Desceu da cama com o pé errado
E parecia, nada tinha a ver
E ele cético, com suas crenças parado
Depois de ter viajado e ao lar retornado
Não sabia o que dizer
Tudo que tinha e de manhã tinha avistado
Estava tudo em um ar brigado
O que haveria ele de fazer?
Se agora o mundo tinha virado
E de costas renegado
Tudo o que pensava ser
E agora a reconstruir de volta ao nada
Nem um momento, palavras a serem faladas
Que mentes não ficariam abaladas
Se não sabiam que em épocas passadas
Fora um engano toda a vida consumada
E o poeta agora era um anônimo
Identidade que lhe foi dada ao nascer
Pois ele vivera outrora um heterônimo
A aventura de uma vida por fazer
E o que pensava era justo o antônimo
Da vida que quiseram para ele viver
Mas não é fato comsumado
Deus é que salve a poesia
Desse final desastrado
Dessa grande heresia
Bote em trilho bem encaminhado
O poeta e sua vida
Com seus versos tão implorados
Permaneça a esperança na vida.

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