Que falar aos que estão por vir?
Que diremos?
Diremos que vivemos intensamente,
Sem economias nem reflexão.
Contaremos nossos feitos,
Todos eles, feitos de outros, de outrora.
Cantaremos as lindas melodias,
"Dança do Quadrado" e "Créu"
Mostraremos nossas gurias
Feitas por Papai do céu.
Elas mostram suas "qualidades"
Porque estão todas expostas
Só olhos veem as beldades
Que nunca poderão te dar respostas.
Glória aos nossos governantes
Homens inteiros, sensatos
Assim como os que vieram antes
Inteiramente ratos.
São apenas brincadeiras sapecas
Brincadeiras de esconder
Dinheiro nas meias e nas cuecas
E esquecer de devolver
Lembrar-nos-emos do etanol
Que carros e homens consumiram
Do antigo besteirol
Assim como nós, os antigos já riram
E tiveram que escolher um candidato
Entre pular no fogo e do precipício
Fico com a decisão do mais sensato:
Tento emudar o artifício.
Acabo como comecei, sem rima
Não quero participar desse padrão, textual
Nem do padrão da nação
Que se tem tão bem
Que a fazemos tão mal.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
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