tempo, e aqui cabe um clichê bobo de compará-lo à correnteza de um rio.
porque, afinal. as águas passam, o rio passa.
se não nos banharmos naquelas águas, elas passarão
elas não esperarão pelo nosso toque, pela nossa sensação
e assim, o tempo que temos
correndo, se fazendo entremear por nossos sentidos
e quando estamos distraídos demais com os pensamentos,
pra traduzir o tempo em sensações
ele continua passando
e afinal, mesmo que destilado junto Às remanescências de uma memória
ali, imperceptível,
o tempo nunca foi desperdiçado
e nunca será, até a última gota, a fatal, que seca o leito de rios intermitentes
vida eterna... ou não
sábado, 19 de março de 2011
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