domingo, 29 de agosto de 2010

Um Palpite Imaturo.

No tempo em que os velhos jovens serão os jovens adultos,

No tempo em que eu acredito no romantismo
E que posso viver os dez amores da minha vida
E os inúmeros melhores momentos dessa subida.
Fazer dezenas de vezes as coisas que deveriam ser
Uma na vida, outra na morte.
Quem me diz o que fazer,
Senão quem está preso demais pra perceber
Que pode fazer o que quiser,
E sofrer as conseqüências que vierem.

Quem me disse que eu tenho que não me importar
Pra começar a me fazer ser amado.
E disse pra eu deixar pra lá a vontade
De fazer valer tudo o dedicado.
Não, ninguém vence o guerreiro no meu sonho
Ninguém é eterno, nem dorme tranqüilo
Se não for sincero, será fugaz.
O mundo é meu, é repouso, é desperto.
E se todo mundo tiver que desacreditar,
Louco que sou, eu recomeço.

Porque, no fim das contas,
Através dos olhos de um louco,
A verdade é só mais um palpite imaturo.
O impossível,
Só mais um detalhe corriqueiro,
Mais um afazer do dia de amanhã.

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