Já estou me desculpando por chatear os leitores. Depois de tanto tempo sem nada escrever, vou pra um campo pseudossubjetivo, num efluxo muito denso de idéias. Mas sabe Deus que eu aprecio a complexidade. Se alguém ão o faz, irrelevante (assim como eu o sou para ela), mas me sinto bem com esse conforto ideológico.
Dirigindo pro que interessa, o assunto "in passant" é a ana´lise do início de um relacionamento amoroso. A curiosidade que reside no ponto dos extremos.
Como a primeira inevitável análise (sem hipocrisia) é a visual, o curioso acerca disso é: os extremos são mais efetivos. Se se chama a atenção por ser muito atraente ou muito repulsivo, isso é estatísticamente mais efetivo do que a medianidade.
Outra coisa é a demonstração intelecto-biológica de poder. Coisas como dinheiro, posses, atitudes confiantes, isso é um fator quase certo de conquista.
Por último, a verdade irrefutável. Análises superficiais são suprimidas pela lógica meritocrática capitalista vigente. A meritocracia é uma desculpa para a estaticidade psicossocial do ser. Uma vez que no amor/paixão, o fator de relevância maisexplícito é o biológico, antes do intelectual, as pessoas hipocraticamente censuram a postura superficial por essa não favorecer mérito adquirido, em benefício de características congênitas e/ou determinogênicas. Afinal, quem disse que ser superficial é errado. Não nego que eu não gosto, mas no fundo isso não seria só uma defesa em contiguidade com a ideologia na qual estamos imersos?
segunda-feira, 14 de junho de 2010
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