É. Porque nós nos alimentamos,
Porque simplesmente somos nós quem nos ensina a não errar
Porque somos nós quem se compadece e chora a nossa dor.
Porque nossa criança é quem cuida de nós adultos
Aquelas lições e tempo feliz que aplica sobre nós nostalgia e esperança.
Engraçado como a felicidade se torna ao longo do tempo
Quando não achamos que somos felizes, é porque nossa felicidade já não mora onde procuramos.
E essa é a lição que nem nossos pais ou nós mesmos poderemos ensinar.
Só se sabe onde mora a felicidade por si, pelo presente,
Afinal ela não é a mesma, e você já não será o mesmo.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Incompleto
O sol estava me ofuscando ontem
Hoje ele amenizou.
O casal que estava brigando ontem,
Hoje se beijou
A mão que agredia ontem
Hoje só apertou.
Caramba, as coisas se ajeitaram.
Não foi preciso nada pra colocá-las no lugar.
Somente o tempo irremediável
Remédio dos problemas insolúveis.
E a angústia daqueles que vislumbram o futuro
Sem sair do presente.
E só esse observador, eu.
Só porque só.
Queria resolver todos os problemas,
E nada aconteceu.
Eles se resolveram e eu fiquei aqui,
Por me resolver, incompleto.
Hoje ele amenizou.
O casal que estava brigando ontem,
Hoje se beijou
A mão que agredia ontem
Hoje só apertou.
Caramba, as coisas se ajeitaram.
Não foi preciso nada pra colocá-las no lugar.
Somente o tempo irremediável
Remédio dos problemas insolúveis.
E a angústia daqueles que vislumbram o futuro
Sem sair do presente.
E só esse observador, eu.
Só porque só.
Queria resolver todos os problemas,
E nada aconteceu.
Eles se resolveram e eu fiquei aqui,
Por me resolver, incompleto.
sábado, 17 de outubro de 2009
Negação.
Ela me disse não,
Eu me disse não,
E disse pra ela e pra mim,
Desse jeito assim,
Sem preparar e estar preparado.
Eu entrei são,
Saí com outro não,
E a sobriedade enfim
Me pareceu um fim
Na verdade, era um começo disfarçado.
Talvez o tempo seja minha negação.
Talvez a minha incapacidade de compreender o não.
Ou somente o perceber que esse não
É porta pra entrada de outras canções,
De outra vida além do sonho
A realização daquilo que não se esperou
Mas se mereceu.
Marcadores:
a música é da carla
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Virtude
O superlativo humano inexiste.
Existe o mal fadado, comparando-se
Ao antônimo inadequado.
O bom inexiste.
Existe o regular constante
Visto pelo senso-comum desse distante (ponto).
Ninguém é bom
A maioria que é ruim.
E enaltece o "menos pior" para não ser tão assim: insignificante
A questão é aquele, que mesmo enaltecido
Ainda faz parecer o resto ridículo
Esse é "demônio aos olhos da igreja intrínseca de cada um"
Virtude demais é defeito
E não causa efeito
Somente des(res)peito, (descrença e discriminação)
Existe o mal fadado, comparando-se
Ao antônimo inadequado.
O bom inexiste.
Existe o regular constante
Visto pelo senso-comum desse distante (ponto).
Ninguém é bom
A maioria que é ruim.
E enaltece o "menos pior" para não ser tão assim: insignificante
A questão é aquele, que mesmo enaltecido
Ainda faz parecer o resto ridículo
Esse é "demônio aos olhos da igreja intrínseca de cada um"
Virtude demais é defeito
E não causa efeito
Somente des(res)peito, (descrença e discriminação)
Indiferentes ao infanto
Meu intelecto é
Infantil, infante e indigente.
Me indigno com os problemas do mundo
Sou ignorante a elas, para quem inexisto
Não incido sobre a indecência que me incita
E me incendeia a ingratidão de tais.
Mas elas são impressionantes.
Porisso não me sinto tanto mais uma criança,
Que conhece pouco do mundo,
E precisa aprender a viver,
Para mim e para elas.
Infantil, infante e indigente.
Me indigno com os problemas do mundo
Sou ignorante a elas, para quem inexisto
Não incido sobre a indecência que me incita
E me incendeia a ingratidão de tais.
Mas elas são impressionantes.
Porisso não me sinto tanto mais uma criança,
Que conhece pouco do mundo,
E precisa aprender a viver,
Para mim e para elas.
Os fios com que me amarro
Ao lado de toda grande mulher
Há um homem achando que é grande
E achando que ela está por detrás de si,
Quando na verdade está acima
E só permanece ao lado para não acabar com a ilusão.
São olhares, pequenos gestos, expressões
As linhas pra controlar os marionetes
E não viveremos sem elas
E elas não viverão sem nós.
Afinal, elas também se divertem.
Peço ao menos que alguma converse comigo.
Os bonecos em suas mãos: também amam,
E gostam de conversar.
Não as amo, todas elas
Somente as que sabem me controlar.
(E que por vezes sabem se fazer por controladas)
Há um homem achando que é grande
E achando que ela está por detrás de si,
Quando na verdade está acima
E só permanece ao lado para não acabar com a ilusão.
São olhares, pequenos gestos, expressões
As linhas pra controlar os marionetes
E não viveremos sem elas
E elas não viverão sem nós.
Afinal, elas também se divertem.
Peço ao menos que alguma converse comigo.
Os bonecos em suas mãos: também amam,
E gostam de conversar.
Não as amo, todas elas
Somente as que sabem me controlar.
(E que por vezes sabem se fazer por controladas)
Meu porto seguro.
Aporto para seguir viagem,
Sentado, em meio a livros,
Conhecendo, tentando aprender
Hoje aproveita-se a vida
Amanhã, quem sabe?
Só sei que nada digo.
Mas se eles estão em seu Porto,
Divirtam-se, enquanto eu aporto.
Porque se meu barco estiver à deriva,
Fiz o que eu pude,
Fortifiquei meu porto,
Pra um dia pagar minha própria ida à Porto.
Sentado, em meio a livros,
Conhecendo, tentando aprender
Hoje aproveita-se a vida
Amanhã, quem sabe?
Só sei que nada digo.
Mas se eles estão em seu Porto,
Divirtam-se, enquanto eu aporto.
Porque se meu barco estiver à deriva,
Fiz o que eu pude,
Fortifiquei meu porto,
Pra um dia pagar minha própria ida à Porto.
Você ama.
Fiquei um dia de olhos vendados.
Somente ouvindo as palavras
Da minha companheira.
Foi um dia que durou um ano
E apenas um milésimo
Eu vivi naquele dia.
As palavras, o jeito, o cheiro,
O talento, a amizade, o imprescindível
As 24 horas de realização plena.
Deixei de apaixonar e passei a amar.
Vendados os olhos, vivi melhor
Descobri que amo. E sinto.
Somente ouvindo as palavras
Da minha companheira.
Foi um dia que durou um ano
E apenas um milésimo
Eu vivi naquele dia.
As palavras, o jeito, o cheiro,
O talento, a amizade, o imprescindível
As 24 horas de realização plena.
Deixei de apaixonar e passei a amar.
Vendados os olhos, vivi melhor
Descobri que amo. E sinto.
Você não ama.
O amor não existe para os apaixonados.
Que sozinhos e interessados.
O que existe é o interesse unilateral
Frente ao desinteresse geral.
Amor é sentimento que se constrói e
Compartilha com o tempo.
Paixão não é amor, É sexo.
E dizer-se com amor pela imagem não tem nexo.
Ama-se um conceito, um jeito.
Ama-se uma pessoa, uma rotina.
Ama-se uma conversa, um respeito.
Transcende o "amor" por "bundas e peitos".
Que sozinhos e interessados.
O que existe é o interesse unilateral
Frente ao desinteresse geral.
Amor é sentimento que se constrói e
Compartilha com o tempo.
Paixão não é amor, É sexo.
E dizer-se com amor pela imagem não tem nexo.
Ama-se um conceito, um jeito.
Ama-se uma pessoa, uma rotina.
Ama-se uma conversa, um respeito.
Transcende o "amor" por "bundas e peitos".
Etílico.
Preciso de um trago,
E outros tantos mais.
Fico confuso em meio a luzes,
Em meio a vozes e outros sons.
A não-compreensão momentânea
Fez-me ver além do tempo,
Que eu tenho que me embriagar
E passar a não mais ser eu
Apenas bêbado,
Estarei sóbrio o suficiente, incluído
Agregado à sociedade ovina,
À unanimidade burra.
E outros tantos mais.
Fico confuso em meio a luzes,
Em meio a vozes e outros sons.
A não-compreensão momentânea
Fez-me ver além do tempo,
Que eu tenho que me embriagar
E passar a não mais ser eu
Apenas bêbado,
Estarei sóbrio o suficiente, incluído
Agregado à sociedade ovina,
À unanimidade burra.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Número 50.
É o post 50.
E não sei porque os números assim, inteiros,
Imponentes sempre fazem um efeito..
Então resolvi agradecer a quem acompanha.
Este post não terá nada de especial,
Além do apreço de quem escreve por quem lê.
50 abraços apertados, 50 desejos de uma vida realizada,
50 tantos outros desejos que tenho para mim e para qualquer um.
Aproveite e pense que cada texto que eu escrevo é pra você, leitor.
no número 51, 51 outros desejos. E uma boa idéia!
Um brinde, um viva, infinitos sorrisos.
Tudo pra vocês.
E não sei porque os números assim, inteiros,
Imponentes sempre fazem um efeito..
Então resolvi agradecer a quem acompanha.
Este post não terá nada de especial,
Além do apreço de quem escreve por quem lê.
50 abraços apertados, 50 desejos de uma vida realizada,
50 tantos outros desejos que tenho para mim e para qualquer um.
Aproveite e pense que cada texto que eu escrevo é pra você, leitor.
no número 51, 51 outros desejos. E uma boa idéia!
Um brinde, um viva, infinitos sorrisos.
Tudo pra vocês.
A Derrocada da Esperança.
Não tenha suas esperanças.
Já disse que não haverá concretização.
Procure por outra certeza que se faça mais sólida.
Não se alimente da lembrança do jantar de ontem.
Porque não haverá comida na mesa hoje se você não sair pra comprar.
Só haverá um prato vazio, e pedir aos céus não trará o alimento.
Não estou incitando a desesperança em tudo, somente naquilo que
Eu já atestei, não acontecerá.
Então, parta para o amanhã, porque no hoje eu não ligarei,
Como não ligarei amanhã, e não liguei ontem.
Como não me ligaram.
Agora eu estou na lista telefônica, e nem me lembro mais do número passado.
Procure em sua própria lista, oras.
Já disse que não haverá concretização.
Procure por outra certeza que se faça mais sólida.
Não se alimente da lembrança do jantar de ontem.
Porque não haverá comida na mesa hoje se você não sair pra comprar.
Só haverá um prato vazio, e pedir aos céus não trará o alimento.
Não estou incitando a desesperança em tudo, somente naquilo que
Eu já atestei, não acontecerá.
Então, parta para o amanhã, porque no hoje eu não ligarei,
Como não ligarei amanhã, e não liguei ontem.
Como não me ligaram.
Agora eu estou na lista telefônica, e nem me lembro mais do número passado.
Procure em sua própria lista, oras.
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não é filosofia. é apenas uma mensagem.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Revelar
As cores que passaram pelos meus olhos.
Eu não perdi nada, do que acontecia.
Ficou tudo gravado na memória
Os momentos mais felizes
As chuvas de verão que caíram na janela
O sol de inverno que insistia em tentar nos esquentar.
Mesmo no inverno que tentava,
Em vão, esfriar nossos corações.
É as coisas foram se agrupando
Tudo ficou na lembrança.
Mas eu queria dividir contigo.
Passar de mim pra ti a felicidade
Dessas cores insistentes que ficaram,
Ainda que intransmissíveis.
Então eu revelarei as fotografias
Com incontáveis palavras ditas.
Ao pé do teu ouvido.
Uma música para outro amante
Vou te dar as noites que eu passei em claro
As lágrimas que se foram,
Pra te poupar de tudo o que é inútil de viver.
Ou melhor, te deixo viver no claro.
Eu sei que se as coisas foram,
É por que tiveram que acontecer.
Então cometa os mesmos erros,
Passe essas raivas necessárias
Perca o seu sossego,
Só pra curtir as várias
Muitas faces de um ou uma dúzia de amores
Que a gente canta, se encanta.
E a gente senta junto pra lembrar e rir disso..
É aquela história de passado, conversa, um riso.
É a lembrança de que se amou,
De que se tentou,
De que o simples sofrimento não importará mais
Embora você não viva sem ele.
O Brilho e o Amor-próprio
Você não gosta do que é.
E me culpa por amar esse seu jeito.
É engraçado, você não gosta do espelho.
Mas eu sei que não vê
O brilho que nunca estará lá.
Esse brilho só se vê
Olhando nos olhos,
Não nos reflexos.
Transcende a aparência,
Veja além delas,
Dessas tiranas aparências.
Você perceberá que o brilho
Nem nos olhos está.
Está no coração de quem tem, e sente.
Espectador.
Eram 3 horas da manhã
E como toda madrugada eu dormia
E o mundo acontecia lá fora
Era uma juventude o amanhã
E eu, sem saída, padecia
Enquanto o mundo acontecia, demora.
Vida? Não, vivê-la
Talvez aproveitar a vida?
Não viver a vida.
É a preocupação com vive-la
Que leva para a não-vivência
Somente influência.
Só assistir ao mundo,
Tentar viver o mundo,
Três horas.
Já assistir o mundo,
Construir o mundo
Dormindo cedo.
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