quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Poema de Duas Caras

Quando nasci, meio que eu
À sombra de quem nunca viu
Sem anjos tocando trombetas
Sem gauche, sem medo, sem frio

Veio um Deus reto,
Me disse palavras de vento
Num frenesi, olhando pro teto
Entendi o porque "não entendo"

Vai, Cristiano!
Vai ser..
Só ser, só fazer ou não.
"Gauche" é esquerdo em francês,
Errado mesmo, é o que não se fez

Se levantar as mãos pro céu,
Não vai cair nada
Até porque daquela altura
O que vier, mata.

Se você ainda não deu certo,
Garanto não é minha culpa.
Põe na conta do livre-arbítrio,
E de seus mandantes arbitrários.

Vai, Cristiano, ser alguém,
Pelas próprias pernas,
Caminhe o seu caminho, não o dos outros
Esperar respaldo de Deus
É querer que eu te dê mais que a vida

E que tome o direito de vivê-la
Como queira.

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