domingo, 17 de junho de 2012
Preto, da não-cor do céu de noite
Gostar dela é assim, preto, da não-cor do céu de noite. Afinal, preto é ausência de cor, mas mesmo assim, está lá. Eu enxergo o céu, mas ele não tem cor. Que tem cor são as estrelas e a lua. E mesmo assim, cores emprestadas, cores que já se apagaram.
Gostar dela é assim. Eu gosto, mas naão faz sentido nenhum. Eu sei que gosto, mas não sei porque. Gosto das coisas que ela faz, e até mesmo do jeito como não sabe que eu existo.
Ela me vê preto também, mas não da não-cor do céu. Ela me vê preto da não- cor do quarto de porta fechada, de luz apagada. Ela não me vê.
O céu é preto, e eu enxergo o céu.
Mas o quarto é preto, e ela só sabe o quê tem lá se esbarrar em alguma coisa, porque enxergar mesmo, não enxerga nada.
Mas no fim, danaram-se os olhos, que ela tropeçou em mim no caminho pra dormir, e acabou sonhando comigo, preto da não-cor do céu, que está lá.
Eu estive lá. Não-estando, mas ela estava comigo.
E acordou azul, da cor do céu de dia!
E eu nem sabia.
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Se fode. Fazendo pesquisa e encontro essa tosqueira de viadinho incapaz.
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