sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Gênio?

Até onde a genialidade vem do núcleo ou da mitocôndria? Em uma breve explanação, o núcleo celular é o local do material genético, logo, contendo as informações todas que vêm antes da nascença. O código genético é algo que define as características congênitas do ser originado. Já a mitocôndria é a fonte de energia da célula, local onde, em suma, o substrato energético provindo da alimentação é oxidado para formar ATP, que é o combustível do trabalho celular. Aqui, estamos desconsiderando o fato de a mitocôndria ter também em seu interior DNA circular. Para fins didáticos da metáfora, obviamente.

Bom, todo esse imenso rodeio foi apenas uma introdução “bacaninha” para levantar a questão principal: até onde a genialidade é algo que nasce com o ser humano, um dom divino, uma decorrência natural. Ou até onde essa genialidade é fruto do esforço de cada um, do merecimento e da técnica adquirida.

Albert Einstein certa vez disse “Sucesso e genialidade são 10% inspiração e 90% transpiração”. O mesmo Einstein era considerado retardado mental em sua época escolar, e escreveu seu artigo vencedor do Prêmio Nobel aos 23 anos. Ainda assim, não se consegue dizer que Einstein era um cientista exclusivamente dedicado à sua capacidade genial. Havia nele algo que não há em pessoas comuns. E não há ainda uma explicação aparente pra isso.

Também hoje, em diversos âmbitos, como na música, na arte, na ciencia, crianças que conseguem uma capacidade assustadora de assimilar informações e executar ações de forma inexplicavel. Fatos esses que independem da imaturidade biológica que o inteligir costuma exigir.

Claro que toda genialidade pode ser trabalhada, mas será que todo trabalho pode ser convertido em genialidade?

Hoje, eu vou preferir ficar com o benefício da dúvida.

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