sexta-feira, 18 de setembro de 2009

1848 faz se necessário, ao contrário.

Certo médico argentino disse:
"Podem matar uma, duas, três rosas,
Mas nunca deterão a primavera."
Ele só se esqueceu de que não é preciso matar rosas.
Só é preciso parar o mundo.
Longe da luz e do calor do Sol,
Manter-nos no inverno, eterno
Sem deixar as rosas sequer florescerem.

Envenena-se a rosa,
Convence-se a rosa,
Faz-se rosas trocar "espinhadas"
Faz-na trocar as pétalas
Comprar pétalas importadas.
Vicia-se a rosa em aceitar,
Padronizar sua beleza única em troca de pão.

Cabe às próprias rosas florescer.
Cabe as palavras girar o mundo.
Cabe a cantiga de pétalas, de tons.
Trazer a primavera de novo.
A nova primavera dos povos,
Morte aos generais do inverno.

São as minhas palavras para Ernesto argentino.

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