publicar esse texto seria continuar com os pensamentos presos na cabeça, limitados ao meu julgamento.
Óbvio, claro que eu posso, e devo estar errado. Talvez mesmo ela só disse isso pra que eu me sentisse menos compatível com o que realmente sou. Óbvio também que não deu certo. Mas, fazer o que... Ninguém quer escolher por quem se apaixona. Nem eu por ela, nem ela por quem lhe convenha.
Acho que ta bom por isso mesmo... Hasta luego.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário