sábado, 15 de agosto de 2009

Pais, e Filhos, e Mudanças.

Há dois principais problemas nas relações entre pais e filhos hoje. O primeiro é a banalização, por parte de filhos, do respeito e da posição que cada um ocupa. O segundo é o inverso, um excesso arcaico de hierarquia e subjugação de filhos por parte dos pais. a questão é: são dois extremos*
Isso tudo tem alguma justificativa. Para quem se interessa, é disponibilizada uma carga de informações que nos proporcionam (a nós, jovens) visões mais diferentes e globais de mundo, gerando uma necessidade de liberdade sem precedentes. Há também uma sensibilização muito maior destes jovens, que se veem ora como vítimas, ora como revolucionários, sem causas certas.
Quanto à essa banalização, ela se dá pelo excesso de bajulação e regalias desnecessárias que o jovem tem desde o início de sua formação. Desde os pais, que visam dar conforto até os peda(dema)gogos, que tentam "reformar reformas" sobre o pretexto de inovação, buscando "melhores métodos" para educar quando na verdade, acostumam uma juventude despreparada por ter tudo adapatado às suas vontades, sendo que o mundo lá fora não é assim, e vai recusá-los. (assim disse Bill Gates, como paraninfo, num discurso para estudantes na Harvard)
Quanto ao excesso de hierarquia, os pais estão desacostumados com o novo e frenético ritmo da juventude, e sofrendo tambémcom as caracterísricas negativas(citadas acima) dessa mesma juventude.Eles exageram na tentativa de controlá-los( ou seria controlar-nos?) e acabam extrapolando, deixando esse jovem inconformado (embora sem compreender os reais motivos).
A verdade é que as mudanças passaram a exigir reflexão. E as relações interpessoais, em qualquer época exigiram revisões, acordos e DIÁLOGO!
Então, ao jovem que está lendo, não seja mais um na multidão. Saiba adquirir confiança, respeito e direitos e saiba respeitar as diferenças cronoideológicas que sempre existirão entre pais e filhos. Lembre de que, se você for um ser humano normal, irá também ter filhos e terá de lidar com eles, assim como seus pais o fazem com você. Então, aceite tanto as suas mudanças quanto espere, no futuro, ter que compreender e aceitar (até certo ponto) as mudanças que ainda estarão por vir.
Já aos pais, peço que sejam mais "do meio-termo*", sem serem relapsos, mas sem serem ditadores. Não sejam liberais o suficiente para que não haja limites de ética e comportamento em seus filhos ( o famoso, "dê se ao respeito"). Mas tmbém não precisa exigir mais respeito dele do que você tenha para ele. Ah, e principalmente, a vida agora NÃO É MAIS IGUAL ao que era no seu tempo. Não diga "comigo era assim". É anti-didático.
Espero que isso sirva de alguma coisa!

* referências ao texto "meio-termo", já publicado neste blog

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