segunda-feira, 2 de novembro de 2009

De repente, a gente é feliz e nem sabe...


De repente a gente acorda,
E não quer que o sonho se acabe
De repente a gente cai,
E esbarra numa porta que se abre
De repente a gente está seguro,
E espera por um perigo de que se salve
De repente a gente é feliz
E nem, sequer sabe.

Uma vontade desenfreada
Um livro de páginas rasgadas
Um carro acelerado
É a gente correndo contra o tempo.
O avanço rápido do filme
Nenhuma notícia com que se anime
Qualquer vestido que se arrume,
É a folha querendo levar o vento.

Um ano de duzentos dias
O tempo de duzentas vidas
O tráfego de duzentas vias
É a vontade contra o existir.
O beijo de todas as meninas
A dor de todas as partidas
Perfume de todas as pétalas floridas
É o impossível de sentir

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