Amizade é virtual
Masturbação intelectual
Desfile de egos e de cegos num boteco da vida
Julgando pregos da cruz numa disputa de petelecos
Onde todos se matam por argumentos defendendo o mesmo lado
Informação é de mais
Crítica é de menos
Ou de jornais sem intenção de informar a merda
Que se interpõe com o óbvio objetivo de controlar
A sua vontade incansável de domesticação
Mas que se foda essa sua pose de especialista
Em iluminismo da era da informação
A sua tomada da bastilha feita confortavelmente
Do alto de um salário indecente
Cercada por muros de privilégio social
Em cima do muro dessa máscara moral
Sentada no trono no pico do alto do seu nariz
Defecando ao porco altruísmo
De debater pra convencer
Que se é melhor que alguem
Defendendo a igualdade pra outrém.
E eu querendo viver..
Ai de mim!
sábado, 6 de junho de 2015
Referencial.
Fluxo de idéias e palavras não-ditas
De suspiros retidos
Pensamentos perdidos
Tempo de pensar e de parar só pra julgar
O que não tem mais endereço
No registro do seu dia
Feito e mal-feito
O sol raiou ao meio-dia e é melhor
Do que gastar o dia todo no escuro
Três mil estrelas distantes numa noite fria
Iluminam menos que um sol de fim-de-tarde
Um brilho longe pra mim é só um ponto perdido
E no seu íntimo universo é um sol que arde
Diga!
Qualquer bobagem da boca pra fora!
Uma idéia na cabeça não é nada sem ser dita
Sinta!
Um beijo bom que fica na intenção intenção
São só mais dois covardes sozinhos querendo um abrigo no outro.
De suspiros retidos
Pensamentos perdidos
Tempo de pensar e de parar só pra julgar
O que não tem mais endereço
No registro do seu dia
Feito e mal-feito
O sol raiou ao meio-dia e é melhor
Do que gastar o dia todo no escuro
Três mil estrelas distantes numa noite fria
Iluminam menos que um sol de fim-de-tarde
Um brilho longe pra mim é só um ponto perdido
E no seu íntimo universo é um sol que arde
Diga!
Qualquer bobagem da boca pra fora!
Uma idéia na cabeça não é nada sem ser dita
Sinta!
Um beijo bom que fica na intenção intenção
São só mais dois covardes sozinhos querendo um abrigo no outro.
domingo, 24 de maio de 2015
Horizonte de Eventos.
Meias-palavras para explicar meias-verdades
Nenhum entendimento.
O quase não deixa.
O imponderável do número natural,
Binário:
Tudo ou nada
Zero ou um
É ou não é.
Se percorre um longo caminho em busca de algo
Chega muito perto,
Está na iminência da realização
Congele! Estátua!
Neste momento ímpar, essa singularidade
Essa porção infinitesimal de tempo.
Você é o nada mais incompleto que existe
Empregou todo o seu esforço e não tem nada
Descongele:
A partir daí, zero ou um.
Tudo ou nada:
Ou valeu a pena, ou você continua como começou:
Nu
Sozinho
Dependente
Fracassado.
Nenhum entendimento.
O quase não deixa.
O imponderável do número natural,
Binário:
Tudo ou nada
Zero ou um
É ou não é.
Se percorre um longo caminho em busca de algo
Chega muito perto,
Está na iminência da realização
Congele! Estátua!
Neste momento ímpar, essa singularidade
Essa porção infinitesimal de tempo.
Você é o nada mais incompleto que existe
Empregou todo o seu esforço e não tem nada
Descongele:
A partir daí, zero ou um.
Tudo ou nada:
Ou valeu a pena, ou você continua como começou:
Nu
Sozinho
Dependente
Fracassado.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Our one and only.
Good
morning, hurry up
In the land
of oportunities
We’ve got
the ace high
We’ve built
our own church
To worship
the gods of everyone
All gods
among us
Straight on
the line,
Just by not
being round-minded
We’re so
far away
So long
gone when the rain comes
So far
better than the good ones
So unique
And then,
why wouldn’t I
Live the
best of the simple
The obvious
untouchable goal
Living the
simple and fair
Love of
every day
Passion of
so long gone days
Dream of
the upcoming generations
Our one and
only.
Once in a
time.
segunda-feira, 27 de abril de 2015
I really don't know.
As it goes
from nothing to nowhere
Ideas
flying, surpassing existance
By rising
as a bad choice
Better to
be taken on some mood
Or remain
in this blurry internal chaos
I really
don’t know
Unfinished
stuff goes big
As we try
to solve issues
As we spend
time in paradox
We’re
passionate with pain
It really
makes me stronger?
I really
don’t know
All of it
just seems the same for all of us
The useless
worries that everyone cries for
The energy
spent in trying not to get tired
The time
thrown away, trying to buy us some more time
I’m
probably gonna rest on my problems like a bed
How to
solve it?
I really
don’t know,
But it doesn’t
matter.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Neg(ação)
As vezes, a omissão é a melhor forma de informar
Assim como na ironia, a negação de o conceito é a sua afirmação
Situações em que se deixa de dizer coisas
Acabam por escancarar segredos,
Abrir janelas,
Cantar amores.
A insegurança é a força do omisso:
E se aquilo que eu quero for condenável?
E se aquilo em que acredito for uma ofensa?
A coragem é a força do impulso:
E se as palavras que eu não disse eram as que ela queria ouvir?
E se tudo o que ela sempre quis era que eu fosse surpreendente?
Surpreendentemente adequado, previsivelmente encantado.
Ainda não sei como te dizer as obviedades
Ao não falar o que sinto, apenas deixo evidente aquilo que quero,
Assim como na ironia, a negação de o conceito é a sua afirmação
Situações em que se deixa de dizer coisas
Acabam por escancarar segredos,
Abrir janelas,
Cantar amores.
A insegurança é a força do omisso:
E se aquilo que eu quero for condenável?
E se aquilo em que acredito for uma ofensa?
A coragem é a força do impulso:
E se as palavras que eu não disse eram as que ela queria ouvir?
E se tudo o que ela sempre quis era que eu fosse surpreendente?
Surpreendentemente adequado, previsivelmente encantado.
Ainda não sei como te dizer as obviedades
Ao não falar o que sinto, apenas deixo evidente aquilo que quero,
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