Venho há muito tempo tentando fugir dessa vontade de simplesmente colocar tudo para fora. A fuga das palavras vem me atormentando, mas o prazer de usá-las fala mais alto, pedindo pela ascensão da alma, quase uma apoteose. Essa ascensão é o maior prazer que já poderia ter sentido, uma sensação de liberdade, como se seu espírito ansiasse por essas palavras, por essa confusão contínua de verbos, pontos, vírgulas e sentimento.
Não sou capaz de distinguir o porquê, mas palavras me acalmam,extinguem o fogo que incendeia tudo aqui dentro; esse fogo incandescente, incontrolável, que cada vez me consome mais. É nesse ponto que percebo minha falta de coragem para usar palavras no dia-a-dia, é ai que se encaixa minha necessidade do lápis e papel; sim, pura covardia, mas o que me faz bem. Não desperdiçarei, portanto, esse “dom”, tal e qual uma qualidade ruim o bastante para poder ser comparada a um ridículo defeito, capaz de arruinar uma vida.
Cá estou. Lápis, papel, e essa dificuldade para montar orações, frases ou mesmo colocar em ordem palavras que possam exprimir um pouco do que sinto, ou nem sinto; só quero continuar escrevendo, continuar tentando enquadrar sentimentos em poesia, ansiedades em verbos e angústias em prosa, o que poderia ser extremamente difícil, mas não passa de uma avalanche de palavras confusas.
Tudo o que sei é que a cada sílaba aqui colocada, a paz dentro de mim aumenta, esse prazer de estar sempre em busca de novas formas para se expressar também aumenta, e é quando acontece sua ascensão. Ascensão da alma, do espírito e das palavras, pois, mesmo que estas não toquem mais coração algum, saíram de um coração despedaçado que ansiava por esse encontro de sentimentos e verbo.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
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eu ja devo ter te falado isso mil vezez mas vou falar de novo , caaaaaaara como voce escreve bem , fico de cara , parabéns o texto tá muito bom , beijos s2
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