domingo, 19 de dezembro de 2010

A primeira impressão é a que discrimina!

Verdade seja dita, cada um é cada um. Cometi essa redundância de propósito. Pra enfatizar o quanto acredito que a personalidade de cada um é o que define os caminhos que essa pessoa pode, e eventualmente vai seguir. E por isso mesmo é que quero desmistificar essa coisa da “primeira impressão”. Em âmbitos sociais, é até possível desfazer este estigma costumbrista, mas na arte da paquera, a magia (ou praga) da primeira impressão é algo muito difícil de ser contornado.


Isso porque, verdade seja dita, nossas ações são (muito) frutos das nossas paixões, do intrínseco passional/emocional. E o nosso passional é ativado no solavanco, não de maneira gradual. Aprende-se a amar alguém todos os dias, mas não se aprende a apaixonar-se todos os dias. Paixão é fogo de palha, amor é lenha de forno. E bem a primeira impressão é o que atiça o fogo sobre a palha de cada um.

Só que, como eu enfatizo de novo, cada um é cada um. Cada personalidade, um complexo de sentimentos, impressões e posições definidas. Bem como existem pessoas que escondem os defeitos e exprimem as qualidades em um primeiro contato, em contrapartida, existem muitas pessoas extremamente válidas que, por alguma razão, demonstram o seu pior defeito na apresentação. Ou ainda pior, alguém que é introvertido, e nada demonstra.

Vejam bem, a primeira impressão é só uma impressão. Nada mais. E perder toda a carga de valores que vem em outras subseqüentes é simplesmente passional e egoísta demais consigo. Privar-se de conhecer melhor várias pessoas.

Por isso condeno a primeira impressão como uma impressão altamente discriminatória. Se nos preocupássemos mais em ver com olhos de pessoas, e não olhos de animais quaisquer, só neste pequeno momento, poderíamos curtir a intersecção entre biológico e racional de uma maneira mais plena: utilizando-se dos dois artifícios ao mesmo tempo.

Fica a dica pra refletir um pouco!

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