sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Amor, liberdade e solidão
É engraçado como algum dia somos obrigados a perceber que não podemos viver sozinhos, que precisamos da presença de outras pessoas. Por muito tempo me pensei auto-suficiente, anti-sociável, mas percebi que de certa forma não podemos viver apenas com nós mesmos, precisamos de outro alguém, seja este alguém uma pessoa por quem você se apaixona perdidamente, alguma amizade verdadeira ou um parente insubstituível. E percebi que essa necessidade de companhia poderia ser algo benéfico, apesar do meu amor pela solidão e pela liberdade. E aprendi que poderia amar alguém, amar minha solidão e minha liberdade, conciliá-los e viver melhor desta maneira. Viver melhor com alguém que realmente se importasse comigo – talvez mais do que eu mesma me importasse comigo. Aprendi a gostar de alguém apesar de todos os obstáculos, percebi que se fosse necessário tiraria um sorriso do meu rosto para colocar no rosto desse outro alguém, e convivi com a certeza de que se preciso daria minha vida por ele – mas pelo menos saberia que estaria dando minha vida por alguém que vale a pena, por alguém que me faz feliz de uma maneira incomparável. Percebi que para mim, este alguém seria para sempre único, pra sempre inesquecível, que teria nele uma amizade verdadeira, uma paixão ardente e um amor infinito. E não me arrependo de ter sido obrigada a aceitar a presença de outras pessoas, afinal, essa obrigação tem me trazido benefícios cada vez maiores – amor, felicidade e liberdade.
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