É uma grande ironia, o modo como nós aconselhamos a todos e insistimos em agir na contramão do que afirmamos. Hipocrisia? Não é! Exatamente pelo fato de que é muito mais fácil perceber as coisas olhando de fora do que fazendo uma auto-análise.
Bem simples de entender. Nós temos a percepção de tudo o que acontece com nossos amigos e, como não sabemos o que se passa na cabeça deles, só enxergamos a ação, e não a motivação. Logo, fica fácil discernir o certo do errado. Contudo, quando se trata de nós mesmos, todas as nossas ações são justificadas por pressupostos da nossa mente. Em nossa cabeça, partimos do princípio que estamos certos, independentemente do que se passa fora dela.
Nesse caso, voltando ao assunto dos conselhos, preste atenção no que seus amigos dizem, refletindo de forma respnsável sobre isso. Se for algo construtivo, aceite, se não refute. Mais importante, repare no modo de agir desse seu amigo, e não o condene se caso ele não haja de acordo com os próprios pressupostos. Mesmo agindo assim, ele está te ensinando lições valiosas.
Como, por exemplo, o fato de não agir sem refletir, visto que podemos estar equivocados nas nossas avaliações; não criticarmos as pessoas antes de nos certificarmos das nossas prróprias falhas, logo que não somos infaliveis; sabermos perdoar as pessoas pelos erros; sabermos ser perdoados pelos erros que cometeremos; e o mais importante, não julgar as pessoas pelas palavras, mas pelas ações. Assim garantiremos vidas mais acertadas (e políticos menos falantes).
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
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