Consumirá algumas horas do seu dia
Aquela angústia inevitável
A falta de aceitação passiva
Frente ao fatalismo do óbvio
Faremos coisas inúteis
Seremos obrigados a elas.
Atribuições supostamente colocadas
Como um degrau na escalada
Na verdade, apenas um buraco vazio
Que se arrisca na vã esperança
De pará-lo
Desmotivá-lo na fé.
Quem tem fé, tem esperança na fugacidade
Consegue enxergar fim próximo
Dentro de um sofrimento atual
O alento futuro
Não conforta
Não anestesia
Não poupa
Apenas está
Estático, imóvel
Espera por você para mover-se
Chega mais perto passivamente
Espera.
Esperança, espera.
E nós esperamos andando,
Em direção ao alento
Ao alívio do óbvio
O inusitado.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
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