quarta-feira, 5 de maio de 2010

Sangue sobre verdades.

Não quero fingir que está tudo bem, quando na verdade nada está bem. Na verdade está tudo desmoronando, estão derrubando tudo, e você nunca esteve aqui. Tudo destruído, todas as máscaras no chão, todas as mentiras descobertas, sempre foi uma ilusão. E meu coração sangra, minhas lagrimas caem, e ninguém nunca esteve aqui. Você nunca esteve aqui, a verdade nunca foi dita. Minha consciência pesa, minha cabeça pesa, meu corpo cai, e ninguém nunca me segurou.
Não quero que acreditem na pessoa forte que nunca fui, quero que me vejam padecendo, nada nunca foi como prometido. Nada nunca foi como planejado. As paredes estão sendo destruídas, mas aos poucos. Cada tijolo vai sendo tirado devagar, cada pessoa crava uma faca no meu coração aos poucos, a dor assim é maior. O grito é contido, até que a voz não o consiga mais segurar, eu não sou de ferro. Eu grito, eu choro, eu grito, eu escondo, e ninguém nunca está aqui. Ninguém nunca sabe, ninguém nunca procura saber, a verdade dá trabalho. Eu também posso dar trabalho.
Tento passar despercebida, ser discreta, e aos poucos vou desaparecendo. Sou só uma peça temporária no seu jogo, que daqui algum tempo estará no lixo. Estará na fossa. Não quero ser inferior a ninguém, não sou. Não quero ser comparada a ninguém, sou complicada demais para ser comparada, quanto mais para ser alguém notável. Nem quero ser notada, provavelmente não seria pelo lado positivo; ninguém nunca é capaz de ver lado positivo. É mais fácil criticar do que entender, ainda mais entender coisas que oferecem obstáculos, desafios. Não sou santa, nem quero ser. Sou eu mesma, não vou mudar, não vou me alterar. Não vou fingir, não vou mentir. Não vou aparecer.



Há tempos não postava, não foi por falta de tempo, foi mesmo a preguiça.

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