São três da manhã
De novo, de novo, tão velho
Amanhã foi ontem.
E será até que eu deixe de viver amanhã
E me recorde do ontem,
Só como um dia passado
Não como um modelo passando
Como uma película 8mm
Diante dos meus olhos.
Rotina, bate
Bate todo dia,
É pedra dura jogada em água mole
Espalha tudo pra todo lado
E se mantém inteira
Pra amanhã
Pra sabe Deus quando.
E enquanto minha atitude for menor
Que minhas querências
Não há amanhã pras minhas carências
Louco é quem vive.
O resto é só palco pras loucuras
Quem vive, quem não vive.
Não é uma questão tão biológica
Não é o bater do coração
Mas o motivo pelo qual ele bate
Porque quem não tem esse conforto,
Estará eternamente morto em sua rotina
De louco. De novo, de novo. De velho.
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