As paixões. Quem vive delas há de ser muito, muito feliz, por um tempo bem curto. A questão do hormônio, da "química", do domínio sexual, da posse, da estética, da beleza só por si mesma e desse "fogo" que consome toda a energia que se tem.
Os amores. Quem aprende a realmente amar, há de estar constantemente feliz. É o aprendizado cotidiano, da não-posse, mas do compartilhamento, o respeito intelectual, conjugal e sexual. É um calor brando, mas duradouro, que não queima, não desgasta.
Analogia cabível, é a do esfomeado que se enche de um comida, e depois nem quer saber mais, daquilo, que deu indigestão.Já o degustador, aquele que consegue perceber um novo aroma a cada palatada, experiência essa que só vem com o tempo.
Ao longo da vida, nascemos mais animalescos, instintivos e passionais. Com a idade, vêm duas coisas paralelas e distintas. Ou a não consciência de um verdadeiro sentido a vida, acompanhada da incessável busca por eternas paixões baseada em preceitos adolescentes, fúteis. Nunca há de se contentar. Ou a consciência da transitoriedade do físico, do estético e do material, que levará à maturidade, à construção de novos valores e à valorização de coisas cada vez mais válidas: uma amor verdadeiro, um amor-próprio.
No dia em que deixarmos de procurar a paixão própria e passarmos a buscar o amor-próprio, nesse dia, poderemos ser adultos, ou morrermos tentando.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
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"No dia em que deixarmos de procurar a paixão própria e passarmos a buscar o amor-próprio, nesse dia, poderemos ser adultos, ou morrermos tentando."
ResponderExcluirResumiu, excelente! Perfeita